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Uma Incredulidade Incrível

Por Eguinaldo Hélio de Souza

 

Nosso reconhecimento do Estado de Israel como um grande sinal para o mundo moderno não nasceu das predileções humanas, nem de uma avaliação política apurada ou de uma ingenuidade tola. Nasceu de nossa fé nas Sagradas Escrituras e nas inúmeras profecias bíblicas a esse respeito.

Ficamos espantados quando pessoas desejam fazer um divórcio entre as milenares profecias bíblicas sobre Israel e os fatos da modernidade. Dizer que o Israel moderno nada tem haver com a Bíblia é uma afirmação que tem por base a ignorância ou leviandade. Essas afirmações não desmerecem apenas o povo judeu. Desmerecem primeiramente as Escrituras como Palavra inspirada de Deus.

Qualquer crente bem preparado na apologética sabe que as profecias bíblicas e o seu cumprimento histórico são a maior prova da inspiração das Escrituras. Apologistas bem preparados sabem que inúmeras predições foram cumpridas, estão sendo cumpridas e se cumprirão no futuro como prova indiscutível da inspiração divina. Negar tal fato é negar os fundamentos da fé reformada que fez da Sola Scriptura nossa grande base.

E dentro do grande conjunto de profecias temos aquelas que tiveram o povo judeu como objeto. Antes mesmo que eles pusessem seus pés na Terra Prometida, Deus já falara de sua dispersão, de seu ajuntamento, de seu renascimento e futura conversão. Em nenhum lugar do Novo Testamento nós lemos que as profecias sobre Israel foram anuladas. O Israel étnico permaneceu uma realidade ao longo da Era Cristã, apesar de todas as tentativas de exterminá-lo. Da mesma forma as profecias sobre ele permanecem apesar de toda tentativa de desacreditá-las.

Em seu livro Evidência que exige um veredicto, Josh McDowell, após falar de inúmeras profecias sobre nações que se cumpriram, escreveu:

Essa é uma área [as profecias sobre os judeus e seu renascimento] em que a documentação é virtualmente desnecessária, pelo fato da profecia estar se cumprindo diante de nossos olhos.1

Não é necessário ser um perito em profecias bíblicas e história para perceber que a história do povo judeu cumpre as predições escriturísticas com um rigor inegável. Só uma breve amostra já é suficiente para causar espanto em quem com um coração aberto se debruça sobre o tema. Lemos em Amós 9.14, 15:

E removerei o cativeiro do meu povo Israel, e reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto. E os plantarei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o SENHOR, teu Deus.

Pegue um livro de história de Israel e percorra o atual território. Não apenas temos hoje cidades onde havia ruínas, plantações onde havia desertos e frutos de toda a espécie. Temos também um povo que lá permanece por

mais de sessenta anos apesar de todas as promessas e tentativas de arrancá-lo dali. Se isso não é cumprimento de profecia, então não sei o que é.

A incredulidade nos faz cegos para as realidades de Deus.

Uma coisa é afirmar que nem todas as ações do Estado de Israel são corretas e que o povo judeu da atualidade necessita de muito arrependimento diante de Deus. Para isso nós oramos (Romanos 10.1). Isso, todavia, não nos dá o direito de negar o óbvio – que Deus tem cumprido suas promessas para com Israel.

Não sei o que me causa mais espanto. As profecias milenares sobre Israel se cumprindo ou pessoas que afirmam crer em toda Bíblia e ao mesmo tempo negam profecias evidentes que se realizam de forma concreta e evidente. Essa para mim é uma incrível incredulidade.

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1 MCDOWELL, Josh. Evidência que exige um veredicto. São Paulo: Candeia, 1996, p. 396.

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