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	<title>Priscila e Aquila &#187; Sem categoria</title>
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		<title>Missões de Amor</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jun 2012 20:23:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;" align="right">&#8220;Engrandecei ao Senhor comigo e juntos exaltemos o seu nome.&#8221; Salmo 34.3</p> <p style="text-align: justify;"> Esta reflexão foi provocada pela pergunta de um jovem obreiro: “Pastor, é verdade que a chamada de Deus é metade para o marido e metade para a mulher?”. Naquele momento <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/?p=37">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;" align="right"><em>&#8220;Engrandecei ao Senhor comigo e juntos exaltemos o seu nome.&#8221; Salmo 34.3</em></p>
<p style="text-align: justify;"> Esta reflexão foi provocada pela pergunta de um jovem obreiro: “Pastor, é verdade que a chamada de Deus é metade para o marido e metade para a mulher?”. Naquele momento a resposta pareceu difícil. Então, quando conhecemos um pouco da história de missões e contemplamos a obra missionária no passado e agora, aprendemos algumas coisas. Não apenas na ação missionária, mas no ministério cristão de modo geral, é preciso se pensar em uma “missiologia matrimonial”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A turbulenta esposa de William Carey</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/William-Carey.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-38" title="William Carey" src="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/William-Carey.jpg" alt="" width="201" height="216" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em termos de matrimônio, a era moderna das missões protestantes não começou de modo perfeito. William Carrey, um ajudante de sapateiro inglês (Deus sempre escolhe as coisas fracas) alimentou desde cedo a idéia de ir à Índia pregar o evangelho. Trabalhava com um mapa da daquele país diante de seus olhos e se preparou boa parte da sua vida para o momento em que deixaria a Inglaterra rumo ao campo missionário que escolhera. Sua atitude, aparentemente simples, abriu caminho para que a Igreja Protestante começasse a se mover em direção a missão.</p>
<p style="text-align: justify;">E sua esposa? Rumou para a longínqua Índia voluntariamente e disposta? A história nos conta que não foi bem assim.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Entretanto, o que mais sentiu foi quando a sua esposa recusou terminantemente deixar a Inglaterra com os filhos. Carey estava tão certo de que Deus o chamava para trabalhar na Índia que nem por isso vacilou. A sociedade missionária, apesar de tantos contratempos, continuou a confiar em Deus; conseguiram granjear dinheiro e compraram passagem para a Índia em um navio dinamarquês. Uma vez mais Carey rogou à sua querida esposa que o acompanhasse. Ela ainda persistia na recusa e nosso herói, ao despedir-se dela, disse: &#8220;Se eu possuísse o mundo inteiro, daria alegremente tudo pelo privilégio de levar-te e os nossos queridos filhos comigo; mas o sentido do meu dever sobrepuja todas as outras considerações. Não posso voltar para trás sem incorrer em culpa a minha alma.&#8221; Porém, antes de o navio partir, um dos missionários foi à casa de Carey. Grande foi a surpresa e o regozijo de todos ao saberem que esse missionário conseguiu induzir a esposa de Carey a acompanhar o seu marido. Deus comoveu o coração do comandante do navio a levá-la em companhia dos filhos, sem pagar passagem.<span style="color: #000000;"><a title="" href="#_ftn1"><span style="color: #000000;"><strong>[1]</strong></span></a></span></em><em></em></p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma demonstração de uma das primeiras barreiras a serem vencidas no chamado missionário quando este se destina a um casal – a unidade de pensamento de ambos. O chamado de um homem estará anulado se a sua esposa não se sentir chamada tanto quanto ele. Os propósitos de Deus sempre incluem o casal e a vontade de ambos precisa estar rendida a Deus. Não bastará um “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.8). Será necessário um “Eis-nos aqui, Senhor. Envia-nos a nós”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Começando da maneira certa</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/Corbis-42-32400802.jpg"><img class="size-medium wp-image-39 alignleft" title="1950s newlywed young couple man woman in convertible sports car with just married sign waving looking at camera" src="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/Corbis-42-32400802-300x232.jpg" alt="" width="300" height="232" /></a>Para aqueles que têm convicção de um chamado missionário ou pastoral ainda solteiros, seria imprudente escolher alguém sem o mesmo chamado. É muito fácil para a jovem interessar-se por um rapaz que se destaque dentro do contexto eclesiástico. Ver alguém cheio de planos e ousadia pode ser inspirador. Entretanto, isso não significa que são adequados um para o outro. Sem um chamado comum, essa união pode ser frustrante. A união entre um vocacionado e uma não vocacionada (e vice-versa) será aniquilador. O forte sentimento que existe no início de todos relacionamento, pode dificultar a análise dos desafios do ministérios. Se alguém ama uma pessoa, terá de amar seu ministério também, pois são inseparáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O casal Goforth teve grande impacto como missionários na China. Todavia, sua partida para aquela difícil nação já nasceu dentro de um contexto missionário. Eles se uniram porque seus objetivos se uniam. Eles se casaram somente porque perceberam que desejavam a mesma coisa em termos de obra de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Comecei, aos vinte anos de idade, a orar pedindo que, se o Senhor desejasse que eu me casasse, Ele me dirigisse um moço inteiramente dedicado a Ele e ao seu serviço&#8230; Certo domingo, achei-me em uma reunião de obreiros da Toronto Mission Union. Um pouco antes de começar a reunião, alguém à porta chamou Jônatas Goforth. Ele, ao levantar-se para ir lá fora, deixou a Bíblia na cadeira. Então eu fiz uma coisa que nunca pude explicar, nem para ela achei desculpas; senti-me impelida a ir à cadeira dele, apanhei a Bíblia, e voltei à minha cadeira. Ao folhear rapidamente o livro, achei-o quase gasto pelo uso, e marcado de capa a capa. Fechei-o, e sem demora, coloquei-o de novo na cadeira. Tudo isso aconteceu em um intervalo de poucos segundos. Ali, sentada no culto, eu disse a mim mesma: &#8216;Esse é o moço com quem seria bom que eu me casasse&#8217;. &#8220;No mesmo dia fui apontada, juntamente com outras para abrir um ponto de pregação em outra parte de Toronto. Jônatas Goforth estava também entre o grupo. Durante as semanas que se seguiram, eu tive muitas oportunidades de ver a verdadeira grandeza da alma desse homem, a qual nem seu exterior desprezível podia esconder. Assim, quando ele me perguntou: &#8211; &#8216;Queres unir a tua vida à minha para irmos à China?&#8217; Sem vacilar um só momento, respondi: &#8211; Quero!”<span style="color: #000000;"><a title="" href="#_ftn2"><span style="color: #000000;"><strong>[2]</strong></span></a></span></em></p>
<p style="text-align: justify;">Os resultados dessa união foram positivos porque havia unidade de pensamento e propósito. Não eram apenas duas vidas que se uniam, mas dois chamados semelhantes. Antes que os passos fossem dados em direção um ao outro, os dois já dirigiam seus olhares para o mesmo ponto. Como disse alguém, <em>amar não é olhar um nos olhos do outro, mas olharem os dois na mesma direção. </em>Isso também é verdade na obra de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A importante história de Hans Egede</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/315123.5011.jpg"><img class="size-medium wp-image-41 alignright" title="Hans Eged" src="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/315123.5011-236x300.jpg" alt="" width="236" height="300" /></a>Hans Égide foi missionário para a Groenlândia. Ele sentiu forte chamado para pregar o evangelho naquelas terras, no início do século XVIII. Ele vinha de uma família luterana que fora fortemente influenciada pelo pietismo e estava disposto a tudo para pregar o evangelho para os esquimós, naquelas terras inóspitas. Todavia, uma barreira precisava e foi vencida. Sem essa vitória seria impossível concluir seu chamado.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nesse meio tempo (enquanto ele se preparava para cumprir seu chamado) Egede encontrou forte oposição pessoal a seus planos. Sua sogra ficou furiosa ao ouvir as notícias e sua esposa, Giertrud (13 anos mais velha que ele) mostrou-se tão aturdida que chegou a insinuar que estava arrependida de ter-se casado com ele. Mas a atitude dela mudou. Depois de orar junto com o  marido sobre a questão, ela tornou-se sua mais fiel colaboradora e eles avançaram juntos no que se transformara então num chamado duplo.<span style="color: #000000;"><a title="" href="#_ftn3"><span style="color: #000000;"><strong>[3]</strong></span></a></span></em></p>
<p style="text-align: justify;">Esse belo exemplo daquilo que foi descrito como um <em>chamado duplo </em>é uma sólida demonstração de como funciona o chamado de um casal. Se não houver concordância entre ambos, concordância de coração, não pode haver a realização de qualquer ministério. Tem sido comum aos homens se acharem na obrigação de “atropelar” a esposa e olhar a resistência dela como um obstáculo a ser destruído. Todavia, esse não é o modo de Deus. Aquele que fez dos dois “uma só carne”, realizará seus propósitos na unanimidade do casal. Muitas mulheres foram para o campo missionário de boa vontade, <em>mas houve mulheres que participaram das missões em desejar estar nelas, </em>escreveu Ruth A. Tucker. <em>Dorothy Carey é um exemplo notável. </em><strong><span style="color: #000000;"><a title="" href="#_ftn4"><span style="color: #000000;">[4]</span></a></span></strong> Esposas insatisfeitas no campo missionário é uma estratégia nada produtiva.</p>
<p style="text-align: justify;">É necessário que haja paciência, pois a obra missionária não foi estabelecida por Deus para destruir os casais. Se há um chamado divino, há um caminho divino a ser percorrido e com certeza ele não significa conflitos matrimoniais e discordâncias. Se alguém ainda está endurecido, o quebrantamento precisa vir de Deus. <em>Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor. (Ml 4.6). </em>Para que o propósito de Deus se realize é preciso concordância e comunhão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Casais missionários</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O grande século das missões protestantes (Século XIX) contou com um grande exército de missionárias solteiras. <em>Alguns homens também viam a necessidade de missionárias solteiras no campo missionário, mas a opinião pública durante grande parte do século XIX era oposta à idéia. Não obstante, a partir de 1820, mulheres solteiras começaram a atravessar o Atlântico.</em></p>
<p style="text-align: justify;">É completamente verdadeiro o que o apóstolo Paulo escreveu sobre os solteiro e os casados: <em>E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há </em><em>33 </em><em>de agradar ao Senhor; mas o que é casado cuida das coisas do </em><em> </em><em>mundo, em como há de agradar à mulher</em>. <em>Há diferença entre a mulher casada e a virgem: a solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido. (1 Co 7.32-35).</em> Ainda assim, o mundo deve muito há casais como Adoniram e Nancy Judson, missionários na Birmânia; Jonathan e Rosalind Gofortth, missionários na China; Robert e Mary Moffat, missionários na África; Gunar e Frida Vingren no Brasil. E a inúmeros casais missionários, famosos e anônimos que se crucificaram suas vidas em prol do Reino de Deus. Embora em muitos casos as esposas de grandes homens tenham vivido e morrido no anonimato, esses homens não realizariam coisa alguma se suas esposas não compartilhassem do seu chamado de alguma forma.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante frisar que compartilhar do chamado do marido não significa exercer um ministério igual ao dele ou tão destacado quanto. As vezes, o papel da esposa pode ser apenas cuidar do marido e sem esse cuidado seu chamado não se efetivaria. O importante é que ambos se sintam chamados para sua missão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Imagens de um belo casal</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/Corbis-42-31936318.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-42" title="Bride &amp; Groom" src="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/Corbis-42-31936318-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O que nos ensina a Bíblia, mais particularmente o Novo Testamento, sobre a obra de Deus realizada por casais? Muito pouco. Na maioria das vezes teremos que ler nas entrelinhas. Não são muitas as passagens onde eles surgem, mas sempre estão juntos. Seus nomes estão sempre ligados assim como suas vidas. Deixaram sua marca não somente nas páginas do Novo Testamento, mas na própria História do Cristianismo. Homens de Deus tiveram seus corações marcados por este casal de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira vez que Áquila e Priscila surgem, eles estão em uma situação difícil. Haviam sido expulsos de Roma e tem agora de se adaptar às condições da cidade de Corinto. Quem nunca viveu uma situação como esta, deixar compulsoriamente um lugar onde está bem estabelecido para ir a um lugar estranho, talvez não saiba o que isto significa.  Paulo os encontrou em Corinto e ficou com eles (At 18.2). A verdade é que poucas coisas unem mais as pessoas do que sofrer junto. Você pode se esquecer dos que se assentaram com você em uma mesa farta. Todavia, dificilmente esquecerá daqueles que passaram fome ao seu lado. Ter enfrentado aquela crise juntos, uniu Priscila e Áquila para os tempos futuros.</p>
<p style="text-align: justify;">É dito acerca deles que “(Paulo) tinha o mesmo ofício que eles” (At 18.3). “Eles” é uma palavra chave. Priscila e Áquila trabalhavam juntos como fabricantes de tendas. Isto lhes deu unidade também. Sofreram juntos o desafio do exílio e trabalhavam juntos em seu ofício. Estavam sendo forjados na mesma fornalha, talhados na mesma pedra. Á medida que novas referências a eles vão surgindo, percebe-se sua união e sua harmonia.</p>
<p style="text-align: justify;">Tão grande foi seu impacto sobre a vida do apóstolo que ele “navegou para a Síria e com ele Priscila e Áquila” (At 18.18). O casal inseparável desfruta da mesma visão, caminha junto no mesmo objetivo. Em primeiro lugar está o</p>
<p style="text-align: justify;">Reino de Deus e eles estão dispostos a novos sacrifícios de mudanças se for necessário. Sente-se a concordância para este novo desafio. Não se tratava de uma viagem de turismo pela Europa e a Ásia, mas de trocar a estabilidade financeira pela instabilidade de uma vida consagrada ao Senhor. E o acordo deles nesse ponto é perceptível. Eles são os precursores de muitos casais missionários que colaboraram para transformar o mundo e expandir a Igreja.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles ficam em Éfeso enquanto Paulo prossegue (v.19). Por que ficaram? É difícil saber. Ou melhor. É possível saber. Havia um propósito de Deus nisso que será manifesto depois. Dali a um tempo chegará na cidade de Éfeso um homem que terá um importante papel na formação da igreja infante. Seu nome é Apolo e é descrito como “eloqüente e poderoso nas Escrituras”. (v. 24). Ele chegou na sinagoga e impressionou com sua ousadia. O casal estava presente e diz que “o levaram consigo e lhe declararam mais pontualmente o caminho de Deus” (V. 26).</p>
<p style="text-align: justify;">Que temos aqui? Um casal com a mesma visão. Não foi uma ação individual de Áquila ou um capricho de Priscila. Em sua comunhão perceberam o potencial que havia naquele pregador. Unanimemente concordaram em levá-lo consigo. O segundo passo, ainda mais importante, foi que os dois trabalharam na instrução daquele líder. Tanto ele quanto ela “lhe explicaram com mais exatidão” (NVI) as coisas pertinentes ao evangelho. Tinham uma somente e um só coração, repletos do conhecimento e do amor de Deus e trabalharam juntos lapidando aquele homem de Deus. O impacto de Apolo seria grande no cristianismo primitivo, a ponto de até haver quem defenda ser ele o autor da epístola aos Hebreus.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não terminam por aqui as referências. Áquila e Priscila fizeram de suas casas, igrejas. Abriram as portas de sua moradia, como ocorria na Igreja Primitiva e transformaram-na no lugar onde o povo de Deus se reunia (Rm 16.3-5; 1 Co 16.19). Isto chama-se dedicação integral a Deus e seria impossível um casal fazê-lo a menos que os dois andem em concordância. Sua hospitalidade precisa ser levada em conta.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, o trabalho desse impressionante casal não termina por aqui. Há ainda mais. Paulo faz questão de lembrar que este casal expôs sua vida por amor a ele (Rm 16.3). Quase morreram para que o apóstolo se livrasse da morte. Ambos estavam imbuídos de um mesmo espírito, mergulhados em um mesmo sentimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Um casal missionário, ambos aptos para ensinar, ambos hospitaleiros, ambos dispostos a entregar sua vida a favor de um amigo e apóstolo. Tiveram papel marcante na vida de dois grandes líderes da igreja apostólica. Sem dúvida sua participação na formação da Igreja foi capital. Não é a toa que em sua última epístola o apóstolo aos gentios não deixou de fazer referência a eles (2 Tm 4.19)</p>
<p style="text-align: justify;">O cristianismo deve muito a este casal e a muitos casais que como eles, ou mesmo inspirados neles, dedicaram suas vidas a apoiar a obra de Deus sobre a terra. Há um chamado a muitos casais para que como estes, vivam em unidade de corpo, de alma e de espírito, alimentando uma existência singular, cumprindo o chamado de Deus para suas vidas. Que vocês sejam um deles.</p>
<div>____________________________________________________________________________________</p>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #000000;"><em><strong><a title="" href="#_ftnref1"><span style="color: #000000;">[1]</span></a> </strong>BOYER, Orlando. Heróis da Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 1999. p. 70</em></span></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #000000;"><em><strong><a title="" href="#_ftnref2"><span style="color: #000000;">[2]</span></a> </strong>BOYER, P. 121</em></span></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #000000;"><em><strong><a title="" href="#_ftnref3"><span style="color: #000000;">[3]</span></a> </strong>TUCKER, Ruth A. &#8230;Até aos confins da terra. São Paulo: Vida Nova, 1989. p.79</em></span></p>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><strong><a title="" href="#_ftnref4"><span style="color: #000000;">[4]</span></a> </strong>Idem, p. 45</em></span></p>
</div>
</div>
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		<title>A Bíblia, Casamento e Sexo</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jun 2012 19:47:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio </p> <p style="text-align: justify;"></p> <p style="text-align: justify;">As universidades e muitas escolas públicas ensi­nam que, durante a puberdade, é normal que um rapaz tenha pensamentos de luxúria e pratique a masturbação. A sociedade ensina e aconselha as nossas jovens a tomarem pílulas anticoncepcionais, usarem camisinha ou alguma espécie de dispositivo contraceptivo, <p><a href="https://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/?p=23">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio</em><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/Corbis-42-17534228.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-33" title="Bride and Bridegroom at Wedding" src="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/Corbis-42-17534228-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>As universidades e muitas escolas públicas ensi­nam que, durante a puberdade, é normal que um rapaz tenha pensamentos de luxúria e pratique a masturbação. A sociedade ensina e aconselha as nossas jovens a tomarem pílulas anticoncepcionais, usarem camisinha ou alguma espécie de dispositivo contraceptivo, e isso sem o consentimento dos pais! Alguns dizem que os homens devem até ter relações sexuais, se ele quiser saber sobre o seu corpo, e que ele precisa do conhecimento sexual quando entra no casamento. Estas e outras declarações da mesma espécie criaram um espírito forte de luxúria e adul­tério, além de uma porta para a homossexualidade, o abuso, a imoralidade e a fraqueza em muitos jovens, em homens de meia-idade e até em idosos</em>.<span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftn1"><span style="color: #000000;">[1]</span></a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para as pessoas fora do evangelho, a Bíblia é um livro que simplesmente condena o sexo como algo sujo, pecaminoso e destrutivo. Ser cristão significa deixar de praticar sexo ou pelo menos reduzi-lo ao máximo, mesmo dentro do casamento. Ele seria inerentemente mal, em qualquer situação ou circunstância. Ainda para alguns, a prática sexual contrasta com a espiritualidade: ou se é alguém sexualmente ativo e pouco espiritual ou alguém que se abstém o máximo possível do sexo para se tornar espiritual.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses pensamentos não tem suas raízes na Bíblia. É muito fácil apontar dentro do cristianismo, seja nos escritores do período pós-apostólico como em escritores relativamente recentes essa posição negativa com relação ao comportamento sexual. Todavia, quando tratamos do cristianismo como movimento histórico, temos de admitir que ele sofreu influência de inúmeras correntes de pensamento e nem todas elas tem necessariamente respaldo bíblico. Nem sempre o que o cristianismo disse e fez é o que a Bíblia diz e aconselha.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que o assunto envolva principalmente questões morais e éticas, ele não fica fora do campo da teologia. Idéias erradas sobre esse assunto, também tem sua raiz na ignorância bíblica. O celibato clerical obrigatório dentro do catolicismo contribui muito para um entendimento errado sobre o sexo. E esses enganos tem contribuído negativamente para afastar as pessoas da verdade divina sobre esse assunto, conforme reveladas nas Sagradas Escrituras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O engano de relacionar a queda do homem com o sexo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/simbolofeminino.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-29" title="simbolofeminino" src="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/simbolofeminino.jpg" alt="" width="183" height="211" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das manifestações mais comuns de erro nessa área, está relacionado com a narrativa de Gênesis 3, sobre a queda.  O senso popular compara a descoberta do sexo com a queda do homem no pecado. Tal idéia se torna absurda, mediante o fato de que relações sexuais existiam mesmo antes da queda, uma vez que a ordem de Deus era que o primeiro casal crescesse e se multiplicasse (Gn 1.28) o que presume relações sexuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse erro de concepção se choca com ainda outro fator – Deus como um Criador sábio e bondoso. Após criar o ser humano, homem e mulher, como seres sexuais, a Bíblia diz que Deus olhou tudo quanto havia feito e viu que “era muito bom” (Gn 1.31). O prazer sexual existente no casamento foi uma criação de Deus considerada por ele algo muito bom.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa identificação do sexo com o pecado deriva mais do conceito grego de matéria do que da própria Bíblia. Essa posição da cultura grega que se atribuía um mal inerente à matéria se manifestou principalmente no gnosticismo. <em>Os gnósticos, que identificavam a matéria com o mal, procuravam uma forma de criar um sistema filosófico em que Deus como espírito seria livre da influência do mal e no qual o homem seria identificado, no lado espiritual de sua natureza, com a divindade</em>, escreveu Earle Cairne<span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftn2"><span style="color: #000000;">[2]</span></a></strong></span>.</p>
<p style="text-align: justify;">Não existe na Bíblia a condenação do sexo, e sim de sua prática fora de qualquer padrão. Quando Paulo alistou as obras da carne em Gálatas 5.19,  ele não mencionou as relações sexuais entre elas, mas apenas as práticas da fornicação, da impureza e da lascívia, ou libertinagem. Na teologia paulina, carne e corpo não são equivalentes. O corpo, em seu sentido físico, é descrito pela palavra grega <em>soma, </em>e se refere à parte física do ser humano. Quando ele fala de carne ele usa o termo <em>sarx, </em>cuja tradução é difícil, mas cujo sentido é bastante compreensível em todos os seus escritos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seus escritos carne é:</p>
<ol>
<li>Inimiga mortal do <em>pneuma</em>, isto é, do espírito (Gl 5.17);</li>
<li>Muito mais do que o corpo;</li>
<li>Aquilo que é meramente humano, em contraste com aquilo que também é divino (2 Co 1.17);</li>
<li>Normalmente considerada pecaminosa por natureza (Rm 8.3). Segundo a definição de William Barclay:</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><em>A carne é o homem de conformidade com aquilo que permitiu que viesse a ser, em contraste com o homem que Deus pretendeu que ele fosse. A carne representa o efeito total do pecado do homem sobre si mesmo e do pecado dos seus pais e de todos os homens que existiram antes dele. A carne é a natureza humana conforme se tornou através do pecado. O pecado do homem e o pecado da humanidade, tornou-o por assim dizer vulnerável ao pecado.  (&#8230;) Fez dele uma pessoa tal que não pode nem evitar o fascínio pelo pecado nem resistir ao poder do pecado. A carne é o homem enquanto está separado de Jesus Cristo e de Seu Espírito Santo.<span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftn3"><span style="color: #000000;">[3]</span></a></strong></span></em></p>
<p style="text-align: justify;">Para tornar clara a diferença entre o corpo e a carne, podemos dizer que comer é uma necessidade natural do corpo, enquanto a gula é obra da carne. O sexo é uma necessidade natural do corpo, enquanto a prostituição, o adultério, a imoralidade, o homossexualismo e a libertinagem são obras da carne. Obras da carne são ações que desvirtuam as necessidades do corpo. Essa é a visão bíblica do que diz respeito ao sexo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O engano de ignorar os limites</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, a Bíblia restringe a prática sexual ao casamento. E essa exigência não tem sua origem na condenação do sexo, mas naquilo que o mesmo representa. Não é fruto de um Deus tirano ou de algum fanático religioso que não deseja a felicidade das pessoas, mas de um Pai amoroso que não deseja que eles se machuquem com algo que embora bom, pode se tornar nocivo ou até destrutivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Doenças venéreas, abortos, mortes por abortos, estupros, incestos, homossexualismo, traumas infantis, rejeição de crianças, conflitos humanos e outras situações danosas ocorrem pelo descontrole da prática sexual. Isso sem levar em conta os dramas humanos, os complexos de culpa e os efeitos espirituais dos pecados sexuais. Se pecado é errar o alvo, pecado sexual é usar o impulso sexual de uma maneira para a qual ele não foi criado.</p>
<p style="text-align: justify;">O cuidado com o qual a Bíblia cerca a vida sexual não acontece por atribuir a ele algum caráter nocivo em si mesmo. Pelo contrário, por considerar o sexo algo precioso e de certa forma, poderoso dentro do contexto da existência humana, ele então precisa ser canalizado para um relacionamento sólido chamado casamento. O homem é um ser criado à imagem e semelhança de Deus, pois assim Deus o criou. Ele é a mais sublime das criaturas de Deus. E através da relação sexual o homem tem poder para criar outro ser com essa mesma característica de imagem divina. O poder de criar uma nova vida, um novo ser humano é algo que exige grande cuidado e responsabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>É óbvio que qualquer coisa tão poderosa quanto o sexo precisa ser controlada. Ninguém em sã consciência deixaria crianças imaturas brincar com dinamite. Nem qualquer agente responsável tornaria as armas atômicas disponíveis ao público em geral. Mesmo assim, o sexo, de muitas maneiras, é mais poderoso do que a dinamite e o poder atômico. A única posição razoável que se pode adotar a respeito de qualquer força tão poderosa como o sexo é que ele deve ser controlado ou regulado. Deve haver uma maneira de canalizar e dirigir o impulso sexual para o bem dos próprios seres humanos.<span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftn4"><span style="color: #000000;">[4]</span></a></strong></span></em></p>
<p style="text-align: justify;">Quando pensamos no mundo que nos rodeia onde o sexo parece ter adquirido um status de elemento principal na vida humana, o conflito ganha proporções gigantescas. A posição radical da Bíblia parece uma loucura, pois como diz o apóstolo Paulo, <em>o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, pois lhe parecem loucura (1 Co 2.14). </em>A moral cristã sempre foi, durante toda a história, uma força poderosa para limitar as forças sexuais corruptoras da sociedade. No campo da teoria, a posição freudiana com relação ao sexo contestou os baluartes bíblicos, minando sua força pouco a pouco. Na prática, o movimento de liberação sexual dos anos 60 e 70 fez cair as barreiras comportamentais restantes. Depois, as descobertas da ciência no campo da contracepção cuidaram de desvincular o sexo da procriação, o que acelerou ainda mais o processo de sexualização da sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">O quadro atual contribui ainda mais para contrastar a Bíblia com a atitude sexual reinante. Longe de negar o valor da moral cristã que sempre procurou canalizar os impulsos sexuais, o que vemos é uma demonstração de que há algo fora do normal neste mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A castidade é a menos popular das virtudes cristãs. Porém, não existe escapatória. A regra cristã é clara: “Ou o casamento, com fidelidade completa ao cônjuge, ou a abstinência total”. Isso é tão difícil de aceitar e tão contrário aos nossos instintos, que das duas, uma: ou o cristianismo está errado ou o nosso instinto sexual, tal como é hoje se encontra deturpado.<span style="color: #000000;"><a title="" href="#_ftn5"><span style="color: #000000;"><strong>[5]</strong></span></a> </span></em>Diante do que vimos acima, é óbvio que o problema está na natureza humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo fora do contexto cristão e escriturístico, a necessidade do casamento é fundamentada. Em sua história da sexualidade, Michel Foucault resgata a posição de alguns pensadores sobre o assunto. <em>Se existe alguma coisa conforme a natureza, essa coisa é casar-se, dis Musonius Rufo. E Hieroeles, para explicar que o discurso que sustenta sobre o casamento é tudo o que existe de mais necessário, afirma que é a natureza que leva nossa espécie a uma tal forma de comunidade.<span style="color: #000000;"><a title="" href="#_ftn6"><span style="color: #000000;"><strong>[6]</strong></span></a></span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O casamento, a Bíblia e o sexo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/Corbis-42-27622739.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-34" title="Wedding rings with silk ribbons" src="http://www.missaoatenas.com.br/priscilaeaquila/wp-content/uploads/2012/06/Corbis-42-27622739-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sem sombra de dúvida, a Bíblia exalta o casamento e mais precisamente o amor sexual dentro da união matrimonial. Os salmos 127 e 128 apresentam a família como uma demonstração da bênção divina sobre aquele que teme a Deus. Entre os motivos pelos quais um homem podia ser dispensado da guerra, estava o noivado (Dt 20.7). <em>Quando algum homem tomar uma mulher nova, não sairá à guerra, nem se lhe imporá carga alguma; por um ano inteiro ficará livre na sua casa e alegrará a sua mulher, que tomou.</em> (Dt 24.5, 6). O dever cívico era inferior ao dever marital. Com certeza, entre as alegrias aqui definidas está o prazer sexual presente no casamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Definitivamente não há qualquer grau de pecaminosidade no casamento e especificamente no ato sexual praticado dentro deste. “Se te casares não pecas e se a virgem se casar não está peca” (1Co 7.28). Na verdade, dentro do casamento, a relação sexual é tão natural, que qualquer tentativa de evitá-la por parte de um dos cônjuges, sem o consentimento do outro, torna-se um pecado cujas conseqüências podem ser desastrosas (1 Co 7.3-5). Dentro do casamento, o sexo exerce as funções de criar unidade entre o casal, proporcionar prazer e trazer a existência novos seres humanos.<strong><span style="color: #000000;"><a title="" href="#_ftn7"><span style="color: #000000;">[7]</span></a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um fato ignorado pela Igreja ao longo dos séculos foi que todo um livro do Antigo Testamento, o livro de Cantares de Salomão, é dedicado ao amor físico entre um homem e uma mulher. Ainda que alguns rabinos o tenham contestado, outros, porém o tiveram em alta conta. Akiba, um rabino do segundo século depois de Cristo, dizia que <em>todos os Escritos são santos, porém o Cântico dos Cânticos é o Santo dos Santos<span style="color: #000000;"><a title="" href="#_ftn8"><span style="color: #000000;"><strong>[8]</strong></span></a></span>. </em>Basta lê-lo sem qualquer preconceito e perceber quanto o amor conjugal é nele exaltado. Infelizmente, por não saber lidar com esta verdade, ele foi completamente alegorizado, como se seu sentido fosse apenas representar o amor de Deus por Israel ou de Cristo pela Igreja. Poucos ousaram dar-lhe um sentido literal. Entre esses poucos está Teodoro de Mopsuéstia, que viveu entre os séculos IV e V e o considerou uma verdadeira poesia de amor.<strong><span style="color: #000000;"><a title="" href="#_ftn9"><span style="color: #000000;">[9]</span></a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Diante de um mundo repleto de ofertas sensuais que minam a moral da humanidade, uma vida sexual satisfatória dentro do casamento é apresentada pela Bíblia como uma atitude sábia e salutar. Não há lugar para ascetismo ou para qualquer concepção de sexo pecaminoso dentro do casamento. Ele deve ser prazeroso e satisfatório. <em>Bebe a água da tua cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e pelas ruas, os ribeiros de águas? Sejam para ti só e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, como cerva amorosa e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente. E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha e abraçarias o seio da estrangeira? Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhjor, e ele aplana todas as suas carreiras. (Pv 5.16-22)</em></p>
<p style="text-align: justify;">____________________________________________________________________________________</p>
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<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftnref1"><span style="color: #000000;">[1]</span></a></strong> SHELIA, Cooley. <em>O porquê do hímen. </em>São Paulo: Graça Editoria, 2002. p. 7</span></p>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftnref2"><span style="color: #000000;">[2]</span></a></strong> CAIRNS, Earle E. , <em>O Cristianismo através dos séculos</em>, São Paulo: Vida Nova, 1992. p. 81</span></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftnref3"><span style="color: #000000;">[3]</span></a></strong> BARCLAY, William. <em>As obras da Carne e o Fruto do Espírito. </em>São Paulo: Vida Nova, 2000. p. 24</span></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftnref4"><span style="color: #000000;">[4]</span></a></strong> GEISLER, Norman L., <em>Ética Cristã. Sâo Paulo: Vida Nova, </em>1988. P. 169</span></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftnref5"><span style="color: #000000;">[5]</span></a></strong> LEWIS, C.S. <em>Cristianismo Puro e Simples.</em>São Paulo: Martins Fontes, 2005. p. 126</span></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftnref6"><span style="color: #000000;">[6]</span></a></strong> FOUCAULT, Michel. <em>A mulher/Os rapazes. </em>Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997. p. 12</span></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftnref7"><span style="color: #000000;">[7]</span></a></strong> GEISLER, Norman L., <em>Ética Cristã. Sâo Paulo: Vida Nova, </em>1988. P. 172</span></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftnref8"><span style="color: #000000;">[8]</span></a></strong> SKARSAUNE, Oskar. <em>À sombra do Templo. </em>São Paulo: Vida, 2001. p. 295</span></p>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><a title="" href="#_ftnref9"><span style="color: #000000;">[9]</span></a></strong> OLSON, Roger. <em>História da Teologia Cristã. </em>São Paulo: Vida, 2001. p. 207</span></p>
</div>
</div>
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