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Revelando o Mundo Como Ele É

Por Eguinaldo Hélio de Souza

O ser humano é incapaz de entender o mundo ao seu redor com uma simples olhar, um escutar, um toque. Pode captar muita coisa a respeito do mundo, mas não seu todo. Mesmo quando ele o esmiúça com suas ferramentas científicas e o perscruta com sua razão, ele só pode ir até certo ponto. “O limite da razão é conhecer seus limites”, como escreveu Blaise Pascal. O que pode ser conhecido com respeito a este universo será sempre uma gota e o ignorado um oceano.

Os avanços que a ciência fez nos últimos duzentos anos foram muito positivos em vários aspectos. Desde o conhecimento astronômico até o conhecimento atômico, as conquistas foram realmente impressionantes. Todavia, neste nosso mundo decaído, toda vitória vem tatuada com as marcas da corrupção. Dessa forma, o que era bom veio carregando o mal em si.

O primeiro aspecto foi que a multiplicação do conhecimento trouxe o orgulho e com ele o afastamento de Deus. O homem decaído procurava brechas para se livrar do Criador, procurava por explicações que não precisassem passar pelas verdades reveladas das Escrituras.

Assim, abraçou o darwinismo porque tirava a necessidade de um criador. Exaltou as ciências da mente porque substituía a crença nos demônios. Viu nas explicações científicas uma forma de explicar os milagres e assim negar a intervenção divina. Qualquer teoria alternativa às alegações das Escrituras lhe era preferível.

Como escreveu Carl Henry: “No entanto, a perda contemporânea da importância pública das Escrituras nega a necessidade e a possibilidade de interpretação bíblica do mundo. A busca de um modelo alternativo está cercada de confusão e a sociedade ocidental está indecisa e à deriva em direção ao caos. Os acadêmicos ocidentais parecem incapazes de nos dizer onde estamos”.1

Todavia, a melhor leitura do que é o mundo e qual seu significado ainda é aquele apresentado nas páginas das Escrituras. O que o mundo é não depende do que o homem escolhe.

O Big Bang não pode retirar do universo as marcas da inteligência e sabedoria divina impressas nele. O acaso como fonte originadora da vida não faz qualquer sentido para nossa mente inteligente. O mal no mundo, embora leve o homem a questionar a bondade de Deus, por outro lado revela um padrão de certo e errado que vai além das convenções sociais e no remete a um absoluto inquestionável. Sem a Bíblia não há compreensão real do mundo no qual vivemos. Nossos olhos só podem ver o mundo visível, enquanto a Bíblia fala que a criação inclui aspectos “visíveis e invisíveis” (Cl 1.16). O que existe vem do que não se vê (Hb 11.3)

Um mundo criado por Deus com um propósito. Uma vida humana sagrada por ser o ponto mais apto da criação. Uma história com um sentido e que reflete o plano divino, caminhando para um fim específico. O homem como mordomo dessa criação, que, embora caída, reflete o divino. Uma inevitável vitória do bem e da justiça refletida na salvação revelada em Cristo Jesus.

Esse é o universo no qual vivemos e que não pode ser captado pela ciência, mas somente revelado pelo seu Criador. Essa é a realidade de nosso mundo e qualquer exposição que não se alinhe com ela não terá captado a essência do que é este nosso Cosmo.

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1 HENRY, Carl F. H. O resgate da fé cristã. Brasília: Monergismo, 2014, pp. 28, 29

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