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	<title>Missão Atenas &#187; Diversos</title>
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		<title>Os Normais</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2020 12:23:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio Souza</p> <p>&#160;</p> <p> </p> <p style="text-align: center;" align="right">Essa atitude anormal resulta no obscurecimento da verdade: de que as pessoas normais são as mais ricas de todas.</p> <p style="text-align: center;" align="right"> Andrew Lobaczewski</p> <p style="text-align: left;"> <p style="text-align: justify;">Aconteceu um crime. Um homem, que havia feito uma operação para mudar de <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/?p=848">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio Souza</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2020/12/images.jpeg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-849" title="images" src="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2020/12/images-300x133.jpg" alt="" width="300" height="133" /></a></em></p>
<p style="text-align: center;" align="right"><em>Essa atitude anormal resulta no obscurecimento da verdade: </em><em>de que as pessoas normais são as mais ricas de todas.</em></p>
<p style="text-align: center;" align="right"><em> </em><em>Andrew Lobaczewski</em></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: justify;">Aconteceu um crime. Um homem, que havia feito uma operação para mudar de sexo, foi assassinado. As autoridades policiais registraram o homicídio. Investigaram, prenderam o assassino, encerraram o caso. Pouco depois, a comunidade LGBTQ qualquer coisa mais, entrou com um processo porque esse assassinato não poderia ser registrado como homicídio. Teria que ter sido registrado como feminicídio. Em cima disso uma guerra jurídica foi iniciada, sendo o caso matéria de TCC!!!. Uma pessoa foi assassinada, mas o problema não era que alguém matou alguém e sim como foi registrado esse assassinato. ???</p>
<p style="text-align: justify;">Sou só eu ou mais alguém acha que tudo isso é loucura? Um homem que não queria mais ser homem, ou uma suposta mulher que já tinha sido um homem, depois de assassinado, tem uma disputa pela definição de seu sexo. De seu sexo não. Uma disputa para saber como deveria ser classificado o seu assassinato, homicídio ou feminicídio? Ou lgbtqcídio? Transexicídio? Onde terminarão os nós estranguladores dessa engenharia social insana?</p>
<p style="text-align: justify;">O Waldemar quer ser chamado de Suzana e o professor que se recusa a fazê-lo corre o risco de um processo e de ser criminalizado. Casal, por definição macho e fêmea, já não significa isso. Alguém com título de “filósofa”, fala da “lógica do assalto” e defende a prática do crime. (E não vamos comentar uma palestra “acadêmica” sobre o ânus). Ou outro discurso “filosófico” de outra suposta renomada “filósofa” diz que a família foi inventada no século XIX e que os defensores da família são “bestas”, isto é, quase toda a população brasileira, inclusive as que pagam seu gordo salário.</p>
<p style="text-align: justify;">Se esses fatos e essas pessoas fossem anônimos e imperceptíveis, envolvendo elementos desconhecidos e raros, não haveria com que se preocupar. No entanto, são supostos acadêmicos, em supostos ambientes intelectuais, desconstruindo, destruindo e infectando a mente de jovens com os vírus de uma irrealidade doentia que eles acreditam ou fingem acreditar. Só as pessoais normais permanecem imunes diante dessa pandemia mental, percebendo a construção gradativa da Loucurolândia.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nós estamos procurando, </em>escreveu Lobaczewski, <em>por indivíduos que compõem um número estatisticamente pequeno, mas cuja qualidade desta diferença é tal que pode afetar, de forma negativa, centenas, milhares e até milhões de seres humanos.<a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/OS%20NORMAIS.docx#_ftn1"><strong>[1]</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">E isso é só uma amostra de como um punhado de pessoas que vivem no planeta Zorg vão impondo sobre milhões uma visão de mundo psicodélica, a ponto de fazer pessoas normais se sentirem culpadas por pensar de modo lógico. Essa aparente ficção, na verdade é um fato e foi registrado por Hannah Arendt em seu livro <em>Origens do totalitarismo </em>e por Andrew Lobaczewski em seu livro <em>Ponerologia, psicopatas no poder. </em></p>
<p style="text-align: justify;">Não há problema em pessoas não desejarem ser o que são (ou há). Não é incomum as pessoas não gostarem do mundo como ele é. O problema está no fato de pensarem que são deuses, procurando mudar-se ou mudá-lo a seu bel prazer, obrigando todos a concordarem com elas, criando discursos e leis que amordacem e punam os que delas divergem. E para isso vão ocupando os espaços do poder, impondo de cima para baixo seu mundo imaginário. Aconteceu na Alemanha nazista, em todo o mundo comunista, e agora luta para subjugar nossa nação. São tentativas de clonagens de mentes, de imbecilização em série, das quais temos sido vítimas por diversos meios, desde a escola até as produções cinematográficas.</p>
<p style="text-align: justify;">E em meio a essa estranha floresta ideológica, uma criatura caminha espantada, tentando se desviar de covas e teias em seu caminho – <em>o ser humano normal</em>. Fora da bolha ilusória eles tentam escapar da redoma que cresce e que busca, ou incluí-los nessa prisão do pensamento ou esmaga-los por resistirem. Os normais são a esperança de uma nação sob ataque.</p>
<p style="text-align: justify;">Por esse motivo, os normais que ousam se pronunciar contra a bolha nunca parecem normais. Por seus opositores são pintados monstros retrógrados, inimigos do gênero humano como descreveu Tácito aos cristãos em seus <em>Anais. </em>Do outro lado, os demais normais os veem como a voz dos seus pensamentos, como o instrumento que trombeteia seus sentimentos de uma forma que eles mesmos não tinham coragem. Então, agora se alimentam da coragem desse normal corajoso e a ele se unem, a princípio de maneira discreta e depois de modo intenso, para furar a bolha e a fazer retroceder.</p>
<p style="text-align: justify;">Falar que homem é homem, mulher é mulher, família é família, bandido é bandido, terrorista é terrorista, está se tornando cada dia mais perigoso. É proibida a entrada de pessoas normais. No entanto, eles, os normais, não podem se calar, ainda que para serem ouvidos precisem gritar muito em um mundo ensurdecido para a realidade. São eles a pedra no sapato daqueles que procuram, por meio da educação, da arte, da política e do ativismo jurídico, parir seu <em>Admirável Mundo Novo </em>sobre o sangue e a liberdade dos discordantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os autores e executores desses programas são incapazes de entender que o fator decisivo para tornar o seu trabalho difícil é a natureza fundamental dos seres humanos normais – a maioria.<a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/OS%20NORMAIS.docx#_ftn2"><strong>[2]</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Geralmente estes normais são pessoas cristãs ou influenciadas pela revelação cristã, com uma visão de mundo “radical”, que teima em se referir às coisas por seus devidos nomes. Elas chegam ao ponto de chamar de safadeza e de blasfêmia, aquilo que os zorguianos chamam arte. Elas chamam o bem de bem e o mal de mal. Acreditam no certo e no errado, no verdadeiro e no falso. Revolucionariamente acreditam em direitos humanos só para humanos direitos. Acreditam que o criminoso, quando devidamente punido, longe de ser vítima dessa entidade abstrata e intangível chamada sociedade, está sendo vítima de suas próprias más escolhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Às vésperas do nazismo, os alemães e outros povos ao redor, se recusavam a perceber a engenharia social da qual estavam sendo vítimas. Tal engenharia ia pouco a pouco impondo conceitos que ao invés de interpretar a realidade, prontamente a distorcia. Esse fenômeno só foi percebido depois que o nazismo já havia sepultado a realidade nos escombros dos seus devaneios.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os alemães, no entanto, não foram o único povo que preferiu (&#8230;) não saber o que estava acontecendo e se recusou a chamar as coisas ruins pelos seus nomes verdadeiros.<a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/OS%20NORMAIS.docx#_ftn3"><strong>[3]</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Por esses e outros motivos, há um contínuo conflito entre o mundo dos normais e esse outro mundo, criado com bolhas ideológicas e ficções filosóficas. Ao assumir o poder, mesmo que seja o poder acadêmico ou cultural, esses filhos de Gramsci, de Marcuse ou de outro Mefistófeles qualquer, irão se unir a outros para impor sua irrealidade sobre a realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Hannah Arendt e as origens do totalitarismo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p align="right"><em>Todos aqueles homens, ou pelo menos, assim nos parece hoje, </em></p>
<p align="right"><em>viviam em um mundo de sonhos e fantasias<a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/OS%20NORMAIS.docx#_ftn4"><strong>[4]</strong></a></em></p>
<p align="right"><em> </em></p>
<p align="right"><em>O Julgamento de Nuremberg</em></p>
<p align="right">
<p align="right">            <em>O maior inimigo do socialismo, não é o capitalismo, é a realidade.</em></p>
<p align="right"><em> </em></p>
<p align="right"><em>Margareth Thatcher</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">            Em sua grande obra-prima, <em>As origens do totalitarismo, </em>Hanna Arendt fala desse universo fictício, criado por nazistas e comunistas e depois imposto sobre seus dominados. Mesmo os que não sofriam fisicamente, sofriam por ter de aceitar como normal, uma série de conceitos anormais. Muitos cediam, outros se adaptavam e uns poucos resistiam, pelo que eram aprisionados ou mortos. Com certeza muitos sentiam como se a normalidade do seu dia a dia houvesse sido invadida por extraterrestres, que se propunham não apenas a tomar seus espaços, mas a remodelar sua forma de pensar e de ver. Os que se recusavam, eram mortos.</p>
<p style="text-align: justify;">            <em>O possuir o poder significa o confronto com a realidade, e o totalitarismo no poder procura constantemente evitar esse confronto, <strong>mantendo o seu desprezo pelos fatos</strong> e impondo a rígida observância das<strong> normas do mundo fictício que criou [Grifo meu].</strong><a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/OS%20NORMAIS.docx#_ftn5"><strong>[5]</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">            É aqui onde os normais têm o seu papel. Antes que o domínio se consuma, eles precisam falar, precisam escrever, precisam agir. Eles precisam inundar o mundo ao seu redor com a verdade, mostrar os fatos, definir os contornos do real. Enquanto podem, precisam abrir os olhos aos cegos, antes que estes cheguem ao ponto de não desejarem mais ver. Ou pior, antes que os cegos se tornem “cegadores” dos que veem.</p>
<p style="text-align: justify;">            O maior perigo para os criadores desse mundo fictício é alguém que divulgue a realidade, de modo eficiente e claro.</p>
<p style="text-align: justify;">            <em>&#8230; cada fragmento de informação concreta que se infiltra através da cortina de ferro, construída para deter a sempre perigosa torrente da realidade vinda do lado não-totalitário, é uma ameaça maior (&#8230;) do que era a contrapropaganda para o movimento totalitário.<a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/OS%20NORMAIS.docx#_ftn6"><strong>[6]</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Não, não estamos em um totalitarismo. Mas estaremos se os normais se calarem. Assim como o Empire State foi um dia, apenas uma planta, nazismo e comunismo foram um dia, apenas ideias estúpidas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>(Publicado originalmente na Revista Eletrônica Terça Livre)</strong></p>
<div><br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/OS%20NORMAIS.docx#_ftnref1">[1]</a> LOBACZEWSKI, Andrew. <em>Ponerologia: Psicopatas no poder. </em>Campinas: Vide Editorial,  2014, p. 51</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/OS%20NORMAIS.docx#_ftnref2">[2]</a> LOBACCEWSKI, Op. Cit. p. 172</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/OS%20NORMAIS.docx#_ftnref3">[3]</a> VOEGELIN, Eic. <em>Hitler e os alemães. </em>São Paulo: É realizações, 2008, p. 203</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/OS%20NORMAIS.docx#_ftnref4">[4]</a> HEYDECKER, Joe D. e  LEEB, Johannes. <em>O Julgamento de Nuremberg. Editoria Ibis, 1962, p. 254</em></p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/OS%20NORMAIS.docx#_ftnref5">[5]</a> ARENDT, Hannah. <em>As origens do totalitarismo. </em>São Paulo: Cia das Letras, 1989, p. 442</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/OS%20NORMAIS.docx#_ftnref6">[6]</a> Op. Cit. p. 442</p>
</div>
</div>
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		<title>Teologia Liberal &#8211; Uma Antiteologia</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2020 12:19:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pseudo-Cristãs]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio Souza</p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"> No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/?p=845">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio Souza</em></p>
<p><em> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2020/12/falso-profeta.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-846" title="falso-profeta" src="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2020/12/falso-profeta-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em><em>No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. (2 Pedro 2.1, 2)</em><em></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Desde seu nascimento a Teologia Liberal tem sido vista por muitos como uma simples opção teológica entre outras, mesmo por quem dela discordava. Tal postura precisa ser mudada. Do contrário, o verdadeiro cristianismo sucumbirá e morrerá. Aquilo que foi chamado de teologia liberal, modernismo, método histórico-crítico e outros, definitivamente não é uma opção para qualquer cristão verdadeiro que creia na Palavra e deseje servir ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Para essa “teologia”, os fatos históricos das Escrituras não passam de mitos. As verdades eternas são meras opiniões e a inspiração divina é reduzida a simples experiências pessoais. Toda singularidade revelada nas Bíblia é destruída e nada mais resta do que sentimentos vazios e ideias humanas.</p>
<p style="text-align: justify;">O Deus único de Israel, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, torna-se um vago conceito presente em todas as religiões, desde o obscuro Olodumarê das crenças africanas até o indefinível Tao da filosofia de Lao-Tsé. Qualquer coisa que alguém chame de Deus, torna-se Deus. O Deus do liberalismo não se auto revelou de modo distinto e exclusivo conforme sua soberana vontade, nem tem uma identidade que o distinga das divindades criadas pela imaginação dos homens. Definitivamente, não é o Deus verdadeiro, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.</p>
<p style="text-align: justify;">Para essa anti-teologia liberal, Jesus, único Salvador e Redentor, é um homem religioso tão filho de Deus quanto pedófilos ou assassinos. Nada o distingue dos demais seres humanos, nada o torna exclusivo. O que Ele disse de si mesmo e o que disseram os que com Ele andaram, não passa de afirmações que precisam ser reinterpretadas conforme a cultura ao redor. Quando muito, Jesus se torna o <em>Logos</em> presente em todas as religiões, desde a asteca arrancando o coração de vítimas involuntárias vivas, até aquelas que veneram ratos, vacas e macacos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sola scriptura, sola gracia, sola fide e solo Christos</em> não passam de expressões bonitas em latim, forjadas em um momento histórico como outro qualquer, que longe de significar um árduo e caro combate na luta pela verdade revelada, trata-se de mais do mesmo. E ainda querem ser identificados como protestantes, quando ao invés de protestar em favor da verdade contra o enganoso mundo ao redor, rendem-se a ele de modo servil e tolo.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de sua erudição e fama, seus pressupostos falsos os levaram a edificar um edifício intelectual que não somente se distingue, mas que se opõe à verdade revelada por Deus. Nada sabem os que exibem sua suposta “teologia liberal” em seus livros e palestras vãs, e disseminam ensinos que não podem salvar.</p>
<p style="text-align: justify;">Desculpe-me a falta de bom mocismo, mas já temos um ex-continente cristão espiritualmente morto, assassinado por essa antiteologia “fidecida” (assassina da fé) que nada edifica. Nenhuma fé cristã verdadeira permanecerá viva perante ela. Matou o Cristianismo na Europa, enfraqueceu-a na América do Norte e agora, como uma nuvem escura procura encobrir o Sol na justiça no Hemisfério Sul, onde muitos milhões têm caminhado verdadeiramente com o Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela não é um simples fermento que leveda a massa. É a massa podre que apodrece os que dela se aproximam. Como escreveu Eta Linnemann, alguém que escapou das garras dessa “teologia”: “Estamos lidando com forças demoníacas, sob cuja influência cai a pessoa quando começa a descer por esse caminho”<a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/TEOLOGIA%20LIBERAL%20-%20UMA%20ANTITEOLOGIA.docx#_ftn1">[1]</a></p>
<p style="text-align: justify;">Os que abraçaram essa anti-teologia ou mesmo os que com ela flertam, ainda que discretamente, têm nome de quem vive, mas estão mortos. Tal anti-teologia não tem qualquer utilidade para edificar, instruir ou guiar a verdadeira Igreja de Cristo. No entanto, servirá certamente para o reino do anticristo e para todos os que cega e surdamente o seguirem.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo vocabulário bíblico, todas as expressões teológicas por eles utilizadas, não passam de armadilhas semânticas. Querem levar os desavisados a acreditar que são cristãos no mesmo sentido empregado em Atos 11.26 e ao longo da história, quando não passam de pseudos cristãos e pseudos teólogos. Não são de fato crentes em qualquer sentido. São incrédulos que se cobrem com verniz religioso e erudito, como cal que cobre túmulos.</p>
<p style="text-align: justify;">Sua sutileza, sua ambiguidade e seu pseudo cristianismo produzem uma teia pegajosa que vitima os que confundem erudição e retórica com verdade, e filosofias e vãs sutilezas com teologia cristã.</p>
<p style="text-align: justify;">A anti-teologia liberal tem se unido a toda sorte de enganos ideológicos, do marxismo ao ecumenismo, e tem absorvido em seu seio conceitos morais e espúrios. Ao mesmo tempo, cria e se une a organizações poderosas e influentes, ganha visibilidade e controle, mas não colabora nem um grama para a salvação eterna prometida pelo Evangelho. Longe de ser “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1.16), a anti-teologia liberal é a perdição e o engano humanos para os que pensam ter Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o anticristo abraçar alguma teologia, com certeza será essa. Aqueles que têm desejado servir ao Senhor de coração, os verdadeiro defensores de sua Palavra, serão sempre tidos como insanos e perigosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Chega de falar na intenção dos liberais. Se suas intenções eram boas, suas proposições foram péssimas e seus frutos podres. Essa teologia da morte não deriva das Escrituras e nem do coração de Deus. Ela desensina quem aprendeu de Deus, ela desconstrói o que teólogos sérios ao longo do tempo lutaram muito para construir, ela desvia os que andam no caminho. Lágrimas vêm aos nossos olhos por ver homens de Deus transformados em fantoches do príncipe deste mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">A Reforma, com as Escrituras inerrantes e divinamente inspiradas, foi capaz de começar um movimento para trazer a igreja de volta ao seu eixo. A anti-teologia liberal não é um novo eixo. É a morte e destruição de qualquer padrão para aqueles que querem conhecer, servir e obedecer ao Deus vivo e verdadeiro. Não tem nada a acrescentar, somente a suprimir da verdadeira igreja de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Até quando essa senhora “deseleita” se passará por teologia e por igreja e por cristianismo?</p>
<p style="text-align: justify;">Confio mais no indouto Pedro do que nos supostamente sábios Ritchl, Bultmann, Scheleiermacher, Tilich e toda uma turba enorme que fizeram tanto desserviço ao Reino de Deus. E se eles foram homens de grande estatura intelectual, com certeza foram anões espirituais e esquálidos mestres da verdadeira teologia, que deve levar homens a Deus e não fazê-los se perder.</p>
<p style="text-align: justify;">Usarei novamente a frase de Gresham Marchen, que tanto lutou contra o liberalismo no século passado. “Em tempos de crise, Deus sempre salvou a Igreja. Mas ele sempre a salvou pelos teimosos defensores da verdade, e não pelos pacifistas teológicos”<a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/TEOLOGIA%20LIBERAL%20-%20UMA%20ANTITEOLOGIA.docx#_ftn2">[2]</a>. Até quando nosso mórbido pacifismo teológico se traduzirá em negligência com a verdade e tolerância com o engano?</p>
<div><br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/TEOLOGIA%20LIBERAL%20-%20UMA%20ANTITEOLOGIA.docx#_ftnref1">[1]</a> LINNEMANN, Eta. <em>Crítica histórica da Bíblia. </em>São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p.137</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Users/gurge/Downloads/TEOLOGIA%20LIBERAL%20-%20UMA%20ANTITEOLOGIA.docx#_ftnref2">[2]</a> MACHEN, J. Gresham. <em>Cristianismo e liberalismo. </em>São Paulo: Shedd Publicações, 212, p. 146</p>
</div>
</div>
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		<title>Duas Lentes Diferentes</title>
		<link>http://www.missaoatenas.com.br/site/?p=841</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2020 14:34:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio Souza</p> <p>&#160;</p> <p> </p> <p></p> <p style="text-align: justify;">Eis que eu vo-lo tenho predito (Mateus 24.25)</p> <p style="text-align: justify;"> <p style="text-align: justify;">Nós, cristãos bíblicos, não vemos as coisas como os demais, não usamos a mesma lente, e, portanto, não reagimos da mesma maneira. E isso precisa ficar cada vez mais claro. <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/?p=841">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio Souza</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em> </em></p>
<p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2020/07/grau-miopia-pode-diminuir-com-tempo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-842" title="grau-miopia-pode-diminuir-com-tempo" src="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2020/07/grau-miopia-pode-diminuir-com-tempo-300x142.jpg" alt="" width="300" height="142" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Eis que eu vo-lo tenho predito (Mateus 24.25)</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nós, cristãos bíblicos, não vemos as coisas como os demais, não usamos a mesma lente, e, portanto, não reagimos da mesma maneira. E isso precisa ficar cada vez mais claro. Pois a tendência daqui para frente é que tudo se acelere e os rumos da história do mundo se dirijam à consumação dos séculos, ainda que poucos percebam.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao escrever para os tessalonicenses, o apóstolo Paulo escreveu:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite. Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão. (1 Tessalonissenses 5.1-3)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Se o texto parasse por aqui, poderíamos ter a impressão que ele igualou a percepção de todos, crentes e incrédulos, diante dos acontecimentos futuros. Todavia, ele continua: “<strong>Mas</strong> vós irmão, já não estais em trevas para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão&#8230;” (v. 4). Esse simples “Mas” é a indicação de um contraste, um antagonismo abismal entre a percepção e a atitude do crente e do não crente. Para nós não é um ladrão que vem para nos tirar algo e sim o Senhor que tanto amamos, vindo para nos levar para si. Não é um susto. É uma surpresa. Não é tragédia. É esperança que se realiza.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, a pandemia não é só uma pandemia. É um sinal. Creiam os ímpios ou não. Por acaso não foi o próprio Jesus quem disse que isso seria um princípio das dores, um sinal de sua vinda? (Mateus 24.3, 7). E se para o mundo, a intervenção de organizações mundiais é um oráculo a ser obedecido cegamente, para nós é o prenúncio de um governo mundial que exercerá domínio sobre “toda tribo, língua, povo e nação” (Apocalipse 13.7). A sombra do Império de sete cabeças e dez chifres, já se projeta na areia da praia. (Apocalipse 13.1).</p>
<p style="text-align: justify;">Não esperemos que o mundo veja do mesmo modo que nós vemos. Sem as lentes da revelação, o homem natural é um míope, capaz de abraçar o anticristo como um salvador da mesma forma que no passado muitos abraçaram Hitler. Não importa o conhecimento que adquiriram, a cultura que conquistaram ou academicismo de seus discursos. “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Romanos 1.22). Na verdade, “em seus discursos se desvaneceram e o seu coração insensato se desvaneceu” (1.21). Não podem ver os eventos corretamente, tudo lhes é turvo e indefinido. “&#8230;ao mal chamam bem, ao bem, mal; fazem das trevas luz e da luz trevas; ao amargo chamam doce e ao doce, amargo! (Isaías 5.20).</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, vemos as coisas muito diferentes. O que eles chamam de liberdade sexual, nós vemos como mera escravidão aos desejos da natureza humana decaída. O que eles veem como fim ao preconceito contra os homossexuais, nós vemos como sodomização da cultura. Seu discurso contra a homofobia, não passa de criminalização aos cristãos. Seu feminismo é destruição da mulher. Sua “saúde reprodutiva” é um disfarce para assassinato de bebês no ventre. Aquilo que é chamado de “progressismo”, não passa de um retorno ao paganismo, um “aumento da iniquidade” apontado por Jesus como mais um indicativo do fim (Mateus 24.12).</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, todas essas coisas somadas são claramente um prelúdio para o juízo divino que se aproxima. Certamente, este juízo será desdenhado por aqueles que não possuem as mesmas lentes que nós possuímos. Será desdenhado até que as consequências se façam arder e a reversão seja impossível. Mesmo que nem tudo seja muito claro hoje, os que buscam ver as coisas com as lentes de Deus, caminharão no seu caminho enquanto muitos se perderão.</p>
<p style="text-align: justify;">Dias virão em que tudo isso mudará. Bem-aventurados os que aprenderam a andar em meio a escuridão deste mundo sob a luz da luz de Deus (2 Pedro 1.19)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>No mundo dos homens, atualmente são poucos os contornos que se destacam. A raça acha-se decaída. O pecado trouxe confusão. O trigo cresce junto com o joio, as ovelhas e os cabritos coexistem, as terras dos justos e injustos ficam lado a lado na paisagem, a missão tem o bordel como vizinho. As coisas, porém, não serão sempre assim. Está chegando a hora em que as ovelhas serão separadas dos cabritos, o joio do trigo. Deus dividirá novamente a luz das trevas e todas as coisas se agruparão segundo a sua espécie, O joio irá para o fogo junto com o joio, e o trigo para o celeiro com o trigo. A névoa se levantará como acontece com a neblina e todos os contornos surgirão nítidos. O infer­no será sempre reconhecido como inferno e o céu irá revelar-se como o lar de todos os que possuem a natureza do  Deus  único. (A.W. Tozer)</em><em></em></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Refletindo Sobre o Natal</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Dec 2018 14:27:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza </p> <p> </p> <p>&#160;</p> <p>Alguém já disse que quando temos somente um relógio, sabemos exatamente que horas são. Quando temos dois relógios, então já não temos certeza. Diante dos pontos divergentes somos obrigados a refletir e escolher o caminho. Assim tem acontecido com o Natal.</p> <p>Houve um tempo <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/?p=822">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em><em>          </em></p>
<p> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2018/12/Nativity_tree2011.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-823" title="Nativity_tree2011" src="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2018/12/Nativity_tree2011-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguém já disse que quando temos somente um relógio, sabemos exatamente que horas são. Quando temos dois relógios, então já não temos certeza. Diante dos pontos divergentes somos obrigados a refletir e escolher o caminho. Assim tem acontecido com o Natal.</p>
<p>Houve um tempo em que ser cristão e comemorar o Natal eram as coisas mais naturais do mundo. Afinal, é o nascimento de Cristo, não é? Bom, há controvérsias.</p>
<p>Primeiramente, para muitos estudiosos cristãos, o Natal como nascimento de Jesus é uma comemoração artificial. Já se sabe com certeza que ele não nasceu no dia 25 de dezembro. Sabe-se inclusive que nesta data, no Império Romano, era comemorado o solstício de inverno e havia uma festa em honra a um deus chamado Mitra.     Diante dessas informações, muitos cristãos entenderam que não seria correto comemorar o Natal. Mesmo porque, não existe na Bíblia nenhuma ordem para se comemorar o dia do nascimento de Jesus.</p>
<p>Em suma, comemorar o Natal tornou-se, para muitos cristãos, algo sem sentido. Ele não nasceu nesta data. Esta data tem origem pagã. A Bíblia não ordena sua comemoração.</p>
<p>Somando-se a isso, temos os inúmeros excessos, na comida e na bebida que se comete neste período. Gasta-se mais do que se pode. E ainda por cima o ambiente é dominado por comemoração vazia, por figuras mitológicas como duendes e gnomos. A cena, que deveria no mínimo pertencer à Cristo, é dominada pela figura do Papai Noel que entrou na história sabe-se lá por qual caminho.</p>
<p>Entretanto, mesmo diante desses fatos, muitos líderes e cristãos escolhem celebrar o Natal e o celebram com alegria e intensidade. Por quê?</p>
<p>Primeiramente porque independente da data, o Verbo se fez carne e habitou entre nós. O Eterno entrou no tempo e se fez homem. Esse fato é grandioso e ter uma data onde esta verdade pode ser proclamada é muito precioso.</p>
<p>Segundo. Se não há mandamento para que se comemore a data, também não há proibição. Não há nenhuma ordem contra a comemoração da morte de Cristo.</p>
<p>Em terceiro lugar, pode-se fazer uma analogia com o Dia da Bíblia. Também não é uma comemoração ordenada nas Escrituras e mesmo assim é uma bênção poder usar este dia para exaltar a Palavra de Deus.</p>
<p>Em quarto lugar, o fato de 25 de dezembro ter sido dedicado a um deus pagão, não significa que eu o esteja adorando nesta data. Na maioria das vezes, se os pesquisadores não nos dissessem, nada saberíamos sobre ele. Também não significa necessariamente uma tentativa do imperador Constantino de paganizar o cristianismo. É mais provável que sua intenção fosse cristianizar o Império. Mesmo que ele tenha errado em sua estratégia, provavelmente não estava conspirando contra Cristo.</p>
<p>E por último, como nós nos sentiríamos se algum feriado idólatra de hoje fosse substituído por algum outro que exaltasse as verdades divinas? Não seria bom?</p>
<p>Com estes pensamentos muitos permanecem fazendo do Natal uma ocasião de comemoração para a glória de Deus.</p>
<p>Em minha opinião e é apenas isso, minha opinião, aprecio tanto um como o outro. Aprecio aquele que entendendo um paganismo encoberto, se afasta do Natal. Isso de modo algum significa que ele se afastou de Cristo. Pelo contrário. Ele não comemora o Natal por amor a Cristo.</p>
<p>Embora possa parecer um paradoxo, também aprecio aqueles que preferem usar o Natal para proclamar a preciosa verdade da encarnação do Verbo. Colocam Jesus no centro dessa comemoração e convidam a todos para se renderem àquele que nasceu em Belém.  Eles também o fazem por amor a Cristo.</p>
<p>Contradição? Paulo escreveu aos Romanos, em contexto diferente, mas em desafios semelhantes:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Há quem considere um dia mais sagrado que outro; há quem considere iguais todos os dias. <strong>Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente.</strong> Aquele que considera um dia como especial, para o Senhor assim o faz. Aquele que come carne, come para o Senhor, pois dá graças a Deus; e aquele que se abstém, para o Senhor se abstém, e dá graças a Deus.  Pois nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre apenas                                                  para si. Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor. Por esta razão Cristo morreu e voltou a viver, para ser Senhor de vivos e de mortos. Portanto, você, por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus. Porque está escrito: “ ‘Por mim mesmo jurei’, diz o Senhor, ‘diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus’. Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus. (Romanos 14.5-12)</em></p>
<p>Somente não posso aceitar aqueles que celebram o Natal sem colocar Cristo no centro, que nada mais fazem do que exaltar Papai Noel e seus duendes, que com nada mais se preocupam do que panetones e perus. Isso definitivamente não tem nada a ver com Natal. Verdade seja dita. Para muitas pessoas o Natal é uma festa de perdição, onde os seus pecados se multiplicam. Esses com certeza profanam a data.</p>
<p>Já há muito deixei de assistir aos  filmes sobre Natal, por mais  bonitos que sejam e por melhores que sejam suas mensagens. Durante duas horas o nome de Cristo sequer é mencionado. Isso não é Natal é um engano. <em>Tudo me é lícito, mas nem tudo edifica(1 Co 10.23).</em> Se você quer fazer o certo, coloque Jesus em seu Natal ou o abandone de vez. Pense nisso.</p>
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		<title>A Bíblia e os Ovnis</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2018 14:06:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p style="text-align: justify;"></p> <p style="text-align: justify;">O que a Bíblia diz a respeito?</p> <p style="text-align: justify;">Nada. Exatamente isto. Nada. A ideia de seres de planetas mais evoluídos que visitam o nosso, seja para o mal ou para o bem, não tem nenhum espaço nas Escrituras. E toda tentativa de <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/?p=800">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2018/05/UFO_Ezekiel_WheelInWheel.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-801" title="UFO_Ezekiel_WheelInWheel" src="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2018/05/UFO_Ezekiel_WheelInWheel.jpg" alt="" width="341" height="261" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que a Bíblia diz a respeito?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nada. Exatamente isto. Nada. A ideia de seres de planetas mais evoluídos que visitam o nosso, seja para o mal ou para o bem, não tem nenhum espaço nas Escrituras. E toda tentativa de harmonizar a Bíblia e os OVNIs soará forçada e artificial.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A crença em OVNIs</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na maioria das vezes a crença em seres extraterrestres envolve dois grupos bem diferentes em suas concepções de mundo. Por um lado estão os ufólogos ligados à grandes correntes místicas da Nova Era, onde há toda uma subcultura esotérica fomentando e consumindo material sobre o assunto. No outro extremo, estão ateus e materialistas em geral, que partindo da ideia de que a vida humana é um produto do acaso, somado a milhões de anos de evolução, e, portanto, nada impede que o mesmo tenha ocorrido em outros planetas.</p>
<p style="text-align: justify;">Há cristãos ufologistas, como há cristãos darwinistas. Sempre haverá. Isso não significa que sua posição tenha base bíblica ou que sua fé não esteja alimentando contradições. A crença e a busca por seres inteligentes fora de nosso planeta, tem sua origem e sustentação em visões darwinistas ou pseudo científicas, nunca na revelação divina.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora não exista nas Escrituras discussões diretas sobre os OVNIs, pois o assunto se populariza no século XX em diante, ela pode lançar alguma luz sobre o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nem tudo o que reluz é disco voador</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Primeiramente, a sigla OVNI vem de Objeto Voador Não Identificado, uma tradução do inglês UFO, Unidentify Flight Object. Designar certos fenômenos e objetos como não identificados não apresenta qualquer problema. A questão é identificar tais fenômenos com seres de outro planeta que estariam tentando fazer contato conosco. Nesse caso receberam uma identificação bem específica!</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de tentativas como as do autor Erick Von Daniken de interpretar passagens bíblicas como fenômenos ligados à seres de outros planetas, não há qualquer consistência. As propostas de seu best-seller Eram os deuses astronautas?, já foram desmentidas. A Bíblia revela a existência de seres pessoais no universo além da raça humana, mas em nenhum momento atribui sua origem à planetas distantes. Eles são de outra natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">As Escrituras apontam para um conjunto de seres não físicos que circundam nosso planeta e se relacionam com os humanos. Eles, todavia, são identificados com os anjos decaídos. Eles são chamados de “postestades do ar” (Efésios 2.2), capazes de se “transfigurar em anjo de luz” (1 Coríntios 11.14).</p>
<p style="text-align: justify;">As milhares de pessoas que alegam ter tido contato com “seres de outros planetas”, ignoram as informações e advertências bíblicas e se tornam alvos fáceis desses espíritos. A verdade é que mesmo alguns estudiosos sérios do fenômeno já perceberam o elemento espiritual nocivo por trás deles.</p>
<p style="text-align: justify;">“Não creio que os OVNIs sejam simplesmente espaçonaves de alguma raça de visitantes extraterrenos. Essa noção é demasiado simplista para explicar sua aparência, a freqüência de suas manifestações através de toda a história registrada e a estrutura da informação trocada com eles durante o contato. (…) Grande parte da literatura sobre OVNIs está ligada de perto com o misticismo e a metafísica. Essa literatura trata de assuntos tais como telepatia, psicografia e entidades invisíveis; e também de fenômenos como manifestações e “possessões” de poltergeists (fantasmas). Muitos dos relatórios sobre OVNIs que estão sendo publicados na imprensa popular narram supostos incidentes surpreendentemente similares à possessão demoníaca e fenômenos psíquicos…” 1</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, identificar tais seres com os espíritos malignos descritos na Bíblia faz todo sentido. As possessões demoníacas e outros fenômenos similares possuem grande semelhança com os alegados contatos com extraterrestres. Optar por identificá-los com visitantes de outros planetas é fruto da ficção moderna e da rejeição da verdade revelada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Deus não existe. Extraterrestres sim.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A incoerência é ainda maior quando a crença é encontrada entre ateus e materialistas. Estão convictos de que a probabilidade matemática garante a vida inteligente em outros planetas, mas escolhem ignorar que a mesma probabilidade revela uma Mente inteligente por trás do universo. Tendo negado tal Mente inteligente, só lhes resta “crer” que a soma do acaso mais tempo produziu as maravilhas da vida em nosso planeta, bem como a realidade do próprio ser humano.</p>
<p style="text-align: justify;">Se isso aconteceu aqui, porque razão não pode ter acontecido também em um dos milhões de planetas espalhados no cosmo? Por que achar que somente nossa pequena poeira cósmica que chamamos de terra a vida haveria de se manifestar? Isso seria totalmente ilógico, pensa o ateu. Isso porque o evolucionismo tornou-se um dogma inquestionável, mesmo que seus frutos tenham se mostrado terríveis. De fato, existe o que podemos chamar de uma fé chamada ateísmo. Essa fé esconde, por exemplo, a relação entre Darwin e o nazismo, demonstrando que a crença evolucionista só pode produzir morte.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, o que não se leva em conta, é que as condições para o surgimento da vida em nosso planeta seriam impossíveis se não houvesse uma mente inteligente por trás delas, mente que eles negam existir. São tantos detalhes combinados que a possibilidade de que tenham surgido em um mesmo planeta como um resultado do acaso são ainda mais admiráveis do que a afirmação de serem frutos de um propósito. Os cientistas conscientes ficam pasmos diante dos inumeráveis fatores que se harmonizaram para possibilitar a vida na terra.</p>
<p style="text-align: justify;">“O astrofísico Hugh Ross calculou a probabilidade de que essas e outras constantes — 122 ao todo — pudessem existir hoje em qualquer outro planeta no Universo por acaso (i.e., sem um projeto divino). Partindo da idéia de que existem 10²² planetas no Universo (um número bastante grande, ou seja, o número 1 seguido de 22 zeros), sua resposta é chocante: uma chance em 10¹³8 — isto é, uma chance em 1 seguido de 138 zeros! Existem apenas 10(70) átomos em todo o Universo. Com efeito, existe uma chance zero de que qualquer planeta no Universo possa ter condições favoráveis à vida que temos, a não ser que exista um Projetista inteligente por trás de tudo”.2</p>
<p style="text-align: justify;">A fé de cientistas ateus na vida inteligente em outros planetas, mesmo sem qualquer prova, é apenas uma forma de compensar sua negação de Deus. Eles se empolgam com qualquer suposta bactéria em um meteorito, enquanto as evidências da inteligência divina em toda parte são ignoradas, não por causa da razão, mas dos sentimentos avessos a um Deus pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há provas concretas de inteligência em outros planetas. Os supostos contatos, avistamentos e fenômenos se ajustam muito mais às ações demoníacas descritas na Bíblia. Isso somado ao silêncio das Escrituras é suficiente para olharmos toda essa histeria com olhos bem diferentes do mundo</p>
<p style="text-align: justify;">Os céus são os céus do Senhor. A terra Ele a deu aos filhos dos homens para nela habitar. (Salmo 115.16)</p>
<p style="text-align: justify;"> ______________________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;">1 Citado por John Weldon e John Ankerberg em Os fatos sobre OVNIs e outros fenômenos sobrenaturais. Porto Alegre: Chamada, 1992, pp. 28, 29</p>
<p style="text-align: justify;">2 GEISLER, Norman e TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Vida, 204 p. 108</p>
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		<title>A Boa e a Má Teologia</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jan 2018 12:26:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apologética Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p>&#160;</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Falando da situação de Evangelho no mundo, as perspectivas para a Europa são assustadoras. Basta ler o pensamento do líder Líbio, Muamar Kadafi, expresso há algum tempo atrás: “Há sinais de que Alá garantirá vitória na Europa sem espadas, sem armas, <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/?p=792">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2018/01/bom-e-ma.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-793" title="bom e ma" src="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2018/01/bom-e-ma-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Falando da situação de Evangelho no mundo, as perspectivas para a Europa são assustadoras. Basta ler o pensamento do líder Líbio, Muamar Kadafi, expresso há algum tempo atrás: “Há sinais de que Alá garantirá vitória na Europa sem espadas, sem armas, sem conquistas. Não precisamos de terroristas ou homens bombas homicidas. Os mais de 50 milhões de muçulmanos na Europa a transformarão em um continente islâmico em poucas décadas.”</p>
<p style="text-align: justify;">É uma previsão sinistra se pensarmos na contribuição cristã da Europa para o mundo. Mesmo que não se torne realidade, a simples possibilidade de tal fato traz preocupação e nos leva à pergunta de como isso pode acontecer em uma região que foi celeiro de líderes, missionários, e avivamentos. O Evangelho partiu de Jerusalém, mas foi a partir da Europa que ele alcançou o mundo, em ondas sucessivas, quer de compreensão, quer de divulgação, quer de fortalecimento da Palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde os homens e movimentos santos de Deus no continente europeu à atual islamização, insere-se uma teologia destrutiva, que longe de servir para estruturar a fé cristã, funcionou como uma osteoporose, tornando doente o edifício todo do cristianismo. Essa má teologia foi como uma podridão nos ossos. Ao invés da profecia que transforma ossos secos em exércitos, a erudição incrédula fez das hostes santas, ossos ressequidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os avivalistas sempre criticaram a ortodoxia morta. Todavia, existe algo pior do que isso. É a destruição da própria ortodoxia. Quando a teologia liberal surgiu minando os alicerces da própria fé cristã, era evidente que seu resultado inevitável seria um cristianismo fraco e decadente.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que um cristianismo forte é impossível sem uma teologia forte. Quando ao invés de tornar a verdade bíblica mais clara ela a obscurece, então a teologia está prestando um desserviço. A “teologia” de alguns eruditos incrédulos foi ao longo do tempo produzindo cristãos e líderes de quinta categoria, duvidosos de suas crenças, incapazes de despertar nos homens a rendição a Deus e de resistir ao secularismo crescente.</p>
<p style="text-align: justify;">Nomes como Friederich Schleiermacher (1768 – 1834), Albrecht Ritschl e Adolf Harnack (1851 – 1930) são nomes ligados a essa teologia liberal, morta e mortífera, que ao invés de sustentáculo intelectual da fé, significou seu ocaso. Uma exposição resumida do pensamento de Schleiermacher tornará evidente esse fato: “A Bíblia, declarou [Schleiermacher], não é a autoridade absoluta, mas o registro das experiências religiosas das comunidades cristãs primitivas; portanto não fornece um padrão para as tentativas contemporâneas de interpretar a relevância de Jesus Cristo para as circunstâncias históricas específicas. Ela não é sobrenaturalmente inspirada e infalível.”1</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia dessa teologia era que as verdades bíblicas eram incompatíveis com o pensamento científico da época e, portanto, eram insustentáveis. Ao negar a validade das Escrituras Sagradas como única fonte autorizada de revelação divina, todas as afirmações a respeito da salvação, de Deus, de Jesus, tornaram-se descartáveis, sendo substituídas por noções estranhas a fé dos apóstolos e do cristianismo histórico.</p>
<p style="text-align: justify;">Até mesmo um homem brilhante como Albert Schweitzer (1875 – 1965), apesar de toda sua abnegação cristã, tinha conceitos imensamente distantes daqueles ensinados na Palavra de Deus, como um resultado dessa teologia liberal.</p>
<p style="text-align: justify;">“A vinda de Jesus seria um acontecimento surpreendente, envolvendo distúrbios cósmicos. A chegada do reino seria um clímax absoluto – não uma passagem gradual – e transformaria radicalmente as circunstâncias e o caráter humano. Segundo Schweitzer, Jesus acreditava nisso e era o que ele ensinava, – mas, é claro, Jesus estava errado.2</p>
<p style="text-align: justify;">Se a Bíblia nada tinha de infalível, Jesus também não tinha. Ele não era “a verdade”, nem mesmo um revelador da verdade, apenas alguém com suas crenças, por sinal, ilusórias. Que tipo de cristianismo poderia produzir uma tal teologia? Com certeza, não uma teologia capaz de fazer frente a algo como o islamismo.</p>
<p style="text-align: justify;">A invasão muçulmana é o resultado óbvio de uma cidade derrubada que não possui muros. A fé dos muçulmanos em suas crenças contrasta com a pouca confiança dos “cristãos” na Bíblia. Enquanto os teólogos relativizaram as verdades cristãs, o mundo muçulmano trabalhou para fortalecer suas crenças. Essa é uma das razões da atual situação. Jamais os que relativizam as verdades bíblicas poderão resistir aos que absolutizam seus enganos religiosos.</p>
<p style="text-align: justify;">É impossível ler este texto do “teólogo” alemão Bruno Bauer (1809 – 1882) sem sentir um frio na espinha. O Mal também trabalha para perverter a intelectualidade humana, mesmo a que se diga a serviço de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos o que Bruno Bauer escreveu em 6 de dezembro de 1841 a seu amigo Arnold Ruge, que também foi amigo de Marx e Engels: “Faço conferências aqui na Universidade ante uma grande audiência. Não reconheço a mim mesmo, quando pronuncio minhas blasfêmias do púlpito. Elas são tão grandes, que estas crianças, a quem ninguém deveria escandalizar, ficam com os cabelos em pé. Enquanto profiro as blasfêmias, lembro-me de como trabalho piedosamente em casa, escrevendo uma apologia das Sagradas Escrituras e do Apocalipse. De qualquer modo, é um demônio muito cruel que se apossa de mim, sempre que subo ao púlpito, e eu sou forçado a render-me a ele (…) Meu espírito de blasfêmia somente será saciado se estiver autorizado a pregar abertamente como professor do sistema ateísta.3</p>
<p style="text-align: justify;">O grande problema é confundir verdade com erudição, considerar que porque alguém é culto, todas as suas afirmações são verdadeiras. Um erudito sem novo nascimento, sem temor do Senhor e sem vida com Deus, vale tanto quanto um homem-bomba. Perece levando muitos consigo. Tal como os fariseus da antiguidade, esses eruditos fecham a porta do Reino, não entram e não deixam ninguém entrar. Assim foram, infelizmente, muitos notórios teólogos.</p>
<p style="text-align: justify;">“O senhor ora?”, perguntou-se a determinado teólogo no final de sua vida. “Eu medito”, foi a resposta. Por que ele não orava? Não acreditava no Deus que respondeu a oração de Abraão, de Isaque, de Jacó? Não era capaz de ter um relacionamento com a Divindade, tal como Moisés, Josué, Samuel, Davi e os profetas? O conhecimento da verdade tem seu padrão na piedade (Tt 1.1). Um teólogo que não ora, dificilmente será um bom teólogo.</p>
<p style="text-align: justify;">A erudição com certeza é necessária, até mesmo indispensável. Contudo, sozinha não basta. Uma teologia que negue ao invés de afirmar não nos trará nada de bom. A mente humana, dentro de suas limitações desse nosso mundo caído, só pode tornar-se um canal das verdades divinas quando ajudada pelo Espírito Santo. Não pode produzir por si mesma qualquer verdade salvadora.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p> _________________________________________________________________________</p>
<p><strong>Notas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1OLSON, Roger. História da Teologia Cristã. São Paulo: Vida, 2001. p. 560.</p>
<p style="text-align: justify;">2ERICKSON, Millard J. Escatologia. São Paulo: Vida Nova, 2010.Pp. 30, 31.</p>
<p style="text-align: justify;">3Marx-Engels, edição completa de crítica e história, Casa Publicadora ME Verlagsgesellschaft, Frankfurt a. Main, 1927, vol. I, 1. In: WURMBRAND, Richard. Era Karl Marx um satanista? A Voz dos Mártires, p.25</p>
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		<title>Darwin e o Nazismo</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jan 2018 12:18:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p>&#160;</p> <p></p> <p style="text-align: justify;">Ao tentarmos demonstrar a conexão entre as ideias de Darwin e a carnificina nazista, seria injusto vestir o biólogo inglês com o uniforme da suástica. Seria impossível para ele prever os resultados práticos de sua teoria e é provável que se pudesse fazê-lo, ele <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/?p=788">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2018/01/Charles-Darwin-e-Nazismo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-789" title="Charles Darwin - e Nazismo" src="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2018/01/Charles-Darwin-e-Nazismo-300x244.jpg" alt="" width="300" height="244" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ao tentarmos demonstrar a conexão entre as ideias de Darwin e a carnificina nazista, seria injusto vestir o biólogo inglês com o uniforme da suástica. Seria impossível para ele prever os resultados práticos de sua teoria e é provável que se pudesse fazê-lo, ele próprio queimaria seus escritos. Da mesma forma, não seria justo lançar todo peso do absurdo que foi o nazismo sobre a obra “Origem das espécies”, de Darwin, uma vez que razões políticas, econômicas e principalmente místicas estiveram envolvidas. Não estaríamos sendo honestos se assumíssemos essa postura. O darwinismo não foi responsável por tudo o que aconteceu naquele vergonhoso período, entretanto, todo o episódio só foi possível sob a antropologia evolucionista.</p>
<p style="text-align: justify;">Se os fatos científicos relacionados à “origem das espécies pela sobrevivência do mais apto” ainda não estão isentos das controvérsias, os fatos ideológicos ligados a ela são muito evidentes. E esses fatos seus adeptos procuram ocultar. A verdade, porém, é que o nazismo era uma utopia racial e todas as suas atividades cruéis eram justificadas sobre esta base. Não é novidade alguma que já o neocolonismo, isto é, a exploração dos continentes africano e asiático pelas potências europeias, tinha como base o sentimento de superioridade racial, oriunda das ideias de Charles Darwin.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem duvida que o racismo extremo culminou na morte de diversos povos por aqueles que se denominavam arianos, basta ler a seguinte declaração de Darwin e perceber o racismo criminoso nele expresso: “Em algum período futuro, não muito distante se medido em séculos, as raças civilizadas do homem vão certamente exterminar e substituir as raças selvagens em todo o mundo. Ao mesmo tempo, os macacos antropomorfos (…) serão, sem dúvida, exterminados. A distância entre o homem e seus parceiros inferiores será maior, pois mediará entre o homem num estado ainda mais civilizado, esperamos, do que o caucasiano, e algum macaco tão baixo quanto o babuíno, em vez de, como agora, entre o negro ou o australiano e o gorila”.1</p>
<p style="text-align: justify;">Não demorou séculos para que isso acontecesse. De fato, em menos de cem anos os arianos estavam tentando exterminar o que consideravam as “raças selvagens”. Além de seu esoterismo pouco referido, não há dúvida de que o nazismo se apoiou na biologia evolucionista para justificar suas ações. E não foi necessária qualquer reinterpretação distorcida de Darwin. A questão estava muito clara em seus escritos.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, a relação entre a biologia darwinista e o nazismo é direta. O genocídio não passava de uma questão biológica, conforme demonstrou Michel R. Marrus em diversas passagens de seu livro A assustadora história do holocausto: “O Nacional Socialismo, disse Rudolf Hess, em um comício de 1934, nada mais é do que biologia aplicada [leia-se darwinismo aplicado]. Em primeiro lugar, para os nazistas, a composição racial dos territórios orientais justificava as políticas mais brutais e cruéis (…) Segundo o psiquiatra Robert Jay Lifton, havia uma particular afinidade entre o nazismo e um ponto de vista médico pervertido, produzindo o que ele chama de ‘visão biomédica nazista’. Analisando ideias de eugenia comuns em grande parte do mundo ocidental nos anos de 1920, essa era a visão de toda a nação alemã como um organismo biológico, que se via ameaçado por um tipo de doença coletiva – uma ameaça potencialmente fatal a uma sociedade antes saudável. A tarefa do nazismo objetivava curar o Volk alemão, eliminando todas as formas de enfraquecimento, transmitidas em particular pelos judeus, mas vistas também nos débeis mentais, nos doentes incuráveis e nos loucos. O objetivo, diz Lufton, era a ‘biocracia’, constituída segundo o modelo da teocracia – um Estado comprometido com a purificação e a revitalização, levada a cabo como que por determinação divina”.2</p>
<p style="text-align: justify;">O nazismo era um biocracia, um governo totalitário e cruel, justificado pela superioridade racial defendida por Darwin. Este fato é inegável. A conexão entre darwinismo e nazismo não é gratuita nem injusta, ela é evidente. Abertamente Hitler declarou: “Temos que criar uma técnica de despovoação. Se você me perguntar o que eu entendo por despovoação, dir-lhe-ei que prevejo a liquidação de unidades raciais, e, fa-lo-ei, pois que vejo nela, a traços largos, a minha missão fundamental. A natureza é cruel e, por este motivo, também nós poderemos ser cruéis. Se eu mando a flor e a nata do povo alemão para uma guerra sem me lamentar, em nenhum momento, o derramamento do valioso sangue alemão no inferno da guerra, também tenho o direito de destruir milhões de homens de raças inferiores, que se multiplicam como parasitas.”3</p>
<p style="text-align: justify;">E não vamos parar por aqui em nossa análise. Ainda existe a questão da eutanásia nazista que era baseada no princípio de sobrevivência do mais apto de Darwin. Leiamos o que ele escreveu ainda sobre isso: “Entre os selvagens, os fracos de corpo ou mente são logo eliminados; e os sobreviventes geralmente exibem um vigoroso estado de saúde. Nós, civilizados, por nosso lado, fazemos o melhor que podemos para deter o processo de eliminação: construímos asilos para os imbecis, os aleijados e os doentes; instituímos leis para proteger os pobres; e nossos médicos empenham o máximo da sua habilidade para salvar a vida de cada um até o último momento (…) Assim os membros fracos da sociedade civilizada propagam a sua espécie. Ninguém que tenha observado a criação de animais domésticos porá em dúvida que isso deve ser altamente prejudicial à raça humana. É surpreendente ver o quão rapidamente a falta de cuidados, ou os cuidados erroneamente conduzidos, levam à degenerescência de uma raça doméstica; mas, exceto no caso do próprio ser humano, ninguém jamais foi ignorante ao ponto de permitir que seus piores animais se reproduzissem.”4</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje soa escandalosa essa declaração de Darwin, mas ele a fez. Ele deu justificativa “científica” para a morte de pessoas doentes. Quando Hitler realizou seu plano de eutanásia ele apenas seguia o que a teoria da evolução das espécies pela sobrevivência dos mais aptos havia defendido menos de um século antes.</p>
<p style="text-align: justify;">A política nazista desenvolveu o que foi chamado de “Programa Eutanásico”, que visava eliminar, por meio de uma morte indolor, os doentes mentais incuráveis. Esta ideia foi proposta por Hitler em 1939 e, em 1940, sancionada por lei. Cerca de trinta mil doentes mentais foram mortos. O alvo era de cem a cento e trinta mil pessoas. Foi difícil para o governo explicar para as famílias o desaparecimento ou a morte repentina de todos estes doentes. A polícia secreta tentava de todos os modos evitar que os comentários da população se espalhassem, mas foi impossível ocultar.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo assim “as carnificinas nestes institutos foram continuadas durante anos, por ordem das leis secretas promulgadas por Frick, Himmler e outros.”5 Aos olhos da teoria da evolução das espécies, estes atos foram apenas consequências biológicas da sobrevivência dos mais aptos. O mais estranho é que fatos tão concretos como esse sequer são comentados por Richard Dawkins, o grande apóstolo moderno do ateísmo. Os que mataram em nome do cristianismo, com certeza desobedeceram ao cristianismo, que nos ensina a amar até mesmo os inimigos. Os que mataram apoiados no darwinismo, apenas fizeram o que o darwinismo instruiu a fazer. Dois pesos e duas medidas – isso é abominação ao Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;"> _________________________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1 Citado no artigo Porque não sou um fã de Charles Darwin, por Olavo de Carvalho, no jornal Diário do Comércio de 29 de fevereiro de 2009</p>
<p style="text-align: justify;">2 MARRUS, Michael R. A assustadora história do holocausto. Rio de Janeiro: Prestígio, 2006</p>
<p style="text-align: justify;">3 O julgamento de Nuremberg. Joe D. Heydecker e Johannes Leeb, Editorial Ibis Ltda, 1962.</p>
<p style="text-align: justify;">4 Porque não sou um fã de Charles Darwin.</p>
<p style="text-align: justify;">5 Joe Heydecker e Johhannes Leeb, O julgamento de Nuremberg. Lisboa: Editorial Ibis Ltda, 1962.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Uma Fé Chamada Ateísmo</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jan 2018 11:48:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p>&#160;</p> <p></p> <p style="text-align: justify;">Dos artigos que escrevi nenhum foi mais debochado, agredido e atacado do que um texto sobre ateísmo. “A insensatez dos que não creem espalhou-se pela internet”, inclusive em sites ateus e não evangélicos. Os comentários deixados por alguns ateus não poderiam ser publicados aqui. <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/?p=784">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
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<p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2018/01/ateu.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-785" title="ateu" src="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2018/01/ateu-300x205.jpg" alt="" width="300" height="205" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dos artigos que escrevi nenhum foi mais debochado, agredido e atacado do que um texto sobre ateísmo. “A insensatez dos que não creem espalhou-se pela internet”, inclusive em sites ateus e não evangélicos. Os comentários deixados por alguns ateus não poderiam ser publicados aqui. Palavrões e termos pejorativos não faltaram, xingamentos dos mais variados. Infelizmente, até blasfêmias foram escritas. E em meio a tudo isso, alguém debochou da expressão “ateu militante”, como se isso fosse um absurdo. O fato é que o ateísmo está se tornando cada vez mais militante.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma afirmação comum dos ateus é dizer que a religião produziu muitas guerras e muitas mortes. Minha resposta usual é que o ateísmo comunista produziu ainda mais guerras e mortes. Sistemas políticos como o nazismo e o fascismo também produziram as maiores carnificinas da história e nem por isso se fala em acabar com a política. A resposta dos ateus para isso é que o fascismo e o comunismo em vez de serem críticos à religião, na realidade, eram parecidos demais com elas.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que o ateísmo atual vai pouco a pouco se tornando uma religião ou pelo menos uma versão quase idêntica, com exceção de não prometer nenhuma “religação” (lat. religare) com Deus. A militância ateísta tem atingido patamares nunca existentes. Mesmo o ateísmo marxista era um acessório, enquanto o ateísmo atual possui uma finalidade em si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">O ateísmo já conta com grandes “evangelistas” como Richard Dawkins, que realiza uma verdadeira “cruzada” em sua defesa. Escrever livros sobre o tema, criar organizações ateístas para angariar fundos para sua causa, tornar-se palestrante mundial sobre o assunto e fixar mensagens ateístas em ônibus não parece diferir muito da ação dos movimentos religiosos. Isto é o que Dawkins tem feito. Afirmar que “Deus é um delírio: um ‘delinquente psicótico’ inventado por pessoas loucas e iludidas”1 não difere muito de uma confissão de fé. Além disso, ele diz ter quase certeza de que Deus não existe e que um mundo sem fé em Deus seria muito melhor. Esse é seu evangelho e sua escatologia.</p>
<p style="text-align: justify;">E não para por aí de forma alguma. Com uma pequena busca na internet você descobrirá que já existem igrejas ateístas. Mais um pouco de pesquisa e encontrará acampamento para ateus, além da “bíblia do ateu” e, por fim, ficará sabendo que existe até uma cerimônia ateísta chamada de “desbatismo”.</p>
<p style="text-align: justify;">“Um líder ateísta ‘desbatizou’ dezenas de seguidores não crentes usando no ritual um secador de cabelo. Com o aparelho, simbolicamente, ele retirou toda a água lançada na cabeça durante o batismo tradicional. A cerimônia ‘desreligiosa’ foi exibida no popular programa Nightline, da rede ABC, nos EUA.”</p>
<p style="text-align: justify;">“Edwin Kagin, responsável pelo ‘desbatismo’, disse acreditar que os pais cometem um grande erro ao deixar as crianças serem batizadas sem que elas tenham idade para entender o que está se passando. O líder ateísta, criado em família presbiteriana, chega a afirmar que alguns casos de educação religiosa deveriam ser punidos por ‘abuso infantil’”. Ele classifica a sua ‘anticruzada’ como uma ‘guerra civil religiosa americana’. Formado em Direito, ele percorre os EUA defendendo suas ideias.” (Globo.com, 24/08/2010).</p>
<p style="text-align: justify;">Também há ateus proclamando sua mensagem com o texto “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Neste caso, a verdade seria o ateísmo que estaria libertando o ser humano dos males da religião. Muitos sites ateístas também têm procurado divulgar pesquisas e estatísticas apresentando a diminuição da crença religiosa no mundo, principalmente nos países mais desenvolvidos. Independente da análise que possamos fazer dessas pesquisas, a questão é que os ateus estão mais e mais preocupados com assuntos até pouco tempo presentes apenas nas crenças religiosas.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas atitudes demonstram que o ateísmo está se tornando cada vez mais parecido com uma religião. Há uma preocupação dos ateus em fazer apologética de suas afirmações, em “fortalecer sua fé”, se assim podemos dizer. Essa atitude confirma a afirmação de Phillip Johnson, de que “aquele que afirma ser cético em relação a um conjunto específico de crenças é, na verdade, um verdadeiro crente em outro conjunto de crenças.”2 Não é difícil aplicar isso ao atual ateísmo militante. Ele não está interessado apenas em não crer em Deus, mas em justificar porque não crê e em convencer a outros que a vida será melhor se as pessoas também não crerem. E isso muitas vezes com mais convicção e fervor que muitos chamados crentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é minha intenção aqui refutar o ateísmo, apenas tentar revelar um pouco de sua natureza. Se Dawkins e outros grandes líderes do ateísmo militante acreditam que sua mensagem não oferece qualquer perigo, ou estão enganados ou são enganadores. Eles não podem oferecer qualquer garantia de que seu movimento será sempre pacífico e coerente. Marx e Nietzsche talvez ficassem horrorizados com as consequências de seu pensamento inflexível. Ambos acreditavam no bem supremo que derivaria de suas ideias, mas não foi bem isso que aconteceu.</p>
<p style="text-align: justify;">“Dawkins nega o lado mais sombrio do ateísmo, o que o torna um crítico da religião menos confiável. Possui uma fé fervorosa e inquestionável na bondade universal do ateísmo, que ele recusa a sujeitar a um exame crítico. (…) A verdade dos fatos é que os seres humanos são capazes tanto de violência quanto de excelência moral – e que ambos podem ser provocados por visões de mundo, religiosas ou não.”3</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">_________________________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1. DAWKINS, Richard. Deus, um delírio, p. 64.</p>
<p style="text-align: justify;">2. GEISLER, Norman. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Vida, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">3. MCGRATH, Alister. O delírio de Dawkins. São Paulo: Mundo Cristão, 2007.</p>
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		<title>Apologética Cristã &#8211; Importância e Urgência!</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jan 2018 11:39:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apologética Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio de Souza</p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">A palavra “apologética” vem do grego “apologia”, palavra que quer dizer “defesa”. Os primeiros escritores cristãos posteriores aos apóstolos foram apologistas. Através das Escrituras, eles proclamaram o Evangelho ao mundo de cultura pagã, greco-romana, cuja forma de pensar e ver o Universo era bem <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/?p=780">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio de Souza</em></p>
<p> <a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2018/01/download.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-781" title="download" src="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2018/01/download.jpg" alt="" width="299" height="169" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A palavra “apologética” vem do grego “apologia”, palavra que quer dizer “defesa”. Os primeiros escritores cristãos posteriores aos apóstolos foram apologistas. Através das Escrituras, eles proclamaram o Evangelho ao mundo de cultura pagã, greco-romana, cuja forma de pensar e ver o Universo era bem contrária à Palavra de Deus. Nosso tempo está se tornando cada vez mais semelhante àquele.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa sociedade já foi definida há algumas décadas como sendo pós-cristã. Hoje, está se tornando cada vez mais anticristã. E não apenas pelo que faz ou pelo que diz, mas antes de tudo pelo que pensa e, particularmente, pelo que pensa acerca do cristianismo. Em meio a tantas ideias circulantes sendo defendidas, por que as verdades do cristianismo devem ser abraçadas? Eis o papel da apologética cristã: criar um ambiente intelectual no qual a revelação bíblica se mostre coerente e capaz de responder às indagações da atualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">“A apologética cristã trata de prover uma defesa da fé, fornece razões para crer e dá respostas às questões da atualidade”, escreveu James White em seu livro Uma mente cristã em um mundo sem Deus 1. Como disse C. S. Lewis, autor de Crônicas de Nárnia e talvez o maior apologista do século XX, a apologética cristã não produz fé, mas cria um ambiente no qual ela pode se desenvolver.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que inúmeros jovens entram para a faculdade como crentes e saem como incrédulos? Por que o número dos sem religião é maior entre os jovens do que entre os mais maduros? Se as Escrituras Sagradas são corretas e verdadeiras em todos os assuntos sobre os quais se pronuncia, por que o que ouvimos ao nosso redor é justamente o contrário?</p>
<p style="text-align: justify;">O cristão em geral não percebe que há uma guerra intelectual acontecendo nas universidades, nas revistas especializadas e nas sociedades acadêmicas. O cristianismo tem sido taxado de irracional ou obsoleto, e milhões de estudantes – nossa futura geração de líderes – têm absorvido esse ponto de vista. […] Falsas ideias são o maior obstáculo à recepção do Evangelho 2.</p>
<p style="text-align: justify;">Engano e erro estão ao nosso redor por falta de conhecimento das Escrituras (Mateus 22.29). As verdades fundamentais acerca de Deus, do homem e do Universo foram substituídas por ideologias não cristãs e anticristãs. Esse tipo de discurso errado predomina pela falta do discurso cristão sobre assuntos essenciais. É preciso que o mundo ao nosso redor não apenas saiba em que nós cremos; é preciso que saiba por que cremos no que cremos e que reconheça a coerência de nossas crenças. É preciso que conheçam “a razão da esperança que há em nós” (1Pe 3.15).</p>
<p style="text-align: justify;">A apologética cristã se tornou urgente porque nós vivemos em um caldo ideológico complexo, no qual inúmeras formas de pensar, contrárias à verdade de Deus, envolvem as pessoas como em um redemoinho. Estas pessoas estão se afogando nas águas intelectuais desse caldo ideológico e nós não temos oferecido um barco ao qual possam se agarrar. Nosso Deus é uma Rocha também para a mente humana.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Uma vida apologética</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nada há que chegue aos nossos corações sem que antes tenha passado pela nossa mente. E a apologética cristã, com certeza, inclui o uso da nossa mente santificada para apresentar de forma coerente as verdades divinas.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, a verdade divina, além de um conjunto de afirmações corretas sobre tudo, é uma verdade para ser vivida. O apóstolo João escreveu: “Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade” (2 Jo 3). Seu elogio a Gaio não era porque ele sabia ou ensinava a verdade, mas porque ele vivia a verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Não estaremos defendendo a verdade cristã se não vivermos uma vida cristã. Como nos ensinou o apóstolo Pedro, antes de “dar uma resposta a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós”, ele exorta: “santificai nos vossos corações a Cristo, como Senhor” (1 Pe 3.15 – Tradução Brasileira). Viver sob o senhorio de Cristo é viver de forma apologética, mostrando que a verdade revelada é uma verdade a ser vivida.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">A melhor apologética cristã é a proclamação</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Este é outro ponto que não pode ser negligenciado. Antes de defender as verdades divinas, precisamos proclamá-las aos quatro ventos e de todas as formas. Não devemos pressupor que os homens duvidarão delas. Estas verdades precisam ser pregadas, ensinadas, escritas; devem estar presentes nas conversas corriqueiras, nos ambientes populares, nas obras literárias, nos centros acadêmicos, nas redes sociais, nos programas de rádio e TV e nos debates de toda a natureza. É preciso encher os meios de comunicação, as repartições públicas, as escolas, as universidades. As verdades divinas não podem ser colocadas de lado ou consideradas como sendo somente a religião de pessoas fanáticas e irracionais.</p>
<p style="text-align: justify;">Precisamos anunciar ao mundo que há um único Deus, Criador de todas as coisas, Soberano sobre todas as coisas, diante do qual todos terão de prestar contas. Precisamos proclamar que a Bíblia é a Palavra eterna e infalível de Deus, que Jesus Cristo é o Filho de Deus que veio ao mundo, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia. Devemos ensinar a realidade do pecado e a necessidade do arrependimento e da fé. As verdades fundamentais precisam estar presentes em tudo aquilo que é humano, não devem ficar restritas aos nossos edifícios, às nossas reuniões e à nossa literatura; não podem ficar limitadas à nossa subcultura evangélica.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Arsenal apologético</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Finalmente, tendo vivido e proclamado as verdades de Deus, podemos esperar que os indagadores e os contestadores surjam. Eles vociferarão e lançarão as mais duras palavras contra o cristianismo, escreverão e atacarão, apoiados em suas ideologias e em seus pressupostos intelectuais. Eles tentarão desmerecer e obscurecer a revelação divina com um arsenal de argumentos que não é nada fraco ou desprezível.</p>
<p style="text-align: justify;">É nessa hora que temos de estar preparados para responder com mansidão e temor (novamente 1 Pedro 3.15), falando, ensinando, debatendo e escrevendo. Se isto for feito com sabedoria, inteligência, graça e unção, com certeza o resultado será excelente. Se assim for, não significa que os oponentes serão convencidos ou que todos abraçarão o Evangelho; significa que a verdade de Deus está sendo defendida por pessoas que sabem por que creem no que creem e que se dedicando com empenho para entender e explicar isto a outros de forma coerente.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez um dos exemplos mais claros da necessidade da apologética cristã seja o livro Um ateu garante: Deus existe, lançado no Brasil pela editora Ediouro. Seu autor, Antony Flew, foi um dos maiores defensores intelectuais do ateísmo por cinquenta anos. Após uma série de debates com apologistas cristãos, como Alvin Platinga e William Craig, ele se tornou um teísta, alguém que crê na existência de Deus. Tendo percebido a honestidade e a capacidade intelectual daqueles que se diziam crentes, apesar de todo o seu arsenal ateísta, teve de se render.</p>
<p style="text-align: justify;">Se homens como Antony Flew, com tal envergadura intelectual, tiveram sua maneira de pensar mudada, quantos que hoje se agarram a modismos materialistas, marxistas e ocultistas poderão também enxergar a verdade revelada? Basta que estejamos preparados e que saibamos refutar todos os argumentos enganosos que criam obstáculos nas mentes e nos corações das pessoas, impedindo-as de reconhecer a verdade e a coerência da verdade. Nosso país está se tornando mais culto, então nossa mensagem também tem que acompanhar tal desenvolvimento, de modo que o mundo veja, ouça e creia.</p>
<p style="text-align: justify;">“As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.” (2 Coríntios 10.4)</p>
<p style="text-align: justify;">__________________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1WHITE, James Emery. Uma mente cristã em um mundo sem Deus. São Paulo: Vida, 2010.</p>
<p style="text-align: justify;">2Citado por CRAIG, William Lane. Apologética para as questões difíceis da vida. São Paulo: Vida Nova, 2010, p. 16</p>
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		<title>Estamos em Guerra</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Dec 2017 18:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raquelgurgel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por Eguinaldo Hélio Souza</p> <p>&#160;</p> <p style="text-align: justify;"></p> <p style="text-align: justify;">Eis que o destruidor já avança conta ti. Guarda a fortaleza! Vigia a estrada! Fortalece a resistência! Reúne todas as tuas forças! (Naum 2.1 KJA)</p> <p style="text-align: justify;">Uma coisa é não amar a guerra, não desejar a guerra, não começar a guerra. Outra <p><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/?p=774">[Continuar lendo...]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Eguinaldo Hélio Souza</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2017/12/enfeite-para-aquario-castelo-medieval-pequeno-D_NQ_NP_955411-MLB20554022832_012016-F.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-775" title="enfeite-para-aquario-castelo-medieval-pequeno-D_NQ_NP_955411-MLB20554022832_012016-F" src="http://www.missaoatenas.com.br/site/wp-content/uploads/2017/12/enfeite-para-aquario-castelo-medieval-pequeno-D_NQ_NP_955411-MLB20554022832_012016-F-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Eis que o destruidor já avança conta ti. Guarda a fortaleza! Vigia a estrada! Fortalece a resistência! Reúne todas as tuas forças!</em> (Naum 2.1 KJA)</p>
<p style="text-align: justify;">Uma coisa é não amar a guerra, não desejar a guerra, não começar a guerra. Outra coisa é ignorar a guerra ao nosso redor. Se o pacifismo fosse resposta para tudo, talvez hoje o mundo fosse totalmente islâmico. Isso não aconteceu porque Carlos Martel venceu os exércitos muçulmanos na Batalha de Tours (732 d.C.). Avançando mais no tempo, não fossem os aliados na 2ª Guerra, talvez o nazismo tivesse dominado a cultura ocidental. O mal existe e muito mais do que uma abstração, ele é concreto e não será vencido com o silêncio, com a omissão ou com a ignorância. Em uma guerra, a falta de reação já é uma rendição.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, a guerra agora é mais sutil. Ela é ideológica, didática, midiática, mas não é menos perigosa. O inimigo almeja tomar primeiramente as mentes para depois tomar o poder. Ele se utiliza mais da astúcia do que da violência, mais do engano do que da bala. O objetivo, entretanto, permanece o mesmo. Jesus disse que o mundo nos odeia e se achamos que este mundo nos ama ou nos ignora, alguma coisa está errada. A sociedade pode ter se tornado mais educada e mudado seus métodos. Sua natureza, porém, continua a mesma.</p>
<p style="text-align: justify;">O Ocidente defendeu a liberdade de pensamento e de crença em uma época na qual o cristianismo tinha supremacia. As ideias, as leis, as relações sociais, a cosmovisão e a cultura, em maior ou menor grau, derivavam das Escrituras. Esse tempo já passou. Agora a arena está sendo tomada por outros “ismos”, que desejam o controle. Entre os principais inimigos declarados do cristianismo, podemos citar o marxismo, que se acredita a realidade última e o islamismo, que mesmo em sua expressão mais pacífica, almeja a islamização do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das maiores lições de Gramsci aos comunistas foi: não tomem quartéis, tomem escolas e universidades, não ataquem blindados, ataquem ideias gerando dúvidas, e propondo o diálogo permanente, nunca apresentando certezas, mas devem estar preparados para preencher as dúvidas antes que a consciência individual o faça. Não assaltem bancos, assaltem redações de jornais, não se mostrem violentos, mas pacifistas e vítimas das violências da &#8220;direita&#8221;.1 Por acaso essa não é a realidade das nossas universidades e da nossa mídia e mesmo de nossa cultura?</p>
<p style="text-align: justify;">E não pensem que o islamismo cresce explodindo homens. Ele também luta pelas mentes. A islamização tende a ocorrer primeiramente no âmbito cultural, deslocando-se depois para as esferas social e política.2 Não tardará e ele estará nas cátedras, nas artes e na mídia ainda mais do que já está, até que finque sua bandeira nas esferas do poder. Sua atitude intrusiva se fará sentir cada vez mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Declarando ou não, marxismo e islamismo se aliaram (Basta olhar a Venezuela) contra o cristianismo e tudo aquilo que se relaciona a ele. São hoje os maiores desafios para a Igreja brasileira e do Ocidente. Se muitos cristãos sequer percebem a luta, como vencerão a guerra?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Que tipo de cristão é você?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Há três categorias de cristãos nessa guerra. Os que a lutam, os que a ignoram e os que já se renderam ao inimigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os que a lutam são em número muito pequeno e muitas vezes são vistos como alienígenas no próprio corpo da Igreja. São tidos por fanáticos, alienados e como um Dom Quixote lutando contra moinhos de ventos. Temo que se repetirá em suas vidas o que aconteceu com os profetas do passado. Suas palavras só foram aceitas quando o inimigo estava às portas e era tarde demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, a grande maioria é composta por cristãos e líderes cristãos que ignoram ou tentam ignorar a guerra cultural. Ou se refugiam em suas torres de marfim, ou se orgulham de sua própria ignorância, acreditando que a espiritualidade cristã sobrevive sem as verdades reveladas do cristianismo. A piedade cristã não dispensa o conhecimento verdadeiro. Ela se solidifica com ele.</p>
<p style="text-align: justify;">“Se um lado sabe que está em guerra e o outro não sabe, que lado você acha que vencerá?”3</p>
<p style="text-align: justify;">O mais triste, porém, é o número cada vez maior de organizações cristãs e de cristãos em geral que já se renderam ao inimigo. Gritam “Paz! Paz!” Quando não há paz.4 Nossos filhos estão sendo bombardeados nas escolas e universidades com ideias e sentimentos anticristãos e eles acham que está tudo bem. Leis estão impondo a agenda homossexual e eles acham que está tudo bem. O politicamente correto nos impede de declarar o óbvio e eles aceitam isso como natural. Cursos de “teologia” têm ateus como professores e defesa da ideologia de gênero em seu currículo. E eles acreditam que está tudo bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa batalha moral não acabou, mas foi somada a ela o âmbito intelectual e nós estamos perdendo. Não falta cristianismo, mas é um cristianismo domado, amordaçado e acuado. Dizer a verdade virou radicalismo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Uma palavra final</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"> “Paz, se for possível. Mas a verdade acima de tudo”, escreveu Lutero. Esses 500 anos da Reforma Protestante deveriam não apenas nos lembrar de que a verdade revelada existe, mas que defende-la muitas vezes tem um preço alto.</p>
<p style="text-align: justify;">“Em tempos de crise, Deus sempre salvou a Igreja. Mas ele sempre a salvou pelos teimosos defensores da verdade, e não pelos pacifistas teológicos”, escreveu J. Gresham Machen (1881 – 1936) no início do século XX sobre a teologia liberal que por pouco não destruiu o cristianismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que o chamado para lutarmos essa guerra não tem a ver com violência, ou ódio, ou maldade em qualquer sentido, pois nesse caso estaríamos nós mesmos negando o cristianismo. Tem a ver com convicção, com coragem, com posicionamento, com ação. Chega de sermos simples como pombas e prudentes como cordeiros. Chega de não denunciar o mal e de não apoiarmos os que o denunciam. Chega de deixar que o inimigo eduque os nossos filhos e domine nossos espaços. Chega de permitir que suas ideias invadam nosso ensino teológico, nossas organizações cristãs, nossas igrejas e a mente de nosso povo.</p>
<p style="text-align: justify;">Precisamos conhecer profundamente aquilo que Deus revelou e usar essa luz para expor, enfrentar e rejeitar o engano. Sim, a guerra é espiritual. E ela se reflete na cultura, na legislação, na política, nas ações concretas do dia-a-dia. Sim, é preciso orar. Mas</p>
<p style="text-align: justify;">também é preciso estudar, aprender, entender, falar, escrever, debater, refutar, rejeitar, resistir, protestar, boicotar, orientar, advertir. A tempo e fora de tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">“Porque, embora vivendo como seres humanos, não lutamos segundo os padrões deste mundo. Pois as armas da nossa guerra não são terrenas, mas poderosas em Deus para destruir fortalezas! Destruímos vãs filosofias e a arrogância que tentam levar as pessoas para longe do conhecimento de Deus, e dominamos todo o pensamento carnal, para torna-lo obediente a Cristo!” (2 Coríntios 10.3-5 KJA)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">____________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">1 PAOLA, Heitor de. O Eixo do Mal Latino Americano. São Paulo: É Realizações, 2008, p. 89</p>
<p style="text-align: justify;">2 HUNTINGTON, Samuel P. O choque das civilizações. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010, p. 181</p>
<p style="text-align: justify;">3 KREEFT, Peter. Como vencer a guerra cultural. Campinas: Ecclesiae, 2011, p. 25</p>
<p style="text-align: justify;">4 Jeremias 6.14</p>
<p style="text-align: justify;">
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