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	<title>Ultimas Coisas &#187; Israel</title>
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		<title>Israel &#8211; Primeira Impressão</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2018 13:59:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Israel]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p> </p> <p>Memorável momento: pela primeira vez em nossas vidas pisamos a Terra Santa.1</p> <p style="text-align: right;">Érico Veríssimo, Israel em abril</p> <p>&#160;</p> <p style="text-align: justify;">Se a primeira impressão é a que fica, então Israel ficará para sempre em nossos corações. Tendo estudado, escrito e ensinado sobre o assunto <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=444">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2018/05/terrasanta-01-1024x5762.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-447" title="terrasanta-01-1024x576" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2018/05/terrasanta-01-1024x5762.jpg" alt="" width="1024" height="576" /></a><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2018/05/terrasanta-01-1024x5761.jpg"><br />
</a></p>
<p><em>Memorável momento: pela primeira vez em nossas vidas pisamos a Terra Santa.1</em></p>
<p style="text-align: right;">Érico Veríssimo, Israel em abril</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Se a primeira impressão é a que fica, então Israel ficará para sempre em nossos corações. Tendo estudado, escrito e ensinado sobre o assunto por anos, tive só agora privilégio de viajar através da Terra Prometida, conhecendo os locais onde ocorreram os fatos que confirmam a fé. Pude caminhar na região que permanece sendo de muitas formas o coração do mundo. Aquele pedaço de chão que ocupa tanto espaço nas narrativas históricas e na mídia atual estava diante de meus olhos e eu me encantei. Foi como reencontrar um velho amigo depois de tantos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada sítio arqueológico, cada museu, cada paisagem de Israel, natural ou urbana, contém um algo mais, uma presença especial que não se explica com palavras. Vai muito além do roteiro turístico. Visitamos Israel com a alma. Ninguém vai para ali vazio. Chega ali com um mundo de expectativas, de crenças, de sentimentos. Carrega consigo inúmeras perguntas e espera ter todas as respostas ao final da viagem. Isto torna tudo mais vivo, mais interessante. Os espíritos se exprimem e se imprimem sobre as cenas. Olhamos para Israel ao mesmo tempo em que ele olha para nós. Homem e ambiente interagem não em um sentido ecológico, mas em um sentido espiritual muito mais profundo. Israel é mais do que Israel.</p>
<p style="text-align: justify;">Tel Aviv, Carmelo, Corazin, Jericó, Tibérias, Mar da Galileia, Mar Morto, Qunram, Massada, Belém, Jerusalém&#8230; Livros de pedra onde as pedras clamam e o vento sussurra, falando de um tempo que foi e que é, de um lugar que outrora esperança milenar de um povo é agora a morada desse mesmo povo. Terra na qual habitou por quase dois mil anos suas memórias e seus anseios, tornou-se agora sua habitação, fazendo brotar novas esperanças e novos anseios. Tudo ali tem voz.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossos olhos não cansaram de ver e nem nossos ouvidos de ouvir as coisas preciosas daquela terra, onde o antigo e o moderno se encontram como em uma reunião de família. Naquele pequeno espaço geográfico a história é condensada, pois a profecia se encontra com a história e os sítios arqueológicos competem sadiamente com os pomposos edifícios. Em Israel não convergem apenas os três continentes, convergem também os três tempos. Passado, presente e futuro se encontram como se fossem um só momento indistinto. Como uma linha ininterrupta, em Israel a Bíblia vive e fala hoje como falou outrora. Temos a impressão que ali o sol da história não se põe, permanece sempre no centro do céu iluminando tudo por igual. Difícil explicar como. São as razões do coração das quais Pascal nos falou.</p>
<p style="text-align: justify;">Ali nos fala o passado de uma forma grandiosa. Não é um passado mudo, inerte, estéril. Não são pedras mortas. São profetas da antiguidade testemunhando a um mundo cético, monumentos que proclamam a voz de Deus entre homens que há muito deixaram de buscar o som da eternidade. As inúmeras escavações são como janelas do tempo que expõe as raízes da</p>
<p style="text-align: justify;">grande árvore e revelam os fundamentos da atualidade. É um passado que não se extinguiu ou que se renovou como se sempre tivesse sido.</p>
<p style="text-align: justify;">E o presente de Israel é tão encantador quanto o seu passado. Bairros que parecem ter saído das narrativas bíblicas competem em beleza com os altos edifícios em sua arquitetura moderna. O chip e a pedra caminham lado a lado em passos harmônicos, enquanto elevadores inteligentes ajudam aos ortodoxos a guardar o sábado. Nanotecnologia e tradição, fé e pesquisa científica, armamentos modernos e taliths não se excluem mutuamente. Na verdade se unem para compor o agora. Temos um presente que não se sobrepôs ao passado, mas chamou-o para junto de si como um filho chama ao pai.</p>
<p style="text-align: justify;">E na convergência do passado com o presente inúmeras expectativas pairam no ar. Onde profecias proferidas há séculos transformaram-se em capítulos dos livros de história, profecias não cumpridas aguardam o momento de se revelar. O palco se projeta pouco a pouco e um futuro temeroso pode nele apresentar-se quando menos se espera ou se deseja. Não é verdade que todos os caminhos levam a Roma. Na verdade, eles conduzem a Jerusalém, à Israel e nós sabemos que ali se decidirão os dilemas da história. Israel também é futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, deixamos Israel como quem deixa a pátria – desejando em breve retornar. Nosso coração cristão continua ali, aguardando nosso retorno para ajustar-se ao peito novamente. Permanece um forte sentimento de que apesar do muito que foi visto, muito mais, muito mais há pra se ver. Tantas pedras nos caminhos e tão poucas foram reviradas. Acreditamos haver segredos milenares escondidos embaixo de cada uma delas. Por isso queremos voltar. Nós nos recusamos a dizer que nossa fome foi satisfeita e nossa sede saciada. Queremos mais de Israel.</p>
<p style="text-align: justify;">Como os judeus na diáspora, somos tentados a gritar aos nossos companheiros de viagem: “Até o ano que vem em Jerusalém”. Nossa jornada rumo à Cidade Santa está apenas começando.</p>
<p style="text-align: justify;">____________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;">1 VERÍSSIMO, Érico. Israel em Abril. Rio de Janeiro: Globo, 1987, p. 1</p>
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		<title>Não é Possível Contornar Jerusalém</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jul 2017 12:42:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Israel]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p> </p> <p style="text-align: center;">O SENHOR ama as portas de Sião mais do que todas as habitações de Jacó. Coisas gloriosas se dizem de ti, ó cidade de Deus. (Salmo 87. 2, 3)</p> <p>&#160;</p> <p style="text-align: justify;">Jerusalém não é populosa como São Paulo, nem rica como Tokyo. Também <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=431">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2017/07/dsc060721.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-435" title="dsc06072" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2017/07/dsc060721-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>O SENHOR ama as portas de Sião mais do que todas as habitações de Jacó. Coisas gloriosas se dizem de ti, ó cidade de Deus. (Salmo 87. 2, 3)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify;">Jerusalém não é populosa como São Paulo, nem rica como Tokyo. Também não é capital de nenhuma potência mundial, não está localizada em um lugar estratégico. Não é sede de grandes multinacionais e em boa parte de sua história tem permanecido sob o domínio de grandes impérios. Todavia, nenhuma outra no planeta e na história esteve tão presente. Nenhum lugar do mundo gerou tantas tensões. Nenhuma outra cidade domina tanto a imprensa ou mesmo a literatura..</span></p>
<p style="text-align: justify;">Podemos dizer que ela é a cidade mais amada e mais disputada do mundo. Nela se encontra, sem sombra de dúvidas, o ponto nevrálgico da paz mundial. Em suas paredes se abrigam inúmeras esperanças, presentes e futuras, esperanças reais e irreais, justas e injustas. Ali se cruzam as estradas do espaço e do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">As nações puderam, inúmeras vezes, pisar Jerusalém. Muitos têm até mesmo amaldiçoado essa cidade por não entender os mistérios que a rodeiam. Pode-se amá-la ou odiá-la, contudo, é impossível contornar Jerusalém. Ela se encontra no centro das nações e da história.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é verdade que todos os caminhos levam a Roma. Eles levam a Jerusalém. Foi lá que Abraão ofereceu Isaque e o Templo foi construído. Foi lá que o Messias morreu por toda a humanidade e foi lá que ele ressuscitou, vencendo a morte para sempre. Foi nessa cidade que o Espírito foi derramado de forma ampla e distinta no dia de Pentecoste. E foi dali que partiram os primeiros missionários para chegar até os confins da terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Será contra Jerusalém que as nações se ajuntarão no futuro. Será sobre um de seus montes que o Messias colocará seus pés. E será à partir dela que o Cristo reinará sobre todos os reinos. E então ela será reconhecida afinal, como a cidade do grande rei.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus não escolheu as coisas fortes e nem as coisas sábias deste mundo. Escolheu as coisas loucas e as coisas fracas, para demonstrar ao mundo que só Dele provém a verdadeira força e a verdadeira glória. Jerusalém não desfruta de algum tipo de grandeza, por causa de si mesma. Sua grandeza provém Daquele que a escolheu.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém escolhi Jerusalém para que ali estivesse o meu nome&#8230; (2 Cr 6.6)</p>
<p style="text-align: justify;">Os homens podem ter suas opiniões e podem desenvolver suas teologias. As nações podem fazer seus planos e implementar suas políticas. A ONU pode pensar que tem o domínio do mundo em suas mãos, inclusive o domínio de Jerusalém. No entanto, Jerusalém sempre estará lá para lembrar a todos que Deus e somente Ele é o Senhor da história e que Ele a conduzirá conforme Seus próprios planos e nenhuma ação humana impedirá isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Há dois mil anos o próprio Jesus disse que Jerusalém seria pisada pelos povos da terra e por quase dois mil isso foi um fato histórico. Todavia, ele mesmo estabeleceu os limites temporais para isso. Ele disse: “..até que o tempo dos gentios se complete&#8230;”. Este ano o fim do domínio das nações sobre Jerusalém faz 50 anos. Na Guerra dos Seis dias, em 1967, os judeus conquistaram a parte oriental da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Entendemos perfeitamente que Jerusalém só será de fato e de direito a “cidade da paz” quando nela reinar o Príncipe da paz. Antes disso, todos os acordos e contratos falharão. Todas as tentativas humanas, mesmo as melhores, não serão mais que ilusões. No entanto, após esses 50 anos da conquista de sua liberdade, reconhecemos que as promessas divinas deram mais um passo em direção à sua plenitude. E por isso, queremos abençoar Jerusalém, lembrando o Salmo 122:</p>
<p style="text-align: justify;">“Prosperem os que te amam, ó Jerusalém! Haja paz dentro de tuas muralhas e segurança em teus palácios” Em favor de meus irmãos e amigos suplicarei: “A paz esteja contigo!”</p>
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		<title>Israel no Plano de Deus &#8211; Um Esboço</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jun 2017 17:16:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Israel]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por: Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"> <p style="text-align: justify;"></p> <p style="text-align: justify;">Embora subtemas possam ser extraídos dos capítulos 9 a 11 da epístola do apóstolo Paulo aos Romanos, o tema central é Israel como nação, como etnia. Isso é bem claro desde os primeiros versículos: a dor no seu coração é <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=426">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por: Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2017/06/israel2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-427" title="israel2" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2017/06/israel2.jpg" alt="" width="1024" height="584" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Embora subtemas possam ser extraídos dos capítulos 9 a 11 da epístola do apóstolo Paulo aos Romanos, o tema central é Israel como nação, como etnia. Isso é bem claro desde os primeiros versículos: a dor no seu coração é pelos seus irmãos, que são seus parentes segundo a carne (v.3).</p>
<p style="text-align: justify;">Abordar esse tema era inevitável, uma vez que o plano de salvação de Deus através da morte e ressurreição de Cristo, o surgimento da Igreja como Corpo de Cristo formado por judeus e gentios, com a tarefa de evangelização mundial, não havia sido bem compreendida pelos apóstolos até a última hora (Atos 1.6-8). Era preciso explicar a situação de Israel diante desses novos fatos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ISRAEL EM TRÊS TEMPOS</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Falando de Israel como etnia eleita para os propósitos eternos, podemos extrair desses capítulos uma linha temporal que abrange o propósito passado, o presente e o futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">I – Passado: a glória de Israel</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A descendência física de Abraão através de Isaque recebeu alguns privilégios históricos que são aqui expostos na epístola aos Romanos:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas; dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém! (9.4, 5)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">a) Adoção de filhos</p>
<p style="text-align: justify;">b) A presença gloriosa de Deus entre eles</p>
<p style="text-align: justify;">c) As alianças</p>
<p style="text-align: justify;">d) A Lei (o decálogo e as demais leis derivadas)</p>
<p style="text-align: justify;">e) Culto aceitável</p>
<p style="text-align: justify;">f) Promessas inúmeras</p>
<p style="text-align: justify;">g) O Messias</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esses privilégios não foram frutos de merecimento, mas tão somente da vontade de Deus em escolhê-los para diversos propósitos (9.9-18).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">II – Presente: endurecimento, salvação dos gentios e remanescente</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">No curso natural do plano de salvação, Israel, isto é, os judeus como um todo, como nação e etnia, deveria ter abraçado Jesus como o seu Messias, pois era o único povo da terra com esperança messiânica. Só eles tinham conhecimento desse fato. Todavia, não foi isso que aconteceu. Ainda que milhares de judeus tenham abraçado a mensagem do Evangelho (Atos 21.20),</p>
<p style="text-align: justify;">o restante da nação o rejeito. Esse fato é descrito pelo apóstolo Paulo como o “endurecimento” (9.30-33; 10.18-11; 11.7-10)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esse endurecimento, todavia, foi o caminho usado por Deus para que a salvação chegasse aos gentios, isto é, aos não judeus. Assim como o fato de José ter sido rejeitado por seus irmãos redundou em redenção para os egípcios, o fato dos judeus terem rejeitado Jesus como seu Messias, fez com que o Evangelho chegasse até nós (11.11, 12, 15)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Entretanto, esse endurecimento foi apenas parcial (11.25). Na verdade, aqui nessa porção Paulo expõe a doutrina do remanescente, isto é, judeus que são crentes verdadeiros. Mesmo nas épocas de grande apostasia, sempre houve um remanescente fiel (11.1-5) e esse remanescente fiel são os judeus salvos durante esse período da Igreja, do Pentecostes até os dias de hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">III &#8211; O futuro: reconciliação, plenitude e exaltação</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Paulo fala abundantemente da restauração de Israel: chama essa restauração de plenitude (11.12); chama de admissão e diz que ela trará vida dentre os mortos (11.15); na parábola da oliveira ele anuncia que voltarão a ser enxertados (11.24)</p>
<p style="text-align: justify;">E em 11.25-29 temos uma ampla revelação da futura salvação de Israel como nação, baseado na eleição divina e na aliança de Deus com os patriarcas. Esta passagem está em harmonia plena com Zacarias 12.10 e com o fato de José, ao final, ter se reconciliado com seus irmãos. (Gênesis 45)</p>
<p style="text-align: justify;">Essa plenitude, essa readmissão de Israel se harmoniza com as promessas divinas de um Israel exaltado no Milênio futuro (Zacarias 8.23; Isaías 60.10-14)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não entendemos tudo. Muita coisa permanece mistério (11.33-36). O que não é mistério e se torna bem claro aqui é que Deus os dons e vocação de Deus são irrevogáveis e que Israel permanece “amado por causa dos patriarcas” (11.28,29)</p>
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		<title>Amando Israel Com Sabedoria e Equilíbrio</title>
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		<pubDate>Fri, 03 May 2013 20:48:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Israel]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"> <p style="text-align: justify;">Achaste mel? Come o que te basta; para que, porventura, não te fartes dele e o venhas a vomitar. Provérbios 25.17</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O tema Israel, apesar de tudo, ainda é tema controverso no meio cristão. Os embates teológicos <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=326">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Achaste mel? Come o que te basta; para que, porventura, não te fartes dele e o venhas a vomitar. Provérbios 25.17</em></p>
<p style="text-align: justify;">  <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2013/05/bandeira-de-Israel-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-327" title="bandeira de Israel 1" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2013/05/bandeira-de-Israel-1.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O tema Israel, apesar de tudo, ainda é tema controverso no meio cristão. Os embates teológicos em torno do assunto, desde a posse da terra até seu papel no plano divino continuam presentes. O ambiente evangélico ainda permanece dividido. Isso não nos deve assustar. O preço de nossa liberdade (de pensamento) é a falta de unanimidade. A solução seria uma imposição vinda de cima por alguém ou por um grupo que determinasse nossa fé e nossas práticas e isso nós não queremos, pois conhecemos as consequências. Teremos de aprender a respeitar em meio às discordâncias e a defender com sabedoria e graça nossas posições. Cada um esteja seguro no seu próprio entendimento. (Romanos 14.5)</p>
<p style="text-align: justify;">Há algo novo, entretanto. Durante centenas de anos (sim, centenas!), os judeus foram unanimemente rejeitados, na teologia e na prática. Palavras e atos cruéis foram lançados contra eles. E isso tudo em nome de Cristo! Todavia, a liberdade de interpretar as Escrituras levou muitos a rever seus conceitos e o resultado foi o surgimento de uma corrente que entende o papel do Israel étnico de maneira diferente e procura expressar seu amor e apoio ao povo judeu de modo prático. Hoje, milhões de cristãos valorizam, oram, defendem e se colocam à favor dos judeus. Quem conhece história sabe que isso é novo na história do Ocidente.</p>
<p style="text-align: justify;">Os grupos pró-Israel cantam hinos hebraicos, escrevem livros sobre o assunto, publicam artigos, fazem conferências, visitam Jerusalém, usam camisetas e bótons característicos, colocam a bandeira de Israel em suas igrejas. Alguns vão mais longe. Usam símbolos do judaísmo como o mezuzah, o kipah e talith e outros. Tocam o shofar. Ainda há àqueles que se orgulham de sua ascendência judaica ou mesmo assumem sua judaidade integralmente. Lamentavelmente alguns, no extremo do movimento, fazem submergir os valores cristãos em um judaísmo distorcido e não bíblico.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso faz parte do processo. Dizem que no ano em que Colombo descobriu a América (1492), os reis espanhóis descobriram os judeus. E utilizando a Inquisição confiscaram seus bens, utilizando sua riqueza na guerra contra os mouros. Nós cristãos também temos descoberto os judeus e nessa descoberta temos procurado corrigir quase dois milênios de injustiças, maus tratos e mesmo distorções e negações teológicas. Temos querido dar a eles um lugar de honra que lhes é devido (Romanos 15.27). Afinal, nosso Deus é o Deus de Israel, nossas Escrituras foram-lhe primeiramente confiadas (Romanos 3.1, 2) e nosso Messias é na verdade o Messias judaico (Romanos 9.5) para citar apenas algumas das preciosidades que herdamos deles.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa ânsia, não é surpresa que exageros e extremismos surjam. Quem nunca comeu melado quando come se lambuza já dizia o ditado. O pensamento humano é um pêndulo que vai de um extremo a outro com muita facilidade. Diversos movimentos dentro do cristianismo tiveram suas alas extremistas que muitas vezes puseram em perigo todo o movimento. Judaizantes e israelizantes surgiram como uma expressão extremada do apoio a Israel e não há nada de novo nesse comportamento e tendência.</p>
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		<title>A Igreja Evangélica Atual e os Judeus Messiânicos &#8211; Parte 2</title>
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		<comments>https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=321#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2013 21:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Israel]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;" align="center">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"></p> <p style="text-align: justify;">O triste desvio dos grupos judaizantes</p> <p style="text-align: justify;">Até aqui, temos exposto apenas um lado da moeda. Como geralmente o comportamento humano é pendular, indo de um extremo ao outro, surgem, a cada dia,grupos que distorcem o legítimo movimento judaico-messiânico e podem <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=321">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;" align="center"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2013/02/igreja.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-322" title="igreja" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2013/02/igreja.jpg" alt="" width="960" height="1200" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O triste desvio dos grupos judaizantes</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px;">Até aqui, temos exposto apenas um lado da moeda. Como geralmente o comportamento humano é pendular, indo de um extremo ao outro, surgem, a cada dia,grupos que distorcem o legítimo movimento judaico-messiânico e podem ser apontados como movimentos judaizantes. Um dos mais expressivos é a Congregação Israelita da Nova Aliança, que possui amplo trabalho de mídia. Conforme sua própria declaração, ela rejeita o protestantismo e propõe um cristianismo judaico, mesmo para os não-judeus.</span></p>
<p style="text-align: justify;">“A Kehilah<em> </em>(Congregação/Igreja), a exemplo de Judá no tempo do cativeiro babilônico, se descaracterizou pela apostasia e pela mistura com os costumes e práticas religiosas pagãs, <em>que</em><em> começou logo após a morte dos apóstolos </em>e teve seu ápice na união com Constantino, no século 4<sup>o</sup>. Felizmente, um remanescente dessa mesma Kehilah, guardado por Deus a partir do século 4º, <em>tem ultimamente resgatado </em>suas raízes de <em>noiva</em><em> judia do primeiro século</em> e restaurado a liturgia, a forma de adoração e as tradições de nosso povo Israel que aceitou a nova aliança [...] Não obstante, à medida que avançamos em nossa <em>teshuvah </em>(arrependimento), em busca do aperfeiçoamento, <em>vamos nos distanciando do protestantismo</em>, que, de certa forma, nos serviu de referência [...] A Kehilat<em> </em>Elohim<em> </em>não é uma Congregação envolvida com o paganismo da religião romana <em>e com a Reforma Protestante </em>do século 16. Por isso, o que antes tinha tomado emprestado do protestantismo, não lhe foi difícil abandonar. <em>Teshuvah</em> (arrependimento) para nós, nada mais é que <em>assumirmos as características que tínhamos nos dias de Yeshua</em> (Jesus). (grifos do autor).<a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Revisado%20parte%202.doc#_edn1">[1]</a></p>
<p style="text-align: justify;">Com estes discursos eles se colocam acima e além do cristianismo, rejeitando inclusive a Reforma Protestante.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A negação da Trindade entre os judaizantes</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sua posição diante da divindade de Jesus e do Espírito Santo não é clara. Ao primeiro, o movimento nega a divindade e,quanto ao segundo, acredita em uma identificação plena entre o Espírito Santo e o Pai, como uma espécie de modalismo, conforme apresentado em seu credo, que assim se expressa em três pontos:</p>
<p style="text-align: justify;">“Cremos em Yeshua  HaMashiach<em> </em>(Jesus, o Messias), o Verbo que se fez carne, tornando-se totalmente humano para submeter-se à morte e ressuscitar para nos dar vida eterna. Ele é o único Filho unigênito de Deus, e é o Messias de quem falaram os santos profetas. Nos dias de sua carne, foi tentado, todavia,nunca pecou, tornando-se advogado e mediador entre Deus e o homem”.</p>
<p style="text-align: justify;">“Cremos em um Deus, o Pai, o Deus de Israel, eterno, ser pessoal de inteligência suprema, conhecimento, amor, justiça, poder e autoridade. Ele é o único Deus (<em>echad</em>)”.</p>
<p style="text-align: justify;">“Cremos que o Ruach HaKodesh<em> </em>(Espírito Santo)<em> </em>é o próprio Deus (não é uma outra pessoa ou terceira pessoa), atuando como poder ou força de Deus na conversão do pecador e na orientação da Kehilah<em> </em>e da liderança congregacional em toda a verdade e entendimento das Escrituras”.<a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Revisado%20parte%202.doc#_edn2">[2]</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quatro</strong><strong> pontos a serem considerados sobre o credo judaizante</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. </strong>A argumentação segue a mesma dos movimentos sectários modernos. Semelhante ao que ensinam os mórmons, as testemunhas de Jeová, os adeptos da Missão Nova Vida<em> </em>e tantos outros, o verdadeiro evangelho teria se corrompido a partir do tempo dos apóstolos e depois completamente modificado pelo imperador Constantino. Eles são os restauradores. A Igreja não teria existido ou teria existido em número bastante reduzido, para voltar a renascer agora no tempo do fim. Entretanto, Jesus disse que nem mesmo as portas do inferno prevaleceriam contra a Igreja que Ele estava edificando (Mt 16.18). A Bíblia declara que os últimos tempos são marcados por apostasia e não por restauração (1Tm 4.1).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. </strong>O conceito de “noiva judia do primeiro século” é pura distorção. No máximo se pode falar de noiva judia dos primeiros dias,quando nenhum gentio havia sido alcançado pelo evangelho. Logo nos primeiros tempos, os gentios aceitaram o evangelho e a noiva de Cristo foi formada tanto por judeus quanto por gentios,conforme o plano de Deus (At 11.20-23; 17.4; 28.28; Ef 2.14-18; 3.6).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3. </strong>Abandonar os princípios teológicos da Reforma Protestante equivale a abandonar os princípios da própria Bíblia. Salvação unicamente pela graça, pela fé em Jesus Cristo, é a essência do Novo Testamento. Negar isso é negar a Palavra de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. </strong>Em nenhum momento, a ideia de arrependimento (<em>teshuvah</em>) esteve ligada ao compromisso de assumir alguma semelhança com os judeus,até porque os primeiros discípulos eram todos judeus. No caso dos gentios, os apóstolos (todos eles judeus) foram unânimes em reconhecer que não precisavam tornar-se judeus de modo algum (At 15), invocando,para isso,até mesmo a concordância do Espírito Santo (At 15.28).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os excessos nocivos dos elementos judaicos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não é preciso falar muito sobre o prejuízo dos excessos! “Achaste mel? Come o que te basta, para que porventura não te fartes dele, e o venhas a vomitar.” (Pv 25.16).<em> </em>Muitos grupos, tentam expressar seu amor por Israel e seu pesar pela atitude negativa da Igreja em relação aos judeus ao longo dos séculos, tem inserido descomedidamente elementos judaicos no seu culto e liturgia. Não tendo eles nenhum traço real de descendência judaica, agem como se tivessem. Passam indiscriminadamente sobre a distinção bíblica entre judeu e gentio. Quase chegam a transformar suas igrejas em sinagogas.</p>
<p style="text-align: justify;">Era justo que Jesus agisse como um judeu, pois Ele foi “ministro da circuncisão” (Rm 15.8).Era justo que Paulo fizesse votos conforme a lei mosaica, porque ele era um judeu(At 21.20-24), da tribo de Benjamim(Fl 3.5).Era compreensível que Paulo mandasse circuncidar Timóteo,porque Timóteo era um judeu(At 16.1,2).Todavia, Paulo jamais permitiria que o mesmo fosse feito como gentio Tito (Gl 2.3). E mesmo Tiago, o líder da Igreja em Jerusalém,por mais forte que fosse o teor judaico de sua fé,não aceitou que aos gentios fossem impostas as práticas dos judeus(At 21.25).</p>
<p style="text-align: justify;">Além de problemas de ordem teológica, existem problemas de ordem prática nessa questão. Ouso dos símbolos judaicos pelos não-judeus,embora seja uma tentativa de lhes parecer simpáticos, podem ter efeito inverso quando não são tratados com a mesma reverência e respeito que os judeus lhes dedicam.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso não significa que seja proibido o uso de elementos judaicos dentro da liturgia. Na verdade,nossa liturgia sempre reuniu elementos da cultura européia e hoje tem sido ainda mais diversificada com instrumentos e ritmos de outras culturas. Eliminar o elemento judaico da liturgia seria discriminação e, de certo modo,um erro, uma vez que a nossa herança judaica tem sido cada vez mais destacada. Na verdade, trata-se de um enriquecimento do culto e nada tem a ver com os “judaizantes” do período apostólico,que desejavam transformar gentios em judeus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As heresias dos nomes hebraicos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Outras heresias que têm proliferado são as que envolvem os nomes hebraicos de Deus e de Jesus. As testemunhas de Jeová já haviam insistido na questão da pronunciado nome,que indubitavelmente seria “Jeová”, o que depois se revelou uma impossibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A Organização Yaohúshua (ou Yawhushua), baseada em Jerusalém, Israel, é um fenômeno relativamente recente. Liderada por alguém que é meramente identificado como Cohanul, o grupo busca prosélitos por meio de salas de <em>chat</em> na Internet e no seu <em>website</em> oficial: <a href="http://www.yaohushua.org/">http://www.yaohushua.org</a>. Apesar de Cohanul alegar liderar o único grupo que conhece a verdadeira identidade do Criador, a verdadeira identidade do próprio Cohanul é suspeitamente obscura,um fato que desabona a credibilidade escolástica do seu movimento. A seita Yaohúshua é a última na série de grupos classificados como “o nome sagrado”ou como movimento de “raízes hebraicas”até o momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros grupos são identificados pela designação geral de Adeptos do nome de Yehoshua<em>.</em> Alegam ser impossível a salvação a não ser que seja utilizado o nome de Jesus conforme o hebraico,embora a pronúncia exata do nome vari e amplamente entre os diversos grupos. Ainda outros elementos “judaizantes” e herético sem vários sentidos estão presentes:</p>
<p style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;" align="center">
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="682">1. Alguns negam a inspiração do evangelho de Mateus,sob alegação de que é um livro apócrifo.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="682">2. Alguns ensinam que o nome correto de Jesus é Yehoshua e que Jesus significa “deus-cavalo”.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="682">3. Alguns fazem ligação entre Jesus (no grego Iesous) e Esus, um deus celta, pretendendo,comisso,afirmar que os evangélicos são pagãos.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="682">4. Alguns ensinam que o número 666 (número da besta referido em Apocalipse 13.6,18) se enquadra ao nome de Jesus.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="682">5. Alguns negam o nascimento virginal de Jesus e ensinam que Ele foi filho natural de José e Maria.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="682">6. Alguns negam a doutrina da Trindade e afirmam que o Pai é o Filho e o Filho é o Pai (espécie de unicismo).</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="682">7. Alguns ministram o batismo em nome de Yehoshua-Mashiach.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="682">8. Alguns creem em duas classes de pessoas: os cristãos, que vão para o céu; e os judeus, assírios e egípcios, que herdarão a terra.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="682">9. Alguns negam a salvação de quem invoca o nome de Jesus. Só há salvação para quem invoca o nome Yehoshua.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="682">10. Alguns ensinam a guarda do sábado com o fator necessário à salvação.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="682">11. Alguns rejeitam o uso do título“cristão”, dizendo que tal predicado foi dado aos seguidores de Cristo para escarnecer deles, sendo,logo,um título pagão.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="682">12. Alguns observam festas e dias tipicamente judaicos. Outros usam véu, praticam lava-pés, ósculo santo, comem pães ázimos, etc.<a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Revisado%20parte%202.doc#_edn3">[3]</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px;">Os debates teológicos suscitados em voltada pronúncia hebraica correta dos nomes de Jesus ou de Deus têm sido desgastantes. Longe de restaurarem alguma coisa, têm produzido uma miríade de pronúncias diferentes. Não há qual quer indicação nas Escrituras de que Deus quisesse a língua hebraica como língua sagrada. O amplo uso da Septuaginta, versão do Antigo Testamento em grego, e a própria utilização do grego nos escritos do Novo Testamento testificam isso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong style="font-size: 13px;">Buscando o equilíbrio</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Igreja não pode aprovar a “israelização”ou“judaização”, bem como o anti-semitismo. O reconhecimento de uma hostilidade injusta e da rejeição indevida a certos aspectos judaicos dentro do cristianismo é saudável, mas não pode ser corrompido por aqueles que desejam introduzir doutrinas estranhas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px;">Sabemos que “não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos nós somos um em Cristo Jesus” (Gl 3.28). E assim como em Cristo homem e mulher não perdem suas respectivas identidades, dentro do Corpo de Cristo, gentios e judeus também não perdem as suas, apenas se unem a algo maior, que é a Igreja. A Igreja, composta por ambos os elementos, judeu e não-judeu, acessa o Pai em um único Espírito (Ef 2.19). Não deixando de ser “ambos”, permanecem “um” nele. Esse deve ser o nosso posicionamento!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong style="font-size: 13px;">Olho</strong><strong style="font-size: 13px;">: </strong><strong style="font-size: 13px;"><em>Como uma criança que após crescer destrói </em></strong><strong style="font-size: 13px;"><em>seu berço, assim o cristianismo, ao assumir a maioridade, passou</em></strong><strong style="font-size: 13px;"><em> a hostilizar toda sua herança judaica</em></strong></p>
<div>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div style="text-align: justify;">
<p><a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Revisado%20parte%202.doc#_ednref1">[1]</a> <em>http://www.israelitas.com.br/institucional/quem.php</em></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Revisado%20parte%202.doc#_ednref2">[2]</a> http://www.israelitas.com.br/institucional/cremos.php</p>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;"><a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Revisado%20parte%202.doc#_ednref3">[3]</a> SOUZA, Eguinaldo Hélio de. <em>Evangelismo</em><em> dos adeptos de Yehoshua. </em>In: Curso de Apologética Aplicada.<em> </em>Jundiaí: FAETESF, 2009, s/p.</p>
</div>
</div>
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		<title>A Igreja Evangélica Atual e os Judeus Messiânicos &#8211; Parte 1</title>
		<link>https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=315</link>
		<comments>https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=315#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Jan 2013 14:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;" align="center">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Alain Besançon, historiador francês, escreveu: “Se existe, contudo, uma lição da história, entendida no sentido mais positivo, é que a identidade judia, mesmo se não considerarmos mais sua legitimidade de direito, continua, pelas vias mais estranhas, a existir de fato. Nada jamais foi <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=315">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;" align="center"><span style="color: #000000;"><em>Por</em><em> Eguinaldo Hélio de Souza</em></span></p>
<p> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2013/01/NOT-cristaos-e-judeus-celebram-a-pascoa-e-a-pessach-na-terra-santa1333719840.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-318" title="NOT-cristaos-e-judeus-celebram-a-pascoa-e-a-pessach-na-terra-santa1333719840" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2013/01/NOT-cristaos-e-judeus-celebram-a-pascoa-e-a-pessach-na-terra-santa1333719840.jpg" alt="" width="400" height="270" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alain Besançon, historiador francês, escreveu:<em> </em>“Se existe, contudo, uma lição da história, entendida no sentido mais positivo, é que a identidade judia, mesmo se não considerarmos mais sua legitimidade de direito, continua, pelas vias mais estranhas, a existir de fato. Nada jamais foi capaz de apagar essa marca, nem mesmo os esforços daqueles que, tendo-a recebido, não a desejavam mais.<strong> </strong><em>Queira-se ou não, o gênero humano continua a se dividir em judeus e em gentios</em>”.<a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_edn1"><span style="color: #000000;">[1]</span></a> (grifo do autor).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E essa milenar divisão entre judeus e gentios produziu, ao longo dos tempos, inúmeros conflitos entre a cristandade, tanto em termos práticos quanto em termos teológicos. Desde os seus primórdios até os nossos dias, a Igreja cristã se debate com questões pertinentes ao assunto e está longe de resolvê-las definitivamente. Ainda assim, é necessário um esforço sincero, no sentido de procurar compreender aquilo que envolveu essa relação, tanto no passado quanto nos dias atuais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O período apostólico e a judaização dos gentios</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não foi fácil,nem na prática nem teologicamente, a inserção dos gentios no contexto da Igreja de Cristo. Essa verdade tende a desaparecer após quase dois mil anos de predominância gentia na aceitação do evangelho. O processo foi lento, conturbado, exigindo dos apóstolo se dos líderes judeus muita reflexão e muitas concessões. E, ainda assim, o caminho foi truculento. As epístolas paulinas e o livro de Atos dos Apóstolos são as primeiras vitrines dessa luta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em um primeiro momento, o gentio foi excluído, conforme vemos em Atos 11.1-19. Com o sucesso do ministério paulino entre os gentios, surgiu a questão sobre o que fazer com aqueles que aceitavam a messianidade de Jesus. De início, a resposta óbvia era tornar todos eles judeus. Afinal, não era Jesus um judeu? Não procedia a salvação dos judeus?Não era a nova aliança o cumprimento das predições dos profetas hebreus?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As epístolas paulinas se ocupam, inúmeras vezes, com essa questão, procurando demonstrar que a judaização dos gentios não é necessária. Eclesiologicamente, o assunto foi debatido e resolvido no Concílio de Jerusalém (Atos 15). Naquela ocasião, determinou-se que os gentios que se convertessem a Deus não precisariam tornar-se judeus, mas apenas “se abster da contaminação dos ídolos, da idolatria, do que é sufocado e do sangue” (At 15.20). Foi um fato de importância ímpar na história da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse ato e as exposições do apóstolo Paulo impediram que a Igreja se tornasse uma mera seita judaica. Embora o caminho fosse longo até que houvesse uma aceitação integral e plena dos gentios, a estrada tinha sido aberta e seria apenas questão de tempo para que os não-judeus se tornassem maioria na Igreja. Todavia, quando isso ocorreu, surgiu o problema inverso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O período posterior e a gentilização dos judeus</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como já ficar a evidente no livro de Atos, enquanto os judeus se recusavam a aceitara messianidade de Jesus, os gentios a receberam e, por conta disso, havia uma grande tendência de os últimos se tornarem maioria dentro da Igreja. Em poucas décadas, o cristianismo poderia ser descrito como essencialmente uma religião não-judaica. E, com o tempo, mais do que isso, ele se tornaria uma religião antijudaica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Marcião, um gnóstico anti-semita, pregava que qualquer cristão que utilizasse algum símbolo judaico ou mesmo um nome, ou realizasse qualquer celebração judaica, seria considerado cúmplice da morte de Cristo juntamente com os judeus. As oposições de Tertuliano ao que estava acontecendo na Igreja, pois ele queria que ela não perdesse suas raízes judaicas, foram em vão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contudo, talvez uma das expressões mais famosas e negativas sobre os judeus na Igreja pós-apostólica tenha vindo dos lábios de um de seus maiores oradores, João Crisóstomo, bispo de Constantinopla. Eis um trecho de seu sermão antijudaico, proferido quando viu cristãos participando das festas judaicas: “Entre a sinagoga e o teatro, não há diferença. Em ambos se juntavam um bando de homens efeminados e mulheres devassas[...] A sinagoga não é somente uma casa de indecência e um teatro, mas também um covil de ladrões e um lar de bestas selvagens[...] Ainda que ali não existam ídolos, os demônios ali se sentem em casa[...] São os assassinos de Cristo[...] Eles trarão para sua casa o demônio dentro de suas almas[...] Deixe-me chamá-la (a sinagoga) de bordel, casa de vícios, refúgio do demônio, cidade de Satã, corruptora de almas, abismo de corrupção e de todo engano– o que quer que seja feito, será menos do que eles merecem”.<a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_edn2"><span style="color: #000000;">[2]</span></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é preciso muita dedução para concluir os frutos anti-semitas dessa palavra. Crisóstomo cunhou o termo “deicidas”,isto é,assassinos de Deus. O estigma acompanharia os judeus porto da a Idade Média e serviu para “justificar” o assassinato de comunidades judaicas inteiras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Veja, a seguir, o juramento que deveria ser feito pelos judeus ao se tornarem cristãos na Igreja Oriental: “Renuncio a todos os costumes, ritos, legalismos, pão ázimo e sacrifícios de cordeiros dos hebreus, e a todas as demais celebrações hebraicas, preces, aspersões, purificações, santificações, jejuns, luas novas, <em>shabats</em>, [...] hinos, cantos [...] abstinência de alimentos e bebidas dos hebreus; numa palavra renuncio a tudo o que é judaico, absolutamente tudo, a todas as leis, ritos e costumes [...] e se mais tarde quiser renegar e voltar à superstição judaica, ou for surpreendido fazendo uma refeição com os judeus, ou celebrando suas festas, ou conversando secretamente e condenando a religião cristã em vez de rejeitá-las abertamente e condenar sua fé vazia, que o tremor de Caim e a lepra de Gehazi se apoderem de mim, assim como os castigos legais a que me reconheço sujeito. E que eu seja um anátema no mundo que há de vir, e que Satanás e os demônios se apoderem de minha alma”.<a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_edn3"><span style="color: #000000;">[3]</span></a><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso nos dá uma ideia clara do sentimento do “cristianismo” sobre os judeus. Como uma criança que após crescer destrói seu berço, assim o cristianismo, ao assumir a maior idade, passou a hostilizar toda sua herança judaica. Não era apenas uma questão de não aceitá-la, mas sim de amaldiçoá-la completamente. Agora,em vez de os judeus judaizarem os gentios, os gentios estariam “gentilizando” os judeus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O posicionamento do reformador Martinho Lutero</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não seria justo condenar toda a obrade Lutero por causa de sua atitude para com os judeus, mas também não seria justo escondê-la. A princípio, Martinho Lutero foi simpático aos judeus, crendo que, ao conhecerem os verdadeiros fundamentos do cristianismo, eles abraçariam a Reforma. Em 1523, seis anos depois do início do movimento, Lutero escreveu um tratado denominado “Jesus nasceu judeu”. Nesse trabalho, ele acusava os papas de terem afastado os judeus do bom caminho. Infelizmente, a recusa dos judeus em se converterem ao cristianismo acabou levando Lutero a publicar, em 1542, o livro“Dos judeus e suas mentiras”, em que os atacava comas seguintes palavras, entre outras: “Seria preciso, para fazer desaparecer essa doutrina de blasfêmia, atear fogo em todas as suas sinagogas e se delas restasse alguma coisa após o incêndio, recobri-las de areia e de lama, a fim de que não se pudesse mais vera menor telha e a menor pedra de seus templos[...] Que se proíbam os judeus entre nós e em nosso solo, sob pena de morte, de louvara Deus, de orar, de ensinar, de cantar”.<a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_edn4"><span style="color: #000000;">[4]</span></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quatrocentos anos depois, o livro seria reeditado por ninguém menos que Adolf Hitler, como um instrumento ideológico contra os judeus. Ainda hoje, a obra de Lutero é o livro de cabeceira dos neonazistas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O longo caminho de volta</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Reforma Protestante de fato não trouxe uma atitude positiva com relação aos judeus. Todavia, trouxe uma nova atitude com relação às Escrituras Sagradas. Ler e entender a Bíblia não eram monopólio de alguns, mas uma oportunidade para todos. Não tardaria e muitos estudiosos começariam a entender que Deus ainda tinha um propósito para com os judeus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O inglês Henry Finch (1558-1627), autor do livro <em>A ressurreição do mundo e a convocação dos judeus</em>,<em> </em>defendeu nessa obra uma restauração dos judeus. Para se ter uma noção de seu conteúdo, o rei inglês Jaime I mandou prender Finch por se sentir ofendido pela afirmação constante no livro de que todas as nações do mundo se tornariam,um dia, vassalas danação de Israel.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 1611, já havia eruditos que afirmavam o retorno dos judeus à terra de Israel. Em um documento, o cientista Isaac Newton(1642-1727) interpreta as profecias bíblicas que contam sobre o retorno dos judeus à Terra Prometida antes do final do mundo. Segundo Newton, as nações más seriam arruinadas,não haveria mais razões para chorar, todos os problemas seriam resolvidos e ocorreria o retorno dos judeus ao seu próspero reino.   </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 1864, um estudioso das Escrituras, dr. John Cumming, escreveu o seguinte em seu livro <em>O destino das nações</em>: “Como aconteceu que como nação fossem dispersos por todas as terras e não obstante ficassem insulados, separados e sozinhos no meio das nações? As predições da restauração deles são feitas de maneira definida, e ainda estão por se cumprir. Como nação, foram cortados e dispersos e é como nação que serão reunidos e restaurados”.<a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_edn5"><span style="color: #000000;">[5]</span></a>  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 1866, outro autor, James Grant, escreveria: “A vinda de Cristo empessoa, parar estabelecer o seu reino milenar na terra, não ocorrerá antes que os judeus sejam restaurados à sua terra e os inimigos deles e de Cristo reúnam o cerco de exércitos, de todas as partes do mundo, e comecem o cerco de Jerusalém.”<a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_edn6"><span style="color: #000000;">[6]</span></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essas afirmações indicavam,dentro da Igreja, uma corrente teológica bastante positiva com relação aos judeus. A ideia de uma completa exclusão dos mesmos no plano divino tinha uma contra posição que os colocava no centro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O surgimento do movimento judaico-messiânico</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Embora durante toda a história da Igreja houvesse o que Paulo chamou de “remanescente, segundo a eleição da graça” (Rm 11.5), a atitude positiva para com os judeus começou a dar frutos. Na segunda metade do século XX, principalmente a partir da década de 60, um grupo de judeus convertidos começou a questionar sobre sua posição dentro do cristianismo. Perceberam a diferença entre um judeu e um não-judeu ligando-se a Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Começaram a pensar: um não-judeu, ao receber o Cristo, está recebendo o Messias, o Ungido, o Esperado pelo povo judeu; enquanto o judeu, por outro lado, está recebendo seu próprio Messias. Além disso, entenderam que a dura condição sempre imposta a eles de abandonar sua judaidade não precisava ser levada a efeito. Não precisariam negar sua identidade para seguir o seu Messias. Isso contribuiria para que um grupo cada vez maior de judeus começasse a se voltar para Jesus. Nunca, em toda a história do cristianismo, com exceção do período apostólico, houve tantos judeus convertidos. Eles voltaram a entender, como na era apostólica, que “Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão e, por meio da fé, a incircuncisão” (Rm 3.30).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esses grupos,longe de serem judaizantes, podem ser descritos como“desgentilizantes”,pois têm o propósito de dar aos demais judeus a oportunidade de seguir o seu Messias sem que seja necessária a identificação como gentio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O verdadeiro movimento judaico-messiânico é formado, em primeiro lugar, por verdadeiros judeus e não tem qualquer finalidade de transformar um gentio em um judeu. Entende que sua missão não é transformar, de qualquer forma, a identidade dos gentios, mas sim confirmara identidade do judeu. Acredita que seja possível crer em Jesus como o Messias de Israel sem que, para isso, tenha de negar sua identidade judaica. Conformo declara David Stern, autor do <em>Manifesto</em><em> judeu messiânico</em>, “o destino do judaísmo messiânico é viver o fato de ser simultaneamente 100% messiânico e 100% judaico, rejeitando o ‘um-ou-outro’ exigido por muitos cristãos e judeus.”<a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_edn7"><span style="color: #000000;">[7]</span></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Embora não sejam grande em número,já são cerca de dez mil em Israel e mais dez mil no restante do mundo, quando podem,não se desligam da comunidade judaica,mas continuam trabalhando entre eles, testificando, com suas vidas e palavras (quando surgem oportunidades), o seu encontro pessoal como Messias. Entidades judaicas messiânicas mundiais, tais como: UMJC, Netivyah Institut, Tikkun, MJBI, entre outras,são representantes legítimas do movimento judaico-messiânico.</span></p>
<p style="text-align: justify;">_________________________________________________________________________</p>
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<p><span style="color: #000000;"><a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_ednref1"><span style="color: #000000;">[1]</span></a> BESANÇON, Alain. <em>A infelicidade do século</em><em>. </em>Rio deJaneiro: Bertrand Russel, 2000, p.114.</span></p>
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<p><span style="color: #000000;"><a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_ednref2"><span style="color: #000000;">[2]</span></a> KELLER, Werner. <em>Diáspora</em>.Zurich: Pitman Publish Company, 1969, p.100,101.</span></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #000000;"><a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_ednref3"><span style="color: #000000;">[3]</span></a> SOUZA, Eguinaldo Hélio de. <em>Israel</em>: povo escolhido<em>. </em>São Paulo:EditoraVale daBênção, 2009, p.16.</span></p>
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<p><span style="color: #000000;"><a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_ednref4"><span style="color: #000000;">[4]</span></a> SALEM, Helena. <em>As tribos do mal. </em>São Paulo:Atual. 1995, p.11.</span></p>
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<p><span style="color: #000000;"><a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_ednref5"><span style="color: #000000;">[5]</span></a> CUMMING, John. <em>O destino das nações. </em>In: LINDSEY, Hal. <em>A agonia do grande Planeta Terra. </em>São Paulo:MundoCristão, 1975, p.35-6.</span></p>
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<p><span style="color: #000000;"><a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_ednref6"><span style="color: #000000;">[6]</span></a>Ibidem.</span></p>
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<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a title="" href="file:///C:/Users/Usuario/Downloads/A%20igreja%20evang%C3%A9lica%20atual%20e%20os%20judeus%20-%20Parte%201.doc#_ednref7"><span style="color: #000000;">[7]</span></a> STERN, DAVID. <em>Manifesto</em><em> judeu messiânico</em>.Rio deJaneiro:EdiçõesLouva-a-deus, 1989, p.4.</span></p>
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</div>
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		<title>ISRAEL &#8211; Muito Mais Que Um Campo Missionário</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jun 2012 02:59:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Israel]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Pode ser dito que de alguma forma um círculo está se fechando na História da Igreja e das Missões Cristãs. O pró-semitismo de algumas alas da Igreja Evangélica e a atual preocupação em evangelizar os judeus é um contraponto com aquilo que ocorreu há <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=194">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/06/Jerusalem14.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-199" title="Jerusalem14" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/06/Jerusalem14-300x194.jpg" alt="" width="300" height="194" /></a><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/06/jerusalem2.jpg"><br />
</a></p>
<p style="text-align: justify;">Pode ser dito que de alguma forma um círculo está se fechando na História da Igreja e das Missões Cristãs. O pró-semitismo de algumas alas da Igreja Evangélica e a atual preocupação em evangelizar os judeus é um contraponto com aquilo que ocorreu há dois mil anos atrás, quando um grupo de judeus escutou da boca de seu Messias:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>E recebereis poder ao vir sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunha, tanto em Jerusalém como em Samaria e até os confins da terra</em>. (Atos 1.8)</p>
<p style="text-align: justify;">Agora são os salvos dos confins da terra, que tendo recebido poder para testemunhar se voltam para Samaria, Judéia e Jerusalém. Organizações diversas tais como Jews for Jesus, JOCUM e outras enfocam e empolgam-se neste propósito de mostrar aos judeus que o Messias é na verdade <em>o seu Messias</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Poderíamos dizer que este enfoque é desproporcional, uma vez que os judeus representam 0,18% da população mundial e islamismo representa cerca de 20%. Fala-se mais de Israel do que de qualquer outra nação em uma boa parcela das Igrejas Evangélicas. Entretanto é fácil justificar tal atitude, pois as próprias Escrituras falam desse povo mais do que qualquer outro povo. E o reconhecimento dessa insistência bíblica sobre os judeus causou nas últimas décadas uma mudança teológica e comportamental da Igreja para com eles.</p>
<p style="text-align: justify;">A relação cristianismo-judaísmo foi sempre tempestuosa, geralmente com grande prejuízo em termos de bem-estar para os últimos e de testemunho para os primeiros. O cristianismo oprimiu aos judeus por diversas vezes e de diversas formas. Atrocidades inomináveis foram feitas sob símbolo da cruz, o que tornou os judeus avessos a qualquer forma de cristianismo. Eram poucas as vozes nestes dois mil anos que se ergueram em defesa deles. A visão pró-Israel atual dentro da Igreja está longe da unanimidade, mas é uma realidade que não pode ser ignorada. Nunca a igreja se preocupou tanto com a salvação deste povo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Movimento Judaico-Messiânico</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este é sem dúvida um dos mais importantes movimentos evangélicos do século XX. Discreto e sólido, pode-se dizer que é mais criticado do que verdadeiramente conhecido. Nada tem haver com certos grupos judaizantes que querem ser judeus ser realmente sê-lo. Encontra-se atualmente em uma fase de expansão, tendo consolidado suas bases e superado os principais conflitos internos do movimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O verdadeiro movimento judaico-messiânico é formado primeiramente por verdadeiros judeus e não tem qualquer por finalidade transformar um gentio em um judeu. Entende que sua missão não é transformar de qualquer forma a identidade dos gentios e sim confirmar a identidade do judeu. Acredita que seja possível crer em Jesus como o Messias de Israel sem que para isso tenha que negar sua identidade judaica. Eles lêem as páginas do Novo Testamento e se identificam integralmente com aqueles primeiros crentes, judeus em sua maioria e fiéis guardadores da lei judaica.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Ouvindo isso, eles louvaram a Deus e disseram a Paulo: “Veja, irmão, quantos milhares de judeus creram, e todos eles são zelosos da lei.  Eles foram informados de que você ensina todos os judeus que vivem entre os gentios a se afastarem de Moisés, dizendo-lhes que não circuncidem seus filhos nem vivam de acordo com os nossos costumes. Que faremos? Certamente eles saberão que você chegou,  portanto, faça o que lhe dizemos. Estão conosco quatro homens que fizeram um voto. Participe com esses homens dos rituais de purificação e pague as despesas deles, para que rapem a cabeça. Assim, todos saberão que não é verdade o que falam de você, mas que você continua vivendo em obediência à lei. Quanto aos gentios convertidos, já lhes escrevemos a nossa decisão de que eles devem abster-se de comida sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual”. (Atos 21.20-25)</em></p>
<p style="text-align: justify;">Este texto não esta muito longe de ser uma demonstração de hipocrisia paulina. Ele não estava fingindo ser judeu. Ele o era de fato. Ele e milhares de judeus crentes, vivendo seu judaísmo de acordo com a visão da Nova Aliança, conscientes de que aos gentios estava destinado um expressão diferente da mesma fé.</p>
<p style="text-align: justify;">Os membros da igreja gentia que estudam a questão de Israel têm reconhecido que o cristianismo de uma maneira geral cometeu o erro inverso ao dos judaizantes do primeiro século. Se aqueles queriam fazer de um gentio um judeu, esta procurou tornar o judeu num gentio, chegando mesmo a exigir que este amaldiçoasse toda sua herança judaica antes de se batizar.</p>
<p style="text-align: justify;">Levando-se em consideração a estratégia missionária esta é uma das formas mais eficazes de missões aos judeus – feita de judeu para judeu. Os judeus, principalmente os mais praticantes são reservados em seu contato com os não judeus. Séculos de anti-semitismo cristão foram responsáveis por esta desconfiança. Entretanto, um correligionário lhe dizendo que o Messias dos gentios é antes de tudo o Messias dos judeus causa grande impacto.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora não seja grande em número, já são cerca de 10.000 em Israel e mais 10.000 no restante do mundo. Quando podem, não se desligam da comunidade judaica, mas continuam trabalhando entre eles, testificando com suas vidas e palavras (quando surgem as oportunidades) seu encontro pessoal com o Messias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Rumo ao Concílio de Jerusalém II</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este projeto foi idealizado por Marty Waldman, um judeu messiânico dos EUA e tem por finalidade reverter os efeitos de quase dois mil anos de anti-semitismo cristão. Além das perseguições realizadas pela Igreja, tanto física quanto verbal, o posicionamento teológico com relação aos judeus está sendo enfocado. Em toda a Era Cristã, um judeu só poderia ser batizado como cristão se negasse (ou mesmo amaldiçoasse) sua herança judaica. Em outras palavras, um judeu não poderia mais ser um judeu. Era necessário negar completamente sua identidade para adquirir a salvação.</p>
<p style="text-align: justify;">Este problema é o inverso do ocorrido no período apostólico, um contraponto da controvérsia paulina com os judaizantes. Os judaizantes ensinavam que um gentio tinha que primeiro se tornar judeu para alcançar a graça da salvação. Muitas das epístolas foram escritas no intuito de combater este engano. Quando um Concílio se reuniu em Jerusalém por volta de50 A.D., foi decidido pelos apóstolos e anciãos que os gentios não precisavam tornar-se judeus para seguirem ao Messias. Eles se absteriam dos ídolos, do sangue, do que é sufocado e da prostituição. Definitivamente gentios não precisavam se tornar judeus.</p>
<p style="text-align: justify;">O projeto “Rumo ao Concílio de Jerusalém II” traz a proposta inversa. Quer que os líderes gentios reconheçam que não é necessário que um judeu perca sua identidade. É até importante que ele a confirme. Líderes gentios estarão se reunindo em um dado momento em Jerusalém para declarar que os judeus que crêem ser Jesus o Messias de Israel prometido no Antigo Testamento, não precisam negar a sua herança. Definitivamente judeus não precisam se tornar gentios.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta nova forma de entender os elementos judaicos e não judaicos dentro da Igreja de Cristo traz uma importante perspectiva de missões. E mesmo uma importante perspectiva teológica para resolução do problema. Judeus e gentios se unem para formar o corpo de Cristo não em um processo de fusão, onde são perdidas as identidades para formar uma terceira distinta das demais. Eles se unem em um processo de justaposição, onde mantendo sua essência compõe o corpo de Cristo e “ambos tem acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Efésios 2.18).</p>
<p style="text-align: justify;">A resistência judaica para com o cristianismo não tem apenas raízes históricas. Tem também raízes teológicas, pois a supremacia gentílica fez com a presença judaica no corpo fosse praticamente ignorada e uma adequação forçada foi exigida dos judeus. Em sua obstinação para manter sua identidade no turbulento mar de perseguições a que ficaram sujeitos entre as nações ao longo da História, eles resistiram em aderir a uma religião que exigia deles uma negação daquilo que lhe era tão caro. Essa é a razão de sucesso do movimento judaico-messiânico. Poder se tornar um seguidor do Messias sem necessariamente deixar de ser um judeu representa a queda de uma grande barreira.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma cena neotestamentária terá uma versão inovadora no século XXI, agora com direção inversa. Em Jerusalém, os gentios reconhecerão a graça de Deus sobre o ministério judaico-messiânico e com as mãos unidas se abençoarão mutuamente para que aqueles se voltem para os gentios e estes à circuncisão. (Gálatas 2.7-9)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O futuro</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A atividade missionária entre os judeus não tem sido apenas realizada por meio do “ide”. Menorás, estrelas judaicas, hinos em hebraico e outros detalhes vem representando uma demonstração de receptividade. Ao invés da lendária e histórica acusação de deícidas e assassinos rituais, muitas igrejas vêem com admiração e curiosidade tudo que tem sabor judaico. Há mesmo exageros nesses aspectos que tem despertado um medo de judaização da Igreja. Esse é apenas um pouco do efeito pêndulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Como disse o Rabino Marcelo Guimarães no simpósio, as raízes da Igreja não são gregas, nem romanas, nem americanas. As suas raízes são judaicas e ele precisa reconhecer isto. “Não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti”, escreveu o apóstolo aos gentios da Igreja de Roma. (Rm 11.18)</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que se a porta de Israel não se escancarou para o cristianismo, este vem aos poucos procurando mudar seu pensamento e os resultados positivos estão aí para provarmos. A esperança da Igreja para Israel é a promessa de Romanos 11.26 sobre eles:</p>
<p> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/06/western-wall.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-197" title="western-wall" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/06/western-wall-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p align="center"><em>E assim todo o Israel será salvo, como está escrito:</em></p>
<p align="center"><em>“Virá de Sião o redentor que desviará de Jacó a impiedade. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que Deus realize sua obra sobre a terra.</p>
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		<title>Entrevista do Pr. Eguinaldo Hélio de Souza</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jun 2012 23:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Israel]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Revista Show da Fé Ano 8 nº 97</p> <p style="text-align: right;">ISRAEL, HOJE E SEMPRE</p> <p style="text-align: right;"></p> <p style="text-align: justify;">Estudioso de Escatologia fala da importância da nação israelense para o cumprimento das profecias bíblicas acerca do fim dos tempos.</p> <p style="text-align: right;">Elidi Miranda</p> <p style="text-align: justify;">Quando ainda era adolescente e recém-convertido ao Evangelho, <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=173">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Revista Show da Fé Ano 8 nº 97</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>ISRAEL, HOJE E SEMPRE</strong></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/06/sf97__400.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-177" title="sf97__400" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/06/sf97__400-220x300.jpg" alt="" width="220" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Estudioso de Escatologia fala da importância da nação israelense para o cumprimento das profecias bíblicas acerca do fim dos tempos.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Elidi Miranda</em></p>
<p style="text-align: justify;">Quando ainda era adolescente e recém-convertido ao Evangelho, Eguinaldo Hélio de Souza  começou a interessar-se por uma das áreas mais espinhosas do saber teológico:  Escatologia, também chamada de doutrina das últimas coisas, por se tratar do estudo das profecias acerca da Segunda Vinda de Cristo ao mundo e dos acontecimentos referentes e este grandioso evento. Desde então, vem pesquisando incessantemente sobre o assunto, já escreveu inúmeros artigos sobre o tema para revistas cristãs e perdeu a conta de palestras que ministrou em centenas de igrejas.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje aos 37 anos de idade e pastor da Igreja Ministério Evangélico Esperança, fundada por ele em São Vicente(SP), na Baixada Santista, decidiu reunir parte desse conhecimento no livro <strong>Israel, Povo Escolhido – 16 verdades bíblicas que o ajudarão a entender a importância desse povo</strong>, lançado recentemente pela editora Vale da Benção. O objetivo da obra, como diz o próprio título, é auxiliar na compreensão da visão bíblica sobre o povo de Israel, tanto nos tempos bíblicos quanto ao longo da história, bem como seu papel no quadro profético previsto na Bíblia para o futuro da humanidade. “O objetivo é expor o que cremos a respeito de Israel e por que cremos assim”. Nesta entrevista, o Pr. Eguinaldo compartilha um pouco dessa visão com os leitores de Graça/Show da Fé:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>SF</em></strong><em> &#8211; Os acontecimentos envolvendo o Estado de Israel costumam ter repercussão mundial. Isso tem alguma coisa a ver com o cumprimento das profecias bíblicas?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EHS -</strong> Só a presença diária de Israel na mídia e na agenda política do mundo é algo para despertar, no mínimo, curiosidade e espanto. Isso porque se trata de um povo cuja existência se tentou apagar da História por tantas vezes, e, no entanto, Israel não apenas subsiste, como se destaca.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>SF</em></strong><em> &#8211; Qual deve ser a postura do cristão em relação ao povo judeu hoje?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EHS &#8211; </strong>O cristão não deve achar que tudo o que Israel faz como nação está certo e tem aprovação divina. Afinal, embora não achemos corretos todos os atos  dos cristãos, nem por isso deixamos de reconhecer a Igreja de Cristo como instrumento de Deus. Também não devemos nos tornar judeus, pois não o somos. Assim como no Concílio de  Jerusalém, narrado em Atos 15, foi decidido que um gentio não precisava se tornar judeu para ser salvo, agora é da mesma forma. Devemos, porém, orar por Israel e amá-lo, como preconiza o Salmo 122.6, que diz: Orai pela paz de Jerusalém! Prosperarão aqueles  que te amam. Devemos ajuda-los materialmente, se possível (Rm 15.25-27), desejar a salvação deles (Rm 10.1) e crer no cumprimento de Romanos 11.26: E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>SF</em></strong><em> &#8211; Que importância teve Israel no cenário do Antigo Testamento?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EHS &#8211; </strong>Israel foi testemunha de Deus naquele período, segundo Isaías 43.10 (Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR). Assim, os hebreus proclamavam a féem um Deus único em meio às nações idólatras da época.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>SF</em></strong><em> &#8211; Logo, Israel foi uma testemunha de Deus?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EHS &#8211; </strong>Exatamente. E este testemunho hoje é responsabilidade da Igreja, de acordo com I Pedro 2.9: Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daqueles que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>SF</em></strong><em> &#8211; Mas costuma-se dizer que Israel ainda é o povo escolhido, mesmo nos dias de hoje. O que o senhor pensa disso?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EHS &#8211; </strong>A questão é: povo escolhido para quê? Nós, a igreja do Senhor, somos pessoas de diversas nacionalidades escolhidas para a salvação, Israel foi uma nação escolhida, em primeiro lugar; para ser portadora inicial da revelação divina, das promessas, da Lei, das alianças e do Messias. Em segundo lugar, para ser a nação representante do reino messiânico futuro, quando Jerusalém irá tornar-se de fato a cidade do grande Rei, como mostram diversos textos – dentre os quais Mateus 5.35. Entretanto, o judeu, como qualquer ser humano sobre a Terra, necessita receber Jesus como Salvador para ter a salvação. Ele precisa ser um eleito para ela, como nós somos. Todavia, a nação, como um todo, tem outros propósitos de Deus a cumprir.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>SF</em></strong><em> &#8211; Quais são esses propósitos?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EHS &#8211; </strong>O apóstolo Paulo fala em 2 Tessalonicenses, no capítulo 2, sobre o templo onde o anticristo vai se assentar querendo parecer Deus. É uma referência ao Templo de Jerusalém, que existia na época – e esse texto tem uma relação direta com a abominação da desolação profetizada por Daniel (Dn.11.31)e repetida pelo Senhor Jesus em seu sermão profético, conforme Mateus 24.15. A Bíblia fala ainda de uma “conversão nacional”, quando todo Israel será salvo (Rm 11.15,26); diz que Jerusalém seria pisada pelos gentios somente até que o tempo deles fosse cumprido (Lc.21.24) e afirma que o retorno de Jesus se dará em Jerusalém(Zacarias 14). Essas e outras profecias não poderiam ser cumpridas sem uma existência literal de Israel. Quando este ressurgiu na família das nações, em 1948, tornou-se um cumprimento literal de Isaías 66.8. Seu renascimento estava predito em inúmeras passagens dos profetas, como, por exemplo, em Ezequiel 37.27-29.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>SF</em></strong><em> &#8211; Muitos estudiosos argumentam que as profecias do Antigo Testamento referentes à restauração de Israel como nação já se cumpriram nos dias de Esdras. Essa afirmativa pode ser refutada biblicamente?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EHS &#8211; </strong>Alguém poderia, da mesma forma, alegar que a profecia de Daniel 9.27 (E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador) cumpriu-se por meio de Antíoco Epifânio, o conquistador que profanou, no ano 170 a.C., o Templo de Jerusalém. Todavia, Jesus falou de um cumprimento posterior a essa profecia, em Mateus 24.15. Se o fato de os judeus terem retornado à sua terra no tempo de Esdras esgotasse o cumprimento profético desse texto, então, passagens como Amós 9.15:  (E os plantarei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei) seriam falsas profecias – afinal, depois disso, eles tornaram a ser arrancados de sua terra, no ano 70 da Era Cristã. É muito estranho termos na Bíblia profecias falando do retorno dos judeus à Terra Prometida, mencionando a restauração de Israel como nação, e, quando isso acontece de fato, dizemos que não há ligação alguma entre a promessa das Escrituras e o evento histórico que corresponde a este fato. É bom lembrar que muitas dessas promessas são incondicionais. Ou seja: não foi imposta condição alguma da parte de Deus para que viessem a acontecer. Passagens como jeremias 31.37 são bastante significativas neste sentido: Assim disse o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus para cima, e sondados os fundamentos da terra para baixo, também eu rejeitarei toda a semente de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>SF</em></strong><em> &#8211; O que o crente deve pensar, então, quando olha para Israel?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EHS &#8211; </strong>Que o tempo está mais próximo do que nunca. Sempre tivemos guerras, fomes, terremotos, falsos cristos – mas nunca, antes, tivemos um Israel renascido como prova do cumprimento das milenares profecias bíblicas.</p>
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		<title>Com Respeito a Israel Cremos</title>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2012 00:35:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Israel]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"></p> <p style="text-align: justify;">Não amamos e falamos de Israel gratuitamente. O que cremos é um resultado de nossa fé na Palavra de Deus. Nossas perspectivas com relação a Israel não estão baseadas em critérios políticos, sociais ou históricos. Baseia-se no fato de Deus ter feito uma <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=90">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/05/com-respeito-a-israel-cremos.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-151" title="com respeito a israel cremos" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/05/com-respeito-a-israel-cremos-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Não amamos e falamos de Israel gratuitamente. O que cremos é um resultado de nossa fé na Palavra de Deus. Nossas perspectivas com relação a Israel não estão baseadas em critérios políticos, sociais ou históricos. Baseia-se no fato de Deus ter feito uma aliança muito séria com Abraão, Isaque e Jacó. Todos os fatos são resultados dessa aliança.</p>
<p style="text-align: justify;">Se não pudermos justificar nossas crenças pela Bíblia então elas não são verdadeiras.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>O termo bíblico “Israel” e correlatos, tanto no AT quanto no NT, é literal, referindo-se ao Israel étnico, descendência física de Abraão, através de seu filho Isaque (Gênesis 12.2; Romanos 9.3,4; Filipenses 3.5).</li>
<li>A aliança de Deus com Abraão, no que se refere à sua descendência, é incondicional e, portanto, Israel não pode deixar de existir (Gênesis 17.7; Deuteronômio 7.6-8; Salmo 89.28-34; Jeremias 31.35-40; 33.25,26; Romanos 11.28,29).</li>
<li>Não houve nenhuma rejeição definitiva, por parte de Deus, com relação ao povo de Israel (Romanos 11.1,2).</li>
<li>A terra de Israel é possessão perpétua da descendência de Abraão, conforme a aliança incondicional firmada (Gênesis 15.18-21; 17.7,8; Deuteronômio 9.4-6; Romanos 11.29).</li>
<li>A conservação do povo judeu, através dos séculos de dispersão e perseguição, foi resultado da fidelidade divina (Isaías 43.1-4).</li>
<li>O retorno dos judeus à sua terra é o resultado do cumprimento das profecias do AT (Isaías 37.24; 43.5,6).</li>
<li>A atual nação israelita não é resultado de meras convergências históricas ou políticas, mas parte do plano divino para a descendência de Israel e para o mundo (Isaías 66.8; Amós 9.13,14).</li>
<li>Israel é um povo singular entre as demais nações (Deuteronômio 33.29; 26.18).</li>
<li>Há ainda outras profecias a serem cumpridas com respeito às promessas de Deus à nação israelita (Ezequiel 37 &#8211; 40; Mateus 5.17; Atos 1.6,7).</li>
<li>O endurecimento dos judeus, com relação a Jesus, é temporário (Mateus 23.39; Romanos 11.25).</li>
<li>Ter atitudes positivas com relação a Israel, também resulta em bênçãos para a Igreja (Gênesis 12.3).</li>
<li>É dever de todo cristão orar pela salvação dos judeus (Romanos 10.1 ).</li>
<li>É dever dos cristãos ajudar os judeus em suas necessidades (Romanos 5.25-27).</li>
<li>Haverá uma conversão nacional do povo judeu; isto é, todo o Israel será salvo (Zacarias 12.10; Romanos 11.25,26).</li>
<li>O judaísmo-messiânico é  uma  expressão   verdadeira  e   válida  da  fé  evangélica e  não uma forma de  legalismo (Atos 21.20; Gálatas 2.7-9).</li>
<li>Israel terá um papel  preponderante  entre  as  nações no futuro (Zacarias 8.23; Romanos 11.12,15,24; Apocalipse 7.1-8).</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">(Este texto é parte integrante do livro Israel – Povo Escolhido, 16 verdades que o ajudarão a entender a importância desse povo)</p>
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		<title>Teodor Herlz &#8211; Um Moisés da Era Moderna</title>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2012 00:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Era uma manhã de janeiro de 1895, na cidade de Paris; mais precisamente no Grande largo da Escola Militar. A multidão se aglomerava ansiosa para assistir a degradação pública do capitão Dreyfuss. Entre a turba se achava um jornalista de Viena chamado Theodor Herzl, <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=75">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/05/Teodor-Herlz-Um-Moisés-da-Era-Moderna1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-136" title="Teodor Herlz - Um Moisés da Era Moderna" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/05/Teodor-Herlz-Um-Moisés-da-Era-Moderna1-216x300.jpg" alt="" width="216" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Era uma manhã de janeiro de 1895, na cidade de Paris; mais precisamente no Grande largo da Escola Militar. A multidão se aglomerava ansiosa para assistir a degradação pública do capitão Dreyfuss. Entre a turba se achava um jornalista de Viena chamado Theodor Herzl, um judeu como Dreyfuss buscara se adaptar e assimilar a cultura e a vida do seu país.</p>
<p style="text-align: justify;">Na cerimônia, o Sargento Bouxin, que fazia o papel do carrasco, avançou. Com um gesto seco agarrou na espada do capitão e como uma corda quebra o pescoço do condenado, partiu a lâmina sobre o joelho. A seguir arrancou os galões do oficial.</p>
<p style="text-align: justify;">- Alfred Dreyfuss – declarou – sois indignos de combater pela França.</p>
<p style="text-align: justify;">A assistência agitou-se gritos a clamar vingança.</p>
<p style="text-align: justify;">- Morte ao traidor! Morte aos judeus!</p>
<p style="text-align: justify;">Nas palavras de dois jornalistas modernos, “Esta cena, deveria metamorfosear o jornalista em profeta”. Daquele momento em diante, Theodor Herzl se transformaria em um novo Moisés, a conduzir seu povo à terra prometida. Aquele instante foi suficiente para ele entender que os judeus jamais teriam descanso, enquanto não se tornassem uma nação de fato.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro do seu coração havia um tornado, uma fúria. Não era o mesmo e por causa disto o mundo também não seria. O sonho dos judeus de Ter uma pátria, seria por Herzl transformado em realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Em dois meses ele escreveu um manifesto com cerca de cem páginas. Tinha um nome simples: Die Judenstaat – o Estado Judeu e tornou-se o evangelho do movimento possuirão o seu Estado” – esta era a sua proclamação. Em uma linguagem simples e direta, Herzl reacendia a chama da esperança, no coração daquele povo, que por dois mil anos caminhava entre as nações, intocáveis como óleo em água. As palavras deste jornalista, tiveram o poder de transformar o sonho do renascimento de Israel em algo concreto.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao fundar o movimento sionista moderno, ele fez com que um movimento religioso de alguns poucos judeus ortodoxos, se transformasse em possibilidade política para todo um povo disperso entre as nações. Era como a voz de Moisés a proclamar a eles que chegava o momento da libertação, conclamando-os a marchar novamente para a terra prometida. O que ninguém ousara proclamar durante quase 2.000 anos, ele proclamava agora abertamente aos ouvidos das nações incrédula &#8211; Israel voltará para sua pátria.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Viena, no dia ao realizar o 1º Congresso Sionista, no dia, ele lançou sua profecia:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Na Basiléia criei o Estado Judeu. Daqui a cinco anos talvez e daqui a cinqüenta, com certeza, todos o verão.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em></em></strong>Cinqüenta e um anos após Ter sido feita essa incrível afirmação, a criação de Israel foi proposta pelas nações unidas.  Theodor Herzl morreu no dia 3 de Julho de 1904, sem ver seu sonho realizado. Mas nem seus sonhos, nem suas palavras morreram. Elas ganharam vida no coração  dos judeus, que viviam resignados em seus  sofrimentos e agora aprenderam a moldar sua própria vida e tomar o seu futuro em suas próprias mãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Seu nome desde então passaria a figurar ao lado dos grandes heróis de Israel e no coração de cada membro do povo judeu. Seu nome estaria junto aos nomes de Abraão, Isaque, Jacó,  Moisés, Elias e Samuel. Em Jerusalém, um monte ganharia seu nome. A profecia continua sua marcha inflexível.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>&#8220;Somos um povo – um só. Em toda parte temos feito esforços sinceros para nos fundirmos na vida social das comunidades circundantes, conservando apenas a fé de nossos pais. Não nos permitem faze-lo. Em vão  somos patriotas leais, em alguns lugares nossa  lealdade chegando  a extremos; em vão fazemos os mesmos sacrifícios de vida e propriedade que nossos concidadãos; em vão nos esforçamos para aumentar a glória de nossas pátrias nas ciências e nas artes, ou sua riqueza com o comércio. Em países onde temos vivido a séculos ainda somos tachados de  estrangeiros, e com freqüência por aqueles cujos antepassados ainda não viviam no país onde judeus já haviam tido a experiência de sofrimento&#8230;No mundo como é agora, e como provavelmente continuara sendo por  muitíssimo tempo, a força precede o direito. E inútil, portanto, sermos patriotas leais, como foram os  huguenotes, a quem obrigaram a emigrar. Se apenas nos deixassem em paz&#8230;Mas acho que não nos deixarão em paz.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">(Trecho de <em>O Estado Judeu</em>)</p>
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