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	<title>Ultimas Coisas &#187; Profecia e História</title>
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		<title>O Fim da História</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2016 16:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Profecia e História]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">&#8230; e então virá o fim (Mateus 24.14)</p> <p style="text-align: justify;"> <p style="text-align: justify;">Em 1992 o escritor Francis Fukuyama escreveu o livro O fim da história e o último homem. Segundo ele a economia liberal e a democracia ocidental haviam vencido a <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=402">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2016/01/574-admirando-o-ceu-avermelhado-sobre-o-lago-titicaca-no-peru-visto-do-santuario-pachatata-no-alto-da-ilha-amantani-nikon-83724.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-403" title="574-admirando-o-ceu-avermelhado-sobre-o-lago-titicaca,-no-peru,-visto-do-santuario-pachatata,-no-alto-da-ilha-amantani-nikon (83724)" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2016/01/574-admirando-o-ceu-avermelhado-sobre-o-lago-titicaca-no-peru-visto-do-santuario-pachatata-no-alto-da-ilha-amantani-nikon-83724.jpg" alt="" width="574" height="381" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8230; e então virá o fim (Mateus 24.14)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Em 1992 o escritor Francis Fukuyama escreveu o livro O fim da história e o último homem. Segundo ele a economia liberal e a democracia ocidental haviam vencido a Guerra Fria e nada de mais interessante aconteceria à partir dali. “O mundo democrático moderno queria acreditar que o fim da Guerra Fria não encerrava apenas um conflito estratégico e ideológico, mas todos os conflitos estratégicos e ideológicos”1. Este anseio por um desfecho na história está enraizado no coração humano. Seja a esperança da paz perpétua (título de uma obra do filósofo alemão Immanuel Kant), seja o temor do extermínio de toda raça humana, não se consegue deixar de pensar em um fim. Parece meio óbvio à todos que uma conclusão é necessária.</p>
<p style="text-align: justify;">O erro da humanidade tem sido deixar Deus fora da equação, ou imaginar um futuro com Ele que não se harmonize com Sua revelação. Deus é Senhor da história e esse fato já basta para que se comece a pensar no futuro à partir do que Ele revelou. As pessoas lêem os Evangelhos e estão cegas para o que Jesus mostrou ali – o futuro é Dele. Não há futuro sem o ressuscitado. Independente da complexidade apresentada nos textos escatológicos é muito claro que as Escrituras não descrevem nenhum futuro sem a presença messiânica. “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai” (Mateus 11.27).</p>
<p style="text-align: justify;">Compreender realmente a história sem Cristo é impossível. Mais impossível ainda é falar do futuro da história sem Cristo. Não existe.</p>
<p style="text-align: justify;">“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai”. (Filipenses 2.9-11).</p>
<p style="text-align: justify;">“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor. E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado, o qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio”. (Atos 3.20, 21)</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua primeira vinda a salvação foi consumada. Em sua parousia, a história será consumada. Todo olho o verá, mesmo os olhos daqueles que ignoraram completamente suas palavras. Todo olho o verá, mesmo os olhos daqueles que zombam da promessa de sua vinda. Todo olho o verá, mesmo os olhos daqueles que se rebelam contra Ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram os profetas bíblicos que criaram a noção de história como vemos hoje, uma linha contínua que abrange todos os povos, todas as nações. Neles temos a primeira filosofia da história, o primeiro olhar descrevendo a aventura do homem no tempo. E esses profetas revelavam uma história sob a soberania de Deus e de seu Messias. A rebeldia dos governantes não pode anular o que o Eterno estabeleceu.</p>
<p style="text-align: justify;">“Por que se amotinam as nações, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos se mancomunam contra o</p>
<p style="text-align: justify;">SENHOR e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles”. (Salmo 2.1-3)</p>
<p style="text-align: justify;">O fim vem. E nele estará o Cristo soberano. Em sua encarnação, morte e ressurreição Ele se revelou como o centro da história. Ele voltará outra vez para mostrar a conclusão da história. Ele é a conclusão, o Amém definitivo para todas as promessas divinas.</p>
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		<title>Uma Incredulidade Incrível</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2015 18:03:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Profecia e História]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"> <p style="text-align: justify;">Nosso reconhecimento do Estado de Israel como um grande sinal para o mundo moderno não nasceu das predileções humanas, nem de uma avaliação política apurada ou de uma ingenuidade tola. Nasceu de nossa fé nas Sagradas Escrituras e nas <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=393">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2015/04/israel.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-394" title="israel" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2015/04/israel.jpg" alt="" width="708" height="416" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nosso reconhecimento do Estado de Israel como um grande sinal para o mundo moderno não nasceu das predileções humanas, nem de uma avaliação política apurada ou de uma ingenuidade tola. Nasceu de nossa fé nas Sagradas Escrituras e nas inúmeras profecias bíblicas a esse respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Ficamos espantados quando pessoas desejam fazer um divórcio entre as milenares profecias bíblicas sobre Israel e os fatos da modernidade. Dizer que o Israel moderno nada tem haver com a Bíblia é uma afirmação que tem por base a ignorância ou leviandade. Essas afirmações não desmerecem apenas o povo judeu. Desmerecem primeiramente as Escrituras como Palavra inspirada de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Qualquer crente bem preparado na apologética sabe que as profecias bíblicas e o seu cumprimento histórico são a maior prova da inspiração das Escrituras. Apologistas bem preparados sabem que inúmeras predições foram cumpridas, estão sendo cumpridas e se cumprirão no futuro como prova indiscutível da inspiração divina. Negar tal fato é negar os fundamentos da fé reformada que fez da Sola Scriptura nossa grande base.</p>
<p style="text-align: justify;">E dentro do grande conjunto de profecias temos aquelas que tiveram o povo judeu como objeto. Antes mesmo que eles pusessem seus pés na Terra Prometida, Deus já falara de sua dispersão, de seu ajuntamento, de seu renascimento e futura conversão. Em nenhum lugar do Novo Testamento nós lemos que as profecias sobre Israel foram anuladas. O Israel étnico permaneceu uma realidade ao longo da Era Cristã, apesar de todas as tentativas de exterminá-lo. Da mesma forma as profecias sobre ele permanecem apesar de toda tentativa de desacreditá-las.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seu livro Evidência que exige um veredicto, Josh McDowell, após falar de inúmeras profecias sobre nações que se cumpriram, escreveu:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Essa é uma área [as profecias sobre os judeus e seu renascimento] em que a documentação é virtualmente desnecessária, pelo fato da profecia estar se cumprindo diante de nossos olhos.1</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não é necessário ser um perito em profecias bíblicas e história para perceber que a história do povo judeu cumpre as predições escriturísticas com um rigor inegável. Só uma breve amostra já é suficiente para causar espanto em quem com um coração aberto se debruça sobre o tema. Lemos em Amós 9.14, 15:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">E removerei o cativeiro do meu povo Israel, e reediﬁcarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto. E os plantarei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o SENHOR, teu Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Pegue um livro de história de Israel e percorra o atual território. Não apenas temos hoje cidades onde havia ruínas, plantações onde havia desertos e frutos de toda a espécie. Temos também um povo que lá permanece por</p>
<p style="text-align: justify;">mais de sessenta anos apesar de todas as promessas e tentativas de arrancá-lo dali. Se isso não é cumprimento de profecia, então não sei o que é.</p>
<p style="text-align: justify;">A incredulidade nos faz cegos para as realidades de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma coisa é afirmar que nem todas as ações do Estado de Israel são corretas e que o povo judeu da atualidade necessita de muito arrependimento diante de Deus. Para isso nós oramos (Romanos 10.1). Isso, todavia, não nos dá o direito de negar o óbvio – que Deus tem cumprido suas promessas para com Israel.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei o que me causa mais espanto. As profecias milenares sobre Israel se cumprindo ou pessoas que afirmam crer em toda Bíblia e ao mesmo tempo negam profecias evidentes que se realizam de forma concreta e evidente. Essa para mim é uma incrível incredulidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">_________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">1 MCDOWELL, Josh. Evidência que exige um veredicto. São Paulo: Candeia, 1996, p. 396.</p>
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		<title>Escatologia e Fuga do Tempo</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2014 02:55:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Profecia e História]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">A expressão “fuga do tempo” é a descrição de um tipo de escatologia em que a realização desse futuro não se dá dentro do processo histórico, quer terreno quer universal. Para esse tipo de escatologia o que temos na verdade é um <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=362">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2014/05/download-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-363" title="download (4)" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2014/05/download-4.jpg" alt="" width="205" height="246" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A expressão “fuga do tempo” é a descrição de um tipo de escatologia em que a realização desse futuro não se dá dentro do processo histórico, quer terreno quer universal. Para esse tipo de escatologia o que temos na verdade é um escape do mundo tangível, para o mundo intangível ou espiritual, onde se efetivaram todas as esperanças escatológicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa escatologia se encaixaria mais adequadamente naquilo que geralmente é descrito como “escatologia individual”, onde as questões que envolvem o futuro se relacionam mais com o futuro do indivíduo do que coletivo ou universal. O destino da alma é desencarnar-se, livrar-se de qualquer ligação com a matéria, evoluir fora do mundo físico. Essa visão de fuga do tempo geralmente se harmoniza com doutrinas reencarnacionistas, onde cabe ao indivíduo escapar de alguma forma do ciclo nocivo de renascimento e morte para atingir “esferas superiores de existência”. A natureza dessas esferas variam de religião para religião, mas o aspecto comum é que em todas elas o lugar final do indivíduo se encontra fora da existência tangível.</p>
<p style="text-align: justify;">Há muito de gnóstico nessa visão escatológica. O gnosticismo, uma corrente de pensamento nascida do neoplatonismo e que mais tarde reuniu elementos judaicos e depois cristãos, rejeitou a matéria como inerentemente má. Nesse contexto seria impossível falar de uma escatologia que terminasse com algo como um corpo glorificado na ressurreição, ou mesmo com uma transformação deste mundo. Só seria possível uma redenção que significasse um escape da matéria. Esse era o conceito do gnosticismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos negar que o céu cristão algumas vezes ganhou tons semelhantes a esse. A idéia de salvação como “ir para o céu” tem mais semelhança com o mundo não físico dos gnósticos e o nirvana dos budistas do que com o conceito cristão-judaico de ressurreição. Pelo menos na mente da maioria dos cristãos. A idéia de deixar este mundo para trás e penetrar no céu de Deus para nunca mais voltar foi muito influenciado por tais conceitos. O novo céu e a nova terra, os corpos incorruptíveis, a ressurreição são temas que as vezes até parecem alheios ao cristianismo e a teologia cristã. Embora se fale tanto, há carência de maiores ênfases e desenvolvimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Geralmente, nessa idéia de fuga do tempo, o que ocorre com o mundo físico e a história é uma colocação dos mesmos em segundo plano. No kardecismo, por exemplo, nosso planeta terra é um mundo de purgação, ou seja, aonde as almas de outros planetas vêm para através do sofrimento diminuir seu carma. Sendo assim, não há uma grande importância para quais rumos a história vai tomar. Não há uma um sentido para o qual a humanidade e a história, coletivamente falando, se destinam. O peso recai sobre as almas de modo particular.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa “filosofia escatológica” como poderíamos chamar, muitas vezes se liga a um outro conceito que estaremos analisando, que é o “eterno retorno”, muito ligado aos gregos e mesmo a certas crenças órficas e esotéricas.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro do cristianismo também existe a escatologia individual ou seja, o foco no destino e fim último dos indivíduos. Entretanto, a teologia cristã não estabelece um divórcio entre o futuro do indivíduo e o futuro do cosmo. Ambos são abrangidos e a conclusão de um está ligado à conclusão do outro. Ao</p>
<p style="text-align: justify;">tomarmos os últimos capítulos do livro do Apocalipse, tanto a situação final do ser humano como a situação do cosmo são ali considerados. Não existe exclusão de um em favor do outro. Eles estão presentes nos planos futuros de Deus e ambos são abrangidos na redenção provida na morte, ressurreição e ascensão de Cristo. Indivíduo, coletividade, cosmo, matéria, espírito e tudo o mais fazem parte do todo definido como criação divina.</p>
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		<title>Visões do Futuro</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2014 02:53:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Profecia e História]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Como sabemos o futuro é inevitável. Não existe fuga do amanhã. Também sabemos que pensar escatologicamente é inerente ao ser humano. De uma forma ou de outra, todos terminam por fazer alguma tentativa de “prever” o futuro. Todos têm em sua vida <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=358">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2014/05/images-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-359" title="images (2)" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2014/05/images-2.jpg" alt="" width="277" height="182" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Como sabemos o futuro é inevitável. Não existe fuga do amanhã. Também sabemos que pensar escatologicamente é inerente ao ser humano. De uma forma ou de outra, todos terminam por fazer alguma tentativa de “prever” o futuro. Todos têm em sua vida um espaço reservado para o “altar do amanhã”. Não apenas as religiões, mas as filosofias todas dedicam parte de suas reflexões a esse assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada grupo, porém se apóia em diferentes bases para confirmar suas previsões. Podemos colocar em uma ponta uma religião como o islamismo, por exemplo e do outro o marxismo ou comunismo. Ambos têm suas fontes que lhe permitem definir como será o futuro. Enquanto para o islamismo o Alcorão, seu livro sagrado, juntamente com as sunas ou ditos do profeta Maomé prevêem a vitória do Islã, Marx se baseou nas “inexoráveis (inflexíveis) leis da História” para afirmar a vitória final do comunismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos aqui duas formas de saber sobre o futuro: a revelação divina e a razão humana. Para o primeiro grupo, o islã, Alá teria revelado coisas a esse respeito. Para Marx, com seu ateísmo militante, conhecendo as leis que regem a história era possível dizer com certeza o que iria acontecer. Entre um extremo e outro temos uma infinidade de previsões, interpretações e pressupostos escatológicos. Por caminhos diferentes, pessoas diferentes, com visões de mundo completamente distintas têm procurado antever os dias vindouros.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas antecipações assumem também destinos diferentes. Para alguns seria o fim da raça humana. Para outros, um futuro glorioso. Podemos ainda falar em uma divisão da humanidade na qual alguns terão um futuro de bem-aventuranças, enquanto a outros estaria destinado um futuro de sofrimento e punição. Essa geralmente uma visão mais comum nas religiões monoteístas. Há tanto previsão de um universo glorioso, quanto de um universo destruído. A crença de cada um define em muito a condição final desse estado eterno.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro desse aspecto podemos falar ainda da abrangência dessas visões escatológicas. Em alguns casos ela concentra-se mais no que acontecerá com o indivíduo. Outras vezes, no que ocorrerá com o planeta Terra e a humanidade. Outras vezes procura-se abranger todo o universo na visão escatológica.</p>
<p style="text-align: justify;">Os caminhos para se chegar a esses futuros também não são os mesmos. Há ênfase na ação humana para criar esse futuro ou há ênfase no agir divino para que tal estado de coisas seja alcançado. Às vezes uma mistura de ambos, esforço humano, mais ação divina. Esse caminho também pode ser gradativo, ou pode chegar através de um evento cataclísmico.</p>
<p style="text-align: justify;">Como percebemos por este esboço, o pensamento escatológico é muito mais presente e influente do que geralmente se imagina. Embora a palavra seja relativamente nova, as idéias que giram em torno do tema estão presentes desde os tempos imemoriáveis. O homem desde o começo já procurava imaginar como seria o fim.</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, como iremos ver, inúmeros eventos históricos, não só de caráter religioso, mas também filosófico e político, tiveram lugar neste mundo. Quem, por exemplo, concordaria em um primeiro momento que o nazismo tinha motivações escatológicas? Ou que o comunismo tenha algo haver com</p>
<p style="text-align: justify;">escatologia? Nem correntes de pensamento, como o positivismo e o cientificismo deixam de ter sua parcela de conteúdo escatológico.</p>
<p style="text-align: justify;">As vezes tais conteúdos ficam mascarados em ações e conceitos sobre a vida presente, mas uma vez perscrutados, sua natureza apóia-se completamente em supostos resultados futuros, algumas vezes bem futuros. O uso e abuso do termo “científico” serviu para mascarar muitas vezes o que não passava de “crenças”.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez ficar exposto a tantas linhas escatológicas diferentes levem o homem a descrer no futuro, ou mesmo na possibilidade de antecipá-lo. E então, nem mesmo a escatologia bíblica seria digna de confiança. O historiador Will Durant disse que onde existem mil crenças, tendemos a nos tornar céticos (incrédulos) em relação a todas elas1. De fato, nosso mundo moderno tem confundido multiculturalidade com multiveracidade, como se tudo o que se pensa a respeito de como será o futuro pudesse ser verdade, mesmo que essas idéias se contradigam mutuamente. Diante disso, qualquer tentativa de falar sobre o que a Bíblia diz sobre o futuro teria tanto valor quanto qualquer outra afirmação.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe uma visão bíblica sobre o futuro e embora as diversas escolas possam ter suas diferenças elas também possuem suas semelhanças. E no momento em que aceitamos a existência de um Deus Soberano, criador e sustentador de todas as coisas, também aceitamos que Ele e somente ele é capaz de nos dizer o que o futuro nos trará.</p>
<p style="text-align: justify;">Conhecer as diversas visões de futuro e o modo como teólogos, filósofos, pensadores e mesmo estadistas trabalharam com tais conceitos é a melhor forma de compreendermos e comprovarmos os efeitos da escatologia na história da humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">____________________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">1 DURANT, Will. História da Filosofia. São Paulo:Nova Cultural, 1999</p>
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		<title>O Homem, Ser Escatológico</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2014 02:50:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Profecia e História]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Homem algum existe que não possua uma escatologia. Mesmo desconhecendo o termo, mesmo não possuindo qualquer pensamento consciente ou sistemático acerca do futuro, ainda assim ele é um ser escatológico. Aquele que diz: “Quando eu morrer nada mais haverá” acredita na aniquilação <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=354">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2014/05/images-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-356" title="images (1)" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2014/05/images-1.jpg" alt="" width="259" height="194" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Homem algum existe que não possua uma escatologia. Mesmo desconhecendo o termo, mesmo não possuindo qualquer pensamento consciente ou sistemático acerca do futuro, ainda assim ele é um ser escatológico. Aquele que diz: “Quando eu morrer nada mais haverá” acredita na aniquilação do futuro. Ele crê que seu amanhã é um nada. Ele tem fé de que não deve esperar nada do depois. Nem sempre sua afirmação constitui de fato uma crença, não passando na maioria das vezes de uma rendição à sua convicção de que é impossível saber, um agnosticismo aplicado as coisas do porvir. Ainda assim ele acredita que algo acontecerá no futuro- mesmo que esse algo seja a não existência.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez nem todos ousam pensar no futuro mais amplo, no futuro social, por exemplo, no futuro da humanidade, no futuro do planeta ou no futuro cósmico. Menos pessoas ainda procuram antever além do véu dos séculos, invadindo os milênios futuros, a eternidade. Todavia, a verdade é que o futuro escatológico ocupou e ocupa a mente de muitos pensadores, escritores e estadistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os quadros sinistros para o futuro propostos pelos ecologistas, nada mais são do que escatologia. Os filmes de ficção científica retratando um futuro sob o domínio das máquinas ou um mundo povoado por viagens intergaláticas, nada mais são do que pensamento escatológico. Desde o The Day After da década de 80 até o Matrix, tudo isso nada mais é do que uma tentativa de antever o amanhã.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada religião, cada credo, cada ideologia e até mesmo o ateísmo procuraram expressar ou como teoria ou como revelação o que virá a ser. Essa atitude é natural no ser humano. E não podemos limitar tal comportamento apenas ao homem moderno ou aos iluministas. Também não devemos pensar que apenas as civilizações sofisticadas alimentaram conceitos escatológicos. Um mundo melhor no futuro esteve presente na maioria dos povos, até mesmo naqueles que comumente classificaríamos como “primitivos”.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos citar como exemplo para esse fato, a chamada “terra sem males” dos primitivos guaranis da América Ocidental. Eles emigraram para a parte leste do continente, em busca desse lugar onde, segundo sua crença, não haveria doenças ou morte. Na obra Peabirú: Uma Trilha Indígena Cruzando São Paulo, temos uma descrição dessa “escatologia primitiva”, um conceito de tempos melhores em um lugar melhor que provocou tal migração.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Notável tradição dessas populações é o fenômeno da migração em massa com sentido religioso. O movimento migratório é resultado da crença de que o mundo caminha para o seu fim e será destruído por meio do fogo, conseqüência da maldade do homem. A tribo empreendia, antes da partida, a “dança da Terra sem Mal” a qual era destinada a ensinar-lhe a rota do paraíso. Caminhando por terra, a meta era atingir o oceano onde, segundo um índio entrevistado por Egon Schaden, “é preciso rezar com muita fé”. Ali os índios construíram uma casa de dança onde, imprimindo movimento ao corpo, julgavam ganhar agilidade para a travessia do mar a</p>
<p style="text-align: justify;">pé enxuto. O mar então se abriria a seus pés e formava-se uma ponte, por onde passavam para a “Terra sem Mal”, ou “Terra onde ninguém morre”.1</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tais narrativas parecem confirmar a esperança de um uma solução para o problema do mal e da morte em algum lugar do futuro. Parecem também demonstrar que há no ser humano, tanto individual quanto coletivo, uma recusa em aceitar como normal o mal e a morte. A cura para tais elementos se encontra em algum outro lugar, seja na esfera geográfica ou histórica, ou ainda supra-histórica. Arriscaríamos até mesmo a dizer que pensar escatologicamente é inerente à espécie humana.</p>
<p style="text-align: justify;">O momento em que isso se manifesta de forma mais clara está na recusa por parte do ser humano com relação à morte. Por mais que alguém saiba que a morte é o fato mais certo da vida, diante dela ele chora e reage negativamente, como que a protestar contra o fim de alguém que ama ou mesmo com sua própria extinção neste mundo. É como se um grito silencioso fosse dado, contestando que a morte e a corrupção devessem existir. Mas essa experiência íntima na qual cada pedacinho da vida é tocado por um pedacinho da morte transporta-nos além dos limites de nossa existência, fazendo-nos aguardar ansiosamente o dia em que nossos corações se encherão de alegria perfeita, uma alegria que ninguém nos arrebatará.2</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">__________________________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;">1 GONÇAVES, Daniel Issa. O Peabirú: Um trilha indígena cruzando São Paulo. São Paulo:USP, 1998.</p>
<p style="text-align: justify;">2 NOUWEN, Henri. O fruto da solidão. São Paulo: Loyola, 2000</p>
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		<title>Deus, Escritura, Profecia e Escatologia</title>
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		<pubDate>Thu, 22 May 2014 02:47:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Profecia e História]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">O elemento preditivo é onipresente nas Escrituras. Até mesmo em afirmações simples como Mateus 26.13, ele está presente. O texto de Gênesis 3.15, chamado de “proto evangelho” é uma das primeiras predições sobre a vinda do Messias. A expressão “últimos dias” (acharit-hayamim <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=350">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2014/05/download-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-351" title="download (3)" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2014/05/download-3.jpg" alt="" width="266" height="190" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O elemento preditivo é onipresente nas Escrituras. Até mesmo em afirmações simples como Mateus 26.13, ele está presente. O texto de Gênesis 3.15, chamado de “proto evangelho” é uma das primeiras predições sobre a vinda do Messias. A expressão “últimos dias” (acharit-hayamim em hebraico) se encontra tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A primeira menção dessa palavra está em Gênesis 49.1, quando em sua bênção sobre seus doze filhos, Jacó faz uma série de predições, inclusive indicando Judá como a linhagem real e mesmo messiânica.</p>
<p style="text-align: justify;">A profecia bíblica e mesmo a as Escrituras como um todo, sem dúvida alguma contém inúmeros elementos preditivos que se foram realizando dentro do próprio conteúdo histórico das Escrituras, mas também muitos que se tornaram concretos na história.</p>
<p style="text-align: justify;">Não apenas por meio de palavras (como as declarações proféticas), como também por meio de ritos e mesmo acontecimentos, o futuro foi antecipado. No sacrifício de Isaque temos um prenúncio factual do sacrifício do Deus Filho. No cordeiro pascal durante a saída do Egito temos elementos preditivos dos efeitos da morte expiatória de Cristo. O mesmo se pode dizer dos muitos sacrifícios prescritos no código levítico.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, por definição generalizada, uma profecia é uma revelação oral ou escrita, em palavras humanas e através dum porta-voz humano, transmitindo a revelação de Deus e esclarecendo aos homens Sua divina vontade. Num sentido mais amplo, até eventos como a travessia do mar Vermelho ou o episódio da serpente de bronze, podem ter um significado profético, sendo que sua importância não se esgota na ocorrência histórica propriamente dita. Prenunciam um cumprimento na época do Messias, seu antítipo. As ordenanças do tabernáculo e do sacerdócio estavam repletas de significado profético, pois muitas vezes incluíam tipificações que prefiguravam a Pessoa e a obra de Jesus Cristo. Nesta classificação podem ser incluídos o sacerdócio de Arão, o próprio tabernáculo, os vários artigos de móveis que continha, os rituais do sacrifício, e assim por diante. Neste sentido mais amplo, portanto, uma grande parte do Antigo Testamento constitui profecia; mas no sentido menos amplo, limita-se o termo aos discursos de homens especialmente escolhidos e ungidos para ocupar o ofício profético.</p>
<p style="text-align: justify;">A profecia hebraica selava a qualidade autorizada da mensagem de Deus, quando a profecia se cumpria de maneira inquestionável. Assim, há em Deuteronômio 18 uma prova da veracidade do profeta: o que predizia tinha de ser cumprido..As vezes esse cumprimento se verificaria dentro de um período breve, como no caso do capitão incrédulo de 2 Reis 7, que riu da profecia de Eliseu que disse que o preço da farinha baixaria a uma simples fração dos preços do período de escassez que imperavam e isto dentro de 24 horas. Noutras ocasiões, o cumprimento se daria em um futuro distante, que estaria além da experiência da geração que vivia quando a profecia foi pronunciada. Naturalmente, o benefício seria só para as eras futuras; mesmo assim, as circunstâncias exigiam este tipo de confirmação. “Eis que as primeiras predições já se cumpriram e nos coisas eu vos anuncio; e antes que sucedam, eu vo-las farei ouvir” (Isaías 42.9). “Quem há como eu, feito predições desde que estabeleci o povo mais antigo? Que o declare e o exponha perante mim!</p>
<p style="text-align: justify;">Esse que anuncia as coisas futuras e as coisas que hão de vir! Não vos assombreis, nem temais; acaso desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois minhas testemunhas” (Isaías 44.7, 8). Esta última declaração se vinculava a uma declaração de que os judeus seriam libertados por Ciro, acontecimento que somente após 150 anos se cumpriria. Muitas e muitas vezes surge a frase, especialmente em Jeremias e Ezequiel, enquanto profetizam sobre acontecimentos futuros: “E saberão que eu sou o Senhor” (isto é, o Deus de Israel que guarda a Sua aliança). Este conhecimento viria aos observadores depois que os julgamentos profetizados acontecerem aos ofensores ameaçados nas profecias.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos reconheciam que tal cumprimento de profecias futuras ofereceria evidências objetivas que não seriam passíveis de qualquer outra explicação, senão que o mesmo Deus que revelava a profecia aos seus servos era o Deus da História que operaria o cumprimento da profecia. Perceberam corretamente, que qualquer outra explicação que se procurasse dar, envolveria uma entrega do raciocínio humano a uma exigência autoritária da parte do racionalista dogmático, que sua posição, logicamente insustentável, seja aceita por uma fé cega.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, a profecia bíblica gera a escatologia. Os eventos históricos cumpridos, sancionam os eventos históricos não cumpridos. E o registro inspirado de todas as predições divinas tornam as Escrituras o único livro autorizado a falar com segurança sobre o futuro.</p>
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		<title>O Deus da História</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Oct 2012 15:25:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Profecia e História]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">&#8220;Disse Daniel:</p> <p style="text-align: justify;">Seja bendito o nome de Deus para todo sempre, porque dele é a soberania e a força é ele quem muda os tempos e as horas, remove os reis e estabelece os reis&#8230;</p> <p style="text-align: justify;">Todos os moradores <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=299">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/10/os-anciaos-prostram-se-e-apresentam-suas-coroas-diante-do-trono.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-300" title="os-anciaos-prostram-se-e-apresentam-suas-coroas-diante-do-trono" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/10/os-anciaos-prostram-se-e-apresentam-suas-coroas-diante-do-trono.jpg" alt="" width="500" height="331" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Disse Daniel:</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Seja bendito o nome de Deus para todo sempre, porque dele é a soberania e a força é ele quem muda os tempos e as horas, remove os reis e estabelece os reis&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Todos os moradores da terra são reputados em nada segundo, a sua vontade ele opera no exército do céus e nos moradores da terra. Não há quem lhe possa deter a mão e nem lhe dizer: que fazes?&#8221;  Daniel 2.20,21;4.35</em></p>
<p style="text-align: justify;">Seu nome era Flávius Claudius Julianus (331-363 a.D). Imperador romano desde 361 a.D., seu sonho era devolver à Roma seu brilho pagão, agora ofuscado pela glória do Cristianismo. Desde Constantino o César, diante do qual os homens se curvaram e adoravam, adorava ao Cristo. A cruz do Galileo, tornara-se maior que o trono do rei de Roma. Aquele que sob Roma morrera, sobre Roma agora reinava.</p>
<p style="text-align: justify;">Juliano, que entraria para a história com o título de Juliano, o apóstata conhecia o cristianismo, pois toda a sua educação fora cristã. Entre seus companheiros estava o célebre Gregório de Nazianzo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seu íntimo porem, Juliano contemplava o declínio do império. Quanto tempo este ainda estaria de pé? Onde estava agora a glória inigualável daquele reino que dominava todas as terras mediterrâneas e além? Os deuses de Roma, seus suntuosos templos, o culto ao imperador- tudo isto fora desarraigado pela força do cristianismo. Não seria este o motivo de sua decadência? Não seria a solução banir o cristianismo e restabelecer o paganismo romano?</p>
<p style="text-align: justify;">Foi com estes pensamentos em mente que Juliano, no dia 19 de Julho de 362 A.D., entra em Antioquia e oferece sacrifícios no templo pagão. Logo novas medidas seriam tomadas contra os cristãos : proibição dos mesmos em ter cargos públicos, aumento de imposto, proibição aos bispos  de ensinar nas escolas. Em contrapartida esforça-se para reorganizar o paganismo, estabelecendo sacerdotes criando regras, buscando formar uma organização tão grande e firme como o cristianismo. Intentava ele livrar Roma de sua queda.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas poderia ele, ou qualquer outro seu sucessor alcançar êxito? Seria possível a Juliano mudar o rumo da história ? É o homem  o único artífice da história, dependendo unicamente dele os caminhos que esta vai tomar? Ou haverão outras forças por trás da cortina do palco histórico? Contende o homem somente  com seus semelhantes ou  existem outras forças além e maiores do que a dele? Além da vontade humana, existirão outras vontades que se inserem nos caminhos do homem no tempo?</p>
<p style="text-align: justify;">Fato ou não, conta-se que no dia  26 de Junho de 363 A.D., durante  uma escaramuçada, Juliano, o apóstata, foi imortalmente ferido. Caindo então de joelhos, ergue mãos e olhos aos céus dizendo “Venceste, ó Galileo” para em seguida tombar sem vida. O sonho de suplantar o Cristianismo com o esplendor de Roma tombava com ele 113 anos depois o império receberia o golpe mortal e Juliano entra para a história como um daqueles que iludidos pensam ter em sua mão o leme do destino humano.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem possui, então, o leme? Há mesmo um leme? Há, sequer, um destino, um desfecho, um clímax? Há um “porque” dos acontecimentos? Há um motivo porque o mundo, a história, o tempo seguram em uma direção e não em outra? Há um sentido supra-histórico para cada evento significativo? Será possível encontrar um centro comum  que coadune todas as coisas? É a história um feixe de retas paralelas que prosseguem infinitamente sem se encontrar, ou seria ela como os raios de aro de uma bicicleta, a se cruzarem e se encontrarem no eixo?</p>
<p style="text-align: justify;">Com certeza a maioria dos historiadores modernos protestaria veementemente contra tais possibilidades e taxariam de misticismo qualquer resposta afirmativa a estas perguntas! Há muito que a historiografia se divorciou da teologia, e desde então caminha sozinha como uma orça a recolher objetos diversos no meio-fio do tempo, mas incapaz de criar com eles qualquer coisa que faça sentido. Por mais fios que recolhe nada é tecido com ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Reconhecer algo mais do que a existência humana dentro dos eventos seria reconhecer Deus. E colocar Deus dentro da história é algo  que o homem definitivamente não deseja fazer. Ele se recusa a dividir seus planos com aquele. Julga poder, através de seus conhecimentos moldar todos os seus caminhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus é o Senhor da História. Homens poderosos como Mao, Hitler e Stálin se julgaram donos dos destinos. Os homens podem ir bem longe em sua rebeldia à Deus, mas só irão tão longe quanto Ele permitir. Como o mar, os homens, as nações e os reinos podem se agitar, podem com fúria destruir tudo em seu caminho. Ainda assim, jamais irão além dos limites impostos pelo Deus da história.</p>
<p style="text-align: justify;" align="center">O<em>u quem encerrou o mar com portas, quando trasbordou e saiu da madre, quando eu pus as nuvens por sua vestidura e, a escuridão, por envoltório?  </em></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><em>Quando passei sobre ele o meu decreto, <strong>e lhe pus portas e ferrolhos, e disse:</strong></em><strong><em> Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se quebrarão as tuas orgulhosas ondas? </em></strong><em>(Jó 38.8-11)</em></p>
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		<title>O Deus da Profecia</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Sep 2012 13:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Profecia e História]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">&#8220;Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade. Eu sou Deus e não há outro Deus. Não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam. Que digo: o meu conselho será firme, <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/?p=292">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/09/Bible-By-Candlelight.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-294" title="Bible By Candlelight" src="http://www.missaoatenas.com.br/ultimascoisas/wp-content/uploads/2012/09/Bible-By-Candlelight.jpg" alt="" width="1600" height="1200" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade. Eu sou Deus e não há outro Deus. Não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam. Que digo: o meu conselho será firme, e farei toda minha vontade &#8230; porque assim o disse e assim acontecerá, porque o determinei assim se sucederá.&#8221; Isaias 46.9,10,11b</em></p>
<p style="text-align: justify;">É importante afirmar, e afirmar expressamente que a profecia, nas Escrituras, é mais do que mera predição. A profecia é antes de mais nada o falar de Deus. Não é apenas que Deus predisse algo, mas que Deus falou. É a entrada da eterna voz do Eterno dentro dos limites do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa invasão, por sua vez, produzirá indubitavelmente seus amplos efeitos, como as ondas produzidas pela pedra lançada sobre a plana superfície do lago. Como a interromper sua calmaria apática e provocando movimentos bruscos, a palavra profética vai seguindo determinadamente sua marcha, perturbando a vontade de soberanos e nações. Nada a detém nem altera sua determinação. Nada a revoga ou adia. É rocha dura em contraste contra a água maleável do lago “Eu te pus hoje por cidade fortificada, e por colunas de ferro e por muros de bronze, contra toda a terra, contra os reis de Israel, contra os seus príncipes; os seus sacerdotes e contra todo o povo da terra” (Jeremias 1.18)</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez tendo feito a terra para o homem e uma vez que tenha confiado o Governo dela em suas mãos, não é muito que este, sua imagem e semelhança, viesse a ser o canal de sua palavra. Desta forma, o Deus presente em e ao mesmo tempo distinto de sua criação, utilizou-se freqüentemente do espírito humano para lançar dentro de nossa realidade as suas palavras que por sua vez haveriam de gerar a realidade de seus desígnios. Homens santos separados pelo e para o Deus vivo, fizeram e fazem estremecer até hoje ou caminhos dos homens. Ainda que, morreram a muito suas palavras inspiradas de forma alguma, antes ganham a cada dia vida e mais vida, materializando-se diante dos olhos da humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Astrólogos, cartomantes, quiromantes, bruxos e bruxas, tarólogos e numerólogos, videntes e profetas. Surgiram no cenário mundial e tem atraído um número cada vez maior de curiosos ávidos pelos seus prognósticos. Ganharam tal fama e tal importância, que uma indústria milionária se ergueu por trás deles. O sensacionalismo, aliado a corações e vidas inseguras, criou um movimento de destaque. A mídia por sua vez, encarrega-se de impor à sociedade tais indivíduos.</p>
<p style="text-align: justify;">O seu número tornou-se tão grande e sua  influência tão forte, que governantes modernos, à semelhança dos reis babilônicos , presidem ao povo sob sua orientação. Hoje, um simples telefonema coloca os interessados em contato com estas figuras. Seu prestígio aumenta cada dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Falta-lhes, porém, um Deus vivo, um Deus real. Falam da Mente Universal, mas esta mente parece desprovida de coração. Falam da Força Superior, da Força Cósmica, que nada tem em comum com o Deus Todo-Poderoso. Proclamam uma Nova Ordem Mundial, como se os eternos propósitos de Deus tivessem sido revogados. Surgiram ontem, julgando-se capazes de suplantar as declarações proféticas dos profetas bíblicos, que trazem ao seu favor o testemunho de séculos de milagroso cumprimento. Querem abafar com sua débil voz a Voz do eterno e lançar no vazio as profecias eternas.</p>
<p style="text-align: justify;">A amplitude e a força de tais prognosticadores porém, jamais  alcançará a palavra dos profetas. Nascida ali nas margens orientais do Mediterrâneo, as profecias bíblicas, mais do que um efeito local e temporal, avançou como a pedra lançada ao lago- em círculos concêntricos- crescendo em seu alcance, tornando suas previsões universais e  abrangendo não um ou outro momento histórico, mas própria história em toda sua extensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem distintos dos magos e astrólogos da Babilônia, Egito ou Pérsia, os profetas eram portadores de uma mensagem sólida, universal. Sua  palavra, ainda que atual para muitos a quem era dirigida, avançava no tempo, alcançando diversas vezes os caminhos da humanidade, colocando-a acima de qualquer movimento contemporâneo.</p>
<p style="text-align: justify;">Singularmente, estas predições não se limitaram ao povo que a produziu, muito menos foi produzida por um dos grandes impérios da antiguidade. Limitados geograficamente a uma pequena faixa de terra entre o Mediterrâneo e o Jordão e historicamente pelas espadas dos Assírios, Babilônicos, Persas, Gregos e Romanos e sendo finalmente dispersos pela face da terra por quase vinte séculos, foi capaz de deixar uma marca tão grande e profunda no espírito dos tempos, uma marca tão inversamente proporcional à sua grandeza geográfica ou política.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contemplarmos porém, a eficácia da palavra  divina, não tomemos os pronunciamentos de Deus como um capricho. Justiça e Juízo são a base do Seu trono quando ele age e faz em retidão.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas tragédias como a de Tiro e Sidom, como a de Nínive, como a de Babilônia, poderiam ter sido evitadas se os homens simplesmente se voltassem a Deus e ouvissem suas advertências. Quando lidamos com a Palavra de Deus lidamos com o próprio Deus. E quando lidamos com Deus estamos lidando com um Ser pessoal, justo e amoroso e misericordioso. Ele usa de misericórdia quando encontra súplica e retém sua ira quando encontra arrependimento. Assim diz Deus: “No momento em que eu falar contra uma nação, e contra um reino para o arrancar, derrubar e destruir, se a tal nação, contra  a qual falar, se converter de sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe. Se em qualquer tempo eu falar  de uma nação ou reino, para edificar e para plantar, se  ela fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então me arrependerei do  bem que tinha dito lhe faria”(Jeremias 18.7-10)</p>
<p style="text-align: justify;">Vemos, pois que a resposta do homem diante do que disse Deus teve e tem fundamental importância. O mundo e as nações, os reis e os reinos e os povos não podem ignorar as profecias Não desprezeis as profecias. (1 Tes.5.20).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E a história é a maior testemunha disso, pois o Deus da profecia é também o Deus da história. </strong></p>
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