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	<title>Ultimas Coisas &#187; Escatologia Prática</title>
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		<title>Não Desprezeis as Profecias</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Apr 2017 20:16:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escatologia Prática]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"> <p style="text-align: justify;"></p> <p style="text-align: justify;">Vance Havner foi um cristão, evangelista e conferencista notável. Ele escreveu: “O que sei é que algumas pessoas estão sempre estudando o significado do quarto dedo do pé direito de alguma besta da profecia, e nunca usaram seus próprios pés <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=422">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2017/04/havner-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-423" title="havner-1" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2017/04/havner-1.jpg" alt="" width="160" height="256" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Vance Havner foi um cristão, evangelista e conferencista notável. Ele escreveu: “O que sei é que algumas pessoas estão sempre estudando o significado do quarto dedo do pé direito de alguma besta da profecia, e nunca usaram seus próprios pés para ir e levar homens a Cristo”</p>
<p style="text-align: justify;">Esse tipo de postura é muito comum entre o povo de Deus. É como se alguém dissesse: ”Porque existem pessoas que ainda não ouviram a pregação do Evangelho, não devemos perder tempo estudando as profecias bíblicas”. Todavia, o Deus que disse para pregar o Evangelho a toda criatura (Marcos 16.15) foi o mesmo que nos orientou a não desprezar as profecias (1 Tessalonicenses 5.20). O Deus das missões, também é o Deus do futuro. Não podemos fracioná-lo e depois escolher uma das frações em detrimento das demais. Viveremos de toda palavra que sai da boca do Senhor, e da boca do Senhor saíram muitas palavras a respeito do futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é sadio para nenhum cristão ou igreja negligenciar a obra de evangelização. Igualmente, não é sadio para vida da Igreja, ignorar o que Deus disse a respeito do futuro. Sua Palavra está cheia de advertências e promessas relativas ao porvir. Deus não fala em vão.</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma que é preciso exortar a igreja para pregar o Evangelho a toda criatura é preciso ensiná-la a respeito das coisas futuras. Nosso destino é a glória, nossa parada final é o futuro escatológico descrito na Bíblia. Tudo aqui é provisório, transitório. Evangelizados e evangelizadores são apenas peregrinos. Tudo se fecha e se conclui na eternidade, para os salvos e para os não salvos. Não falar das profecias bíblicas é tão errado quanto não evangelizar.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que se pode ser tão fissurado em um ponto bíblico que outros pontos igualmente importantes, terminem por ser esquecidos. Essa polarização não acontece somente com as questões evangelísticas e escatológicas. Acontece com muitas outras. Esse é um perigo sempre presente tanto na vida individual quanto coletiva. Uma igreja evangelística e missionária não precisa ser uma igreja alienada das questões da profecia bíblica. Estudar o que Deus disse sobre o futuro não a fará menos perfeita. Na verdade, acrescentará em sua perspectiva a dimensão da eternidade, que faz parte da realidade e deve fazer parte das reflexões dos servos de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">A existência humana é abrangente e por isso também a Palavra é abrangente. As Escrituras falam dos assuntos mais variados, desde o cuidado com as finanças e a vida familiar, até o futuro do homem e do mundo. Descreve tanto os aspectos sutis do coração humano, quanto os aspectos profundos do coração de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Por esse motivo, nenhuma pessoa ou igreja conseguirá abraçar todos os assuntos com a mesma intensidade e profundidade. Em sua multiforme sabedoria, Deus concedeu à sua igreja uma variedade imensa de interesses e habilidades para que cada um se ocupe e desenvolva com os assuntos e questões que ele estipulou. Devemos ouvir aqueles que Deus chamou para nos estimular à evangelização e a fazer missões. Da mesma forma, devemos nos sentar aos pés daqueles que Ele nos concedeu para ensinar a respeito das coisas futuras.</p>
<p style="text-align: justify;">Ignorar as profecias de um livro que fala tanto sobre profecia com certeza não faz parte dos desígnios de Deus.</p>
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		<title>Jean Jacques Rousseau e o Milênio</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2014 19:47:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escatologia Prática]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Este mundo anseia por um governo perfeito. Nem mesmo a democracia satisfez essa necessidade. A queda levou sua imperfeição até, ou principalmente, para o âmbito político. A expectativa pelo governo messiânico é uma expectativa legítima. Querer o que deveria ter sido faz <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=384">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2014/11/Rousseau.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-385" title="Rousseau" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2014/11/Rousseau.jpg" alt="" width="251" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Este mundo anseia por um governo perfeito. Nem mesmo a democracia satisfez essa necessidade. A queda levou sua imperfeição até, ou principalmente, para o âmbito político. A expectativa pelo governo messiânico é uma expectativa legítima. Querer o que deveria ter sido faz parte do sentimento escatológico. E essa expectativa faz parte da esperança messiânica.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Porque um menino nos nasceu, um ﬁlho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do incremento deste principado e da paz, não haverá ﬁm, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o ﬁrmar e o fortiﬁcar em juízo e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto. (Isaías 9.6, 7)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Sim, há uma busca no coração do homem por alguém que possa governar em verdade e em justiça. Vamos encontrar eco desse desejo em Jean Jacques Rousseau (1712 – 1778), teórico político que influenciou a Revolução Francesa e a democracia moderna.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua obra Do contrato social ele descreveu o que seria um governante perfeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Para descobrir as melhores regras de sociedade convenientes às nações, far-se-ia preciso uma inteligência superior que visse todas as paixões e não provasse nenhuma; que não tivesse nenhuma relação com nossa natureza e a conhecesse no íntimo; cuja felicidade fosse independente de nós, e que, portanto. quisesse ocupar-se da nossa; enfim que, no progresso dos tempos, procurando-se uma glória longínqua, pudesse trabalhar em um século e usufruir em um outro. Haveria necessidade de deuses para dar leis aos homens. (JEAN JACQUES ROUSSEAU, Do contrato social, Livro II, VII – Do legislador)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando olhamos para esse texto e o comparamos com Jesus, não resta dúvida de que Rousseau, inconscientemente, pensava Nele como o regente perfeito. Cada descrição, cada detalhe, reflete ao Senhor e seu governo futuro sobre este mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Uma inteligência superior</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Teremos na história alguém superior a Ele? Não tendo cursado qualquer universidade, nem escrito qualquer livro ou comissionado homens poderosos Ele influenciou o curso dos acontecimentos mais do que qualquer outro. Nele estão escondidos todos os tesouros do conhecimento e da ciência (Colossenses 2.3)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Visse todas as paixões e não provasse nenhuma</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Parece que quando Rousseau escreveu estas palavras ele tinha a carta aos Hebreus diante de seus olhos. Sua perspectiva sobre esse governante perfeito exprime exatamente quem foi Jesus com relação às paixões humanas.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer- 15 se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. (Hebreus 4.15)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não tivesse relação com nossa natureza e a conhecesse no íntimo</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Novamente, quando olhamos a descrição de Jesus no Evangelho de João e a forma como ele lidou com aqueles que o rodeavam, é muito fácil perceber que algo o distinguia dos demais seres humanos. Os que com Ele conviveram podiam perfeitamente atestar isso. Ele conhecia profundamente a natureza humana como ninguém mais.</p>
<p style="text-align: justify;">E, estando ele em Jerusalém pela Páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome. Mas o mesmo Jesus não conﬁava neles, porque a todos conhecia e não necessitava de que alguém testiﬁcasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem. (João 2.23-25)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Sua felicidade fosse independente de nós e quisesse ocupar-se da nossa</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Porque Jesus fez o que fez só a graça pode responder. Porque deixar a glória eterna e se ocupar de uma humanidade rebelde só seu amor explica. Não era algo do reino da necessidade, mas do reino da voluntariedade. Jamais surgirá na história alguém que venha a agir de modo semelhante.</p>
<p style="text-align: justify;">porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis. (2 Co 8.9)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">No progresso do tempo procurasse uma glória longínqua</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Aqueles que conheceram a sua grandeza gostariam que ele naquela ocasião tivesse derrotado os poderes políticos e criado um reino. Eles estavam prontos para isso. E apesar dessa grandeza, Ele mesmo disse que naquele momento o Reino Dele não era deste mundo&#8230; mas agora, o meu reino não é daqui (João 18.36). No entanto, Ele deixou bem claro que o futuro veria a sua glória&#8230; e vereis o Filho do Homem assentado à direita do poder de Deus e vindo sobre as nuvens do céu (Marcos 14.62)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Trabalhar em um tempo e usufruir em outra</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É muito interessante ver Jesus em suas parábolas escatológicas deixar bem claro o que o futuro traria. Sua segurança no falar atestava que Ele não era um fanático messiânico como outros que vieram antes Dele e outros que viriam depois Dele. A serenidade com a qual Ele mostra a diferença entre sua primeira vinda e seu retorno se encaixa perfeitamente no pensamento de Rousseau.</p>
<p style="text-align: justify;">Disse, pois: Certo homem nobre partiu para uma terra remota, a ﬁm de tomar para si um reino e voltar depois. (Lucas 22.12). Jesus partiu, assentou-se à destra da majestade nas alturas e então voltará para reinar.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Um “deus” e não um homem</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Sim, Ele não era apenas “um deus”. Ele era Deus&#8230; e o Verbo era Deus (João 1.1) E seus inimigos perceberam que suas palavras de fato comprovavam isso. Rousseau não poderia ter uma conclusão melhor. Teremos o Deus Filho reinando neste mundo, o homem-Deus governando as nações com vara de ferro.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Rousseau, sem o saber, esperava o Milênio Messiânico. Nós esperamos conscientes das promessas das Escrituras.</p>
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		<title>A Eternidade no Coração do Homem</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2014 17:52:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escatologia Prática]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Sempre há muitas perguntas sobre como será a eternidade. E se é difícil descrever de modo pleno e satisfatório nosso mundo hoje, como definir a eternidade? Como caracterizá-la? Em que consistirá esse tempo sem fim com Deus?</p> <p style="text-align: justify;">Não há como <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=369">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2014/06/images-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-370" title="images (1)" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2014/06/images-1.jpg" alt="" width="280" height="180" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sempre há muitas perguntas sobre como será a eternidade. E se é difícil descrever de modo pleno e satisfatório nosso mundo hoje, como definir a eternidade? Como caracterizá-la? Em que consistirá esse tempo sem fim com Deus?</p>
<p style="text-align: justify;">Não há como um salvo não questionar na eternidade. Aliás, não como o ser humano não pensar na eternidade. Ela se apresenta diante de nós e não há como fugir dela, pois é para ela que nossa vida ruma em uma correnteza que não se pode deter.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Também [Deus] pôs a eternidade no coração dos homens; contudo, não podem descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim. (Eclesiastes 3.11)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A mente dos salvos quando sonda o futuro quer ir além do que é possível. Pergunta por coisas para as quais de fato não há resposta. E no entanto, muitas vezes, deixa de atentar para as respostas dadas por Deus. Falar da eternidade é falar do infinito temporal e por isso não é fácil.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, lembre-se que qualquer escatologia bíblica jamais poderá ir além do que está escrito (1 Co 4.6). Onde a Bíblia se cala nós também devemos nos calar. E falar com confiança e certeza naquilo que ela revela. Não há qualquer problema em responder diante das questões da eternidade: “Não tenho a menor ideia”, pois ideias não são matéria prima da teologia e sim a revelação.</p>
<p style="text-align: justify;">As Escrituras não nos deixam vislumbrar muita coisa. A verdade, porém, é que nossa mente limitada seria incapaz da absorver uma realidade muito além da nossa. A razão não pode tudo. Sua última ação, segundo Pascal, consiste em constatar seus limites.1</p>
<p style="text-align: justify;">Quando João descreve o que viu no Apocalipse, principalmente nos capítulos 4 e 5, ele usou frequentemente a expressão “semelhante” e “como”. Não havia como dizer exatamente o que viu, pois em nosso mundo não existe similar. Tudo será muito além do que as palavras que possuímos poderiam expressar, tudo será muito além do que a nossa realidade consegue manifestar. O estado eterno é uma condição infinitamente além do que qualquer condição que tenhamos conhecido. Muito além do que qualquer ficção poderia criar.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mas, quando vier o que é perfeito, então, o que o é em parte será aniquilado. (&#8230;) Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido. (1 Coríntios 13.10, 12)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Ainda assim temos que pensar a eternidade. Ainda assim, temos ansiar por esse tempo além do tempo, essa vida além da vida. E temos que fazer isso conforme a Palavra. E nela, na Palavra, podemos vislumbrar com quem vislumbra o horizonte. Não sabemos tudo sobre a eternidade, sabemos na</p>
<p style="text-align: justify;">verdade bem pouco. Isso não significa que não sabemos nada. Sabemos coisas bem preciosas sobre ela.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Depois, virá o ﬁm, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo império e toda potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos. (1 Coríntios 15.24, 25, 26, 28)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O fim que virá, será o fim da presente era. Na verdade, será o fim que precederá um novo começo, o começo da eternidade, dessa condição de existência indizível. E por este texto, pelo menos algumas coisas sabemos sobre a eternidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">1. Será o fim da matéria corrompida</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. (1 Coríntios 15.54, 55)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vivemos no mundo pós-Queda e por isso não sabemos o que é viver no mundo original criado por Deus, o qual era “muito bom” (Gênesis 1.31). Toda a matéria ao nosso redor foi corrompida e até o universo, isto é, o cosmo, “envelhece como um vestido” (Salmo 102.26). Toda a natureza geme, pois por causa do pecado ficou entregue à efemeridade (Romanos 8.19-21). Essa condição, no entanto terá fim para dar lugar a um novo começo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">2. Será o fim dos opositores de Deus</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">quando houver aniquilado todo império e toda potestade e força (1 Coríntios 15.24)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tanto na terra, seus governantes, quando no céu, os principados e potestades, se opõe a Deus. Vivemos em um mundo que se opõe à vontade do seu Criador e Senhor e embora ele ria de tal situação, ela existe e é dolorosa para nós que nos submetemos a Ele (Salmo 2.1-3). Na eternidade porém, nada se oporá a Ele e o alinhamento à vontade divina que um dia existiu no universo voltará a ser uma realidade. Sua vontade será feita plenamente, tanto na terra, quanto nos céus, tanto na esfera física quanto na esfera celestial. Principadonos e potestades, no céu e na terra, serão definitivamente vencidas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Naquele dia o Senhor castigará, no alto, as potestades nos céus, e embaixo, os reis da terra (Isaías 24.21)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">3. O fim da morte</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Então a morte e o além [o hades], foram lançados no lago de fogo (Apocalipse 20.14)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A morte é tão certa quanto é inaceitável. E o choro dos velórios é o testemunho humano disso. Não importa quanto tempo o morto tenha vivido entre nós e qual tenha sido seu sofrimento neste mundo. Ninguém aceita o fim. Fomos criados para eternidade e somente quando a morte não mais reinar, então será a eternidade, esse último inimigo a ser vencido.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sabemos o que é um mundo sem morte, um mundo onde ele não faz sentir diariamente o seu poder. E ainda que não saibamos, será nesse mundo que iremos viver. E podemos dizer com John Donne, poeta e pregador inglês do século XVII:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Morte, não te orgulhes, ainda que alguns a tenham chamado</p>
<p style="text-align: justify;">Poderosa e terrível, pois tu não o és&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8230;Um pequeno sono apenas e acordamos eternamente,</p>
<p style="text-align: justify;">e não haverá mais morte, pois tu, ó morte, morrerás.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">E então, a grande característica da eternidade terá lugar: Deus será tudo em todos. Não como um falso panteísmo, onde um deus é tudo e é todos. Mas em uma plena soberania bíblica onde nada no universo estará fora da harmonia com Ele. Não haverá então espaço algum para o mal, pois o mal é a ausência do bem, é a ausência do Sumo Bem. E o Sumo Bem estará eterna e totalmente presente, preenchendo todas as coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">___________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">1 A.D. SERTILLANGE. A vida intelectual. São Paulo: É realizações, 2010 p. 18.</p>
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		<title>O Amanhã Começa Hoje</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2012 20:25:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escatologia Prática]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Não é só o passado do homem que determina o seu hoje, como tanto insistiram os grandes formuladores da ciência da psique humana. Também o futuro do homem, ou melhor, o que ele espera do futuro, determina o seu hoje. Quantos foram refreados em <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=276">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/08/NASCER-DO-SOL.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-277" title="NASCER DO SOL" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/08/NASCER-DO-SOL.jpg" alt="" width="750" height="533" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Não é só o passado do homem que determina o seu hoje, como tanto insistiram os grandes formuladores da ciência da psique humana. Também o futuro do homem, ou melhor, o que ele espera do futuro, determina o seu hoje. Quantos foram refreados em cometer certos atos pelo temor de um julgamento futuro? Quantos não têm dedicado à prática de boas obras esperando uma reencarnação melhor ou ao menos uma redução de seu carma? Quantos não se preocupam de forma alguma com as ações que praticam por acreditar que não existe um amanhã e tudo se resume no hoje?</p>
<p style="text-align: justify;">Em seu diálogo <em>Fédon, </em>o filósofo Platão narra os últimos momentos de seu mestre Sócrates, condenado a tomar cicuta. Enquanto seus discípulos se entristeciam e se angustiavam, o ilustre pensador grego estava tranquilo, pois dizia que justamente a função da filosofia era preparar o homem para morte. A razão de sua busca filosófica morava na casa do amanhã.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos ir mais longe. Sistemas político-filosóficos como o marxismo e o nazismo tiveram suas ações determinadas muitas vezes por conceitos escatológicos. O futuro, na mente doentia de Adolf Hitler, só seria bom se regido por uma mente superior. A purificação da raça ariana e o extermínio da judaica representavam uma purificação da qual resultaria naquilo que o filósofo Friederich Nietzsche chamava de super-homem, ou para ser mais preciso no termo cunhado por ele, no além-homem.</p>
<p style="text-align: justify;">De forma semelhante, as inúmeras mortes perpetradas pelos governos comunistas tiveram como justificativas a criação de um futuro melhor. Era necessário sacrificar as gerações presentes para garantir um mundo melhor para as gerações futuras. Era o pensamento escatológico determinando ações políticas, o futuro criando o presente. Esses homens viam no hoje a semente do amanhã. Seus ilusórios frutos os levaram a semear grãos extremamente venenosos. Quando Hitler disse que seu Reich duraria mil anos, com certeza falava de um apocalipse todo seu, uma profecia própria, uma enganosa predição que o levou a uma guerra louca.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A maioria das atividades humanas, afinal, é profundamente influenciada por nossas expectativas e esperanças acerca do futuro. O lavrador que semeia na primavera age na suposição de que haverá uma colheita no final do verão. O atleta que treina para um triatlo adotará uma programação condicionada pela data de um evento que ainda não é. Sem uma noção das prováveis consequências das nossas ações estaríamos tateando no escuro; sem esperança, sucumbiríamos ao desespero cego.<span style="color: #000000;"><a title="" href="#_ftn1"><span style="color: #000000;"><strong>[1]</strong></span></a></span></em></p>
<p style="text-align: justify;">Diante de fatos como esses, pessoa alguma pode ignorar o poder que os conceitos escatológicos possuem para determinar ações no presente. Seus efeitos sobre os atos do presente são constantes e concretos, como vimos, tanto individual como coletivamente. Muito do que o homem realizou, ele o fez por razões arraigadas no futuro. Como disse John Snyder, “as crenças são poderosas. Elas nunca são meras crenças. Elas dirigem exércitos, criam e derrubam impérios, aceleram ou retardam o destino das nações. Isto se dá especialmente quando as crenças são religiosas”<span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftn2"><span style="color: #000000;">[2]</span></a></strong></span>.  E podemos dizer: Determinam seu destino eterno. Se alguém crê em uma mentira, não tem como receber o que Deus em verdade tem preparado para o homem.</p>
<p style="text-align: justify;">Henri Nouwen nos deu lindas linhas sobre o efeito do futuro em nossos presentes:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O homem ou a mulher sem esperança no futuro, não vive de maneira criativa o presente. O paradoxo da expectativa é que os que crêem no amanhã vivem melhor hoje; os que esperam que da tristeza surja a alegria descobrem o começo de uma nova vida no centro da velha; os que aguardam ansiosamente a volta do Senhor descobrem que ele já está em seu meio.<span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftn3"><span style="color: #000000;">[3]</span></a></strong></span></em></p>
<p style="text-align: justify;">_________________________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">Notas:</span></em></p>
<div>
<p><em><span style="color: #000000;"><a title="" href="#_ftnref1"><span style="color: #000000;">[1]</span></a> WILSON, David A. A História do Futuro. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002</span></em></p>
<div style="text-align: justify;">
<p><em><span style="color: #000000;"><a title="" href="#_ftnref2"><span style="color: #000000;">[2]</span></a> SNYDER, John. Reencarnação ou ressurreição. São Paulo: Vida Nova, p. 72, 1984</span></em></p>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;"><a title="" href="#_ftnref3"><span style="color: #000000;">[3]</span></a> NOUWEN, Henri. O fruto da solidão. São Paulo: Loyola, 2000</span></em></p>
</div>
</div>
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		<title>Enquanto Jesus Não Vem&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 26 May 2012 23:38:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escatologia Prática]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Jesus virá, é certo. Em um momento inesperado seremos retirados da terra para estar com Ele para sempre. Depois, não muito depois, ele estabelecerá sobre a terra o seu Reino, Reino que trará justiça e paz, fartura e cura, amor e vida (Isaías 45; <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=62">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p>
<p> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/05/maranataa.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-116" title="maranataa" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/05/maranataa-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Jesus virá, é certo. Em um momento inesperado seremos retirados da terra para estar com Ele para sempre. Depois, não muito depois, ele estabelecerá sobre a terra o seu Reino, Reino que trará justiça e paz, fartura e cura, amor e vida (Isaías 45; Salmo 72). Nada de mendigos pelas ruas, de órfãos se tornando delinqüentes, de famílias desestruturadas pelo desemprego, de mães solteiras desamparadas, de drogados, de alcoólatras, de pessoas doentes e com fome, aguardando em corredores de hospitais leitos inexistentes e assistentes sociais impotentes diante de tanta miséria. Menos que isso não será o governo mundial do Messias.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta esperança tem que ser viva em nossos corações. Ainda que como seres glorificados estas questões não nos atingirão, o mundo desfrutará de uma qualidade de vida tanto política, quanto social sem precedentes. A nossa oração só pode ser &#8220;Venha o Teu Reino&#8221; ! Então o Senhor Jesus entrará mais uma vez na História humana, para alterá-la radical e eternamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas enquanto isto&#8230; que faremos ? Olharemos para cima sem olhar ao lado ? Seguiremos para a frente sem parar e ajudar ? Carregaremos o transbordante amor do Espírito sem permitir que transborde sobre o outro ? Pararei até que chegue o dia ? Nada mais importa, nada mais me comove, nada mais me toca nesta Terra ? Ele vem eu sei que vem e quero estar em pé neste dia. Mas enquanto o dia não chega ficarei sentado ? Cristão que é cristão só espera em movimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez, mais do que nunca, precisemos da Parábola do Bom Samaritano. O problema é que sempre nos identificamos com o samaritano e nunca paramos para pensar que podemos estar sendo sacerdotes e levitas. Numa versão moderna, poderíamos dizer que o pastor e o crente passaram pelo homem caído no caminho e se afastaram. Em seguida chegaram espíritas, católicos e maçons e o levaram para um abrigo e cuidaram dele. Sei que dói ouvir isto. Mas também doeu aos sacerdotes, escribas e levitas judeus, quando Jesus lhes disse esta parábola. Os samaritanos eram considerados endemoninhados por eles, piores do que os gentios.</p>
<p style="text-align: justify;">Não estou aqui fazendo apologia da salvação de espíritas, católicos e maçons. Jesus também não estava fazendo apologia da salvação dos samaritanos. Ele apenas estava querendo mostrar que quando se trata de amor ao próximo, títulos de nada adiantam e sim as atitudes. Só uma verdadeira atitude de amor pode ajudar e restaurar o caído. Ser um sacerdote, um levita, um pastor ou um crente não será eficaz se o amor ao próximo não for expresso em atos. O que ele queria dizer era que acima de todos os argumentos teológicos e filosóficos que pudessem ser lançados a favor do sacerdote e do levita e contra o samaritano, o amor ao próximo era aquilo e ponto.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito menos estou fazendo aqui apologia da salvação pelas obras. Jesus também não estava. Nesta parábola ele não queria ensinar como ser salvo, mas como se ama. A questão não era como chegar ao céu, mas como viver na terra demonstrando amor ao próximo.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode parecer um paradoxo, mas não creio que a missão da Igreja seja resolver os problemas sociais deste mundo. Entretanto, eu creio que a sua missão é amar e manifestar este amor. Amar a Deus e ao próximo. Ambos na mesma intensidade. Logo, prefiro dizer que cabe a Igreja realizar obras de amor, mais do que obras sociais. A força por trás de cada ato não é a crença de que a ação social pode mudar o mundo, mas um amor ardente pelo próximo. E quem é o meu próximo ? É você quem vai determinar, através de suas atitudes, quem é o seu próximo.</p>
<p style="text-align: justify;">Como isto pode ser feito ? A resposta já não cabe neste espaço. Há muito que dizer e fazer. Há homens e mulheres de Deus com grande chamado para este ministério de amor. Levanta e anda.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto Jesus não vem, é tempo de agir e amar. Nossa esperança no futuro não deve impedir nossa ação no presente. Nenhuma esperança é paralisadora Temos impactado muito pouco nossa sociedade com obras de amor. Elas têm ficado na mão de pessoas que não tem o testemunho de Deus e o mundo e a Igreja tem perdido credibilidade com isto. Faltam creches, escolas, orfanatos, asilos, hospitais, cooperativas de caráter evangélico, que venham manifestar o amor de Cristo neste mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos, com certeza, fazer muitas coisas, enquanto Ele não vem.</p>
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		<title>O Presente Século Mau</title>
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		<pubDate>Sat, 26 May 2012 23:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escatologia Prática]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p></p> <p style="text-align: justify;">“Por isso eu louvei os que já morreram, mais do que os que vivem ainda. E melhor que uns e outros é aquele que ainda não é; que não viu as más obras que se fazem debaixo do sol” (Ec 4.2,3)</p> <p style="text-align: justify;">O pessimismo <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=54">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p><strong><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/05/o-presente-seculo-mau.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-109" title="o presente seculo mau" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/05/o-presente-seculo-mau-297x300.jpg" alt="" width="297" height="300" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong>“Por isso eu louvei os que já morreram, mais do que os que vivem ainda. E melhor que uns e outros é aquele que ainda não é; que não viu as más obras que se fazem debaixo do sol” (Ec 4.2,3)</p>
<p style="text-align: justify;">O pessimismo do Livro de Eclesiastes às vezes nos parece constrangedor (1.2; 2.16; 4.1-3; 6.1—6; 7.1,2; 8.14; 9.3; 12.8b). Talvez por isto alguns rabinos hesitaram em incluí-lo no Cânon. Ele pinta um mundo onde a morte é melhor do que a vida, e a não existência melhor que a existência. Onde coisas ruins acontecem às pessoas boas e coisas boas acontecem a pessoas ruins. Um mundo onde o mal não é punido e o justo esquecido. Um mundo onde parece que não vale à pena ser bom e justo. Um mundo de opressão sem consolação.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa mente evangélica, embebida de um fé triunfalista, que crê e espera o melhor, prefere muitas vezes “ignorar” certas passagens e considerá-las como afirmações de um Salomão apóstata, que só foi capaz de ver o mal no mundo. Na opinião do Pregador (é o significado da palavra Eclesiastes), este é o pior dos mundos, contradizendo o filósofo Leibinz, que dizia ser este o melhor dos mundos.</p>
<p style="text-align: justify;">E ele tem toda razão. Tudo o que ele disse a respeito da vida e do mundo é verdade. Este mundo é realmente mal. Se não fosse, não precisaríamos nem de fé, nem de esperança, nem de otimismo. Mas porque ele o é, precisamos de tudo isto para sobreviver nele.</p>
<p style="text-align: justify;">O filósofo existencialista Martin Heidegger (1189-1976) traduziu essa situação muito bem ao dizer que a vivência <em>“se dá, sobretudo, pela angústia, mediante a qual o homem toma consciência de que é um ser frágil num mundo cruel e absurdo, onde seu destino é a morte. “</em></p>
<p style="text-align: justify;">Mas espere. Gostaria de lembrar a todos que o mundo em que vivemos, não é o mundo de Gênesis 1.31, à respeito do qual Deus disse que era “muito bom”. Este é o planeta à cerca do qual Deus disse “homem, maldita é a terra por causa de ti” (Gn 3.17). É um mundo, vamos dizer assim, para usar uma linguagem o mais coloquial possível – “estragado” . O pecado estragou-o, apodreceu-o, condenou-o à morte. A criação ficou entregue à vaidade, à futilidade, à transitoriedade (Rm 8.24,25).</p>
<p style="text-align: justify;">Não só a criação inanimada ou inconsciente, mas o próprio ser humano e todas as suas relações com os outros foi afetada pela queda. Por isso esse mundo nunca vai nos satisfazer. Esta nossa existência atual, nunca nos dará felicidade completa. Pois justamente conhecer Jesus, é adquirir a esperança e possuir a certeza de que algo melhor nos espera. “Pois gememos neste tabernáculo, aguardando nos revestir de nossa habitação que é dos céus” (2 Co 5.2). Com o conhecimento do Evangelho, nos projetamos para a frente, para o que Deus fará. Até a própria natureza geme, aguardando a manifestação dos filhos de Deus, para ser liberta dessa cativeiro da corrupção (Rm 8.19). Nossa pátria é a esperança, pois moramos num futuro prometido por Deus, oposto ao presente século.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser cristão é antecipar o futuro. É experimentar hoje, o amanhã de Deus e desejar sua plenitude. É se sentir um corpo estranho, em um mundo estranho, esta linda pintura cheia de pontos horríveis. É olhar para o Além, para a eternidade futura, onde tudo será restaurado e Deus será tudo em todos (1 Co 15.28). Maranata ! Vem Senhor Jesus.</p>
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